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Connected 2. 8. 2019

Uma viagem até à adolescência em 14 filmes

by Mónica Bozinoski.

 

Podes contar-me como foi? Foi como no cinema, com guarda-roupa incluído. Throwback cinematográfico à complexa, maravilhosa e atribulada adolescência.

Clueless © IMDB.

Podes contar-me como foi? Foi mágico. Foi hilariante. Foi triste. Foi brilhante. Podíamos estar a falar da primeira vez que andámos de bicicleta, do nosso primeiro beijo, da primeira vez que nos partiram o coração, do nosso primeiro par de saltos altos. Em vez disso, estamos a falar dos filmes que marcaram a nossa adolescência. Dos filmes que cresceram connosco. Dos filmes que influenciaram a forma como nos vestimos, a forma como sonhamos, a forma como pensamos. Dos filmes que revemos vezes sem conta, como cassetes onde a fita nunca acaba.

Rebel Without a Cause, 1955

Rebel Without a Cause © Getty Images.

Um dos últimos filmes de James Dean é também um dos seus mais memoráveis e aquele que deu origem à imagem de culto do jovem problemático, Jim Stark. A longa-metragem que imortalizou Dean como o bad boy original do cinema, Rebel Without a Cause deu-nos, com justa causa, um dos coordenados mais emblemáticos do grande ecrã — o uniforme de Jim, composto por um casaco vermelho, uma t-shirt branca e um par de
 jeans clássicos. É um uniforme que transcende tempo, espaço
 e géneros, mas nem assim consegue fazer-nos tirar os olhos do guarda-roupa de Judy (Natalie Wood). Os mesmos coordenados delicados e femininos que fizeram as delícias nos anos 50 — entre eles um conjunto clássico de saia e casaco em verde, que Judy coordena com um lenço vermelho ao pescoço e um cinto preto na cintura, o sobretudo branco intemporal contrastante com os lábios vermelhos, o conjunto estilo Capuchinho Vermelho, a t-shirt polo em tons de rosa suave e o lenço à cabeça — são os mesmos coordenados que nos continuam a fazer suspirar sempre que a câmara foca na beleza sem igual de Judy.

Bye Bye Birdie, 1963

Bye Bye Birdie © Getty Images.

É impossível negar que os 
anos 60 foram uma das épocas mais stylish, tanto no grande
ecrã como fora dele — mas, se dúvidas restassem, o musical de 1963 Bye Bye Birdie é uma prova sólida dessa teoria. Inspirado em Elvis Presley e no seu recrutamento para o exército, em 1958, Bye Bye Birdie conta a história de Conrad Birdie (Jesse Pearson), uma lendária estrela de rock que é chamada para o exército. Antes de partir, a sua secretária sugere que seja feito um concurso onde uma rapariga ganhará a oportunidade de receber um beijo de despedida de Birdie durante o Ed Sullivan Show, conduzindo-o até Ohio, onde Kim McAfee (Ann-Margret) espera ansiosamente. Amores de adolescência, ídolos musicais e números de dança à parte, o filme de George Sidney é um livro aberto para o guarda-roupa da época, com um espectro de cores vibrantes, dos amarelos aos azuis, passando pelos verdes e pelos vermelhos, vestidos cintados e rodados, completos com padrões como o polka dot ou as riscas, saias plissadas e camisolas de malha tão confortáveis quanto cool, e um conjunto invejável em rosa choque, com uma blusa com folhos e calças crop justas, usado por Kim McAfee durante o número A Lot of Livin’ To Do. Resumo: é um verdadeiro feel good, com um conjunto 
de figurinos ainda melhor.

American Graffiti, 1973

American Graffiti © Getty Images.

É difícil pensar na obra de George Lucas fora dos clássicos universos de Star Wars e Indiana Jones, mas esta longa-metragem de 1973 é o take do realizador e guionista no mundo teen — e um que, baseado nas suas próprias experiências enquanto adolescente, vale todos os minutos. Seguindo um grupo de adolescentes que aproveitam a sua última noite antes de irem para a faculdade, este filme do início dos anos 70 documenta a perda da inocência e a passagem para a “vida adulta”, com referências à cultura cruising e racing, à relação que os adolescentes tinham com os seus carros, os seus rádios e a música Rock n' Roll, e ao espírito americano da época. Da aura end of summer aos drive-ins com as suas luzes néon, American Graffiti tem um mood que vai muito além do guarda-roupa das suas personagens — mas os figurinos de Debbie Dunham (Cindy Clark), com o seu vestido branco e azul floral, cardigan branco deitado aos ombros, bandolete azul e sapatos Mary Jane pretos, são tudo o que precisamos para uma qualquer noite de verão, seja em 1973 ou em 2019.

Grease, 1978

Grease © Getty Images.

Da clássica história de amor boy meets girl à banda-sonora que sabemos de coração, é difícil apontar um defeito no clássico de 1978, Grease — da mesma forma que é difícil imaginar que alguém não se sinta totalmente rendido ao filme musical de Randal Kleiser. E o guarda-roupa? É caso para dizer tell me more, tell me more. Há a clássica combinação das calças pretas, da t-shirt branca e do casaco de cabedal do bad
 boy Danny (John Travolta). Há
 os vestidos femininos em tons suaves, os camiseiros em cor-de-rosa e as saias longas pastel, conjugadas com camisas de manga curta inocentes, de Sandy (Olivia Newton-John), que acaba 
o filme com um dos conjuntos mais replicados de sempre — aquele que vê o momento good girl gone bad, materializado no icónico coordenado com calças pretas justas, top com ombros descaídos, casaco de cabedal e mules vermelhos com salto em madeira. Há o icónico casaco bomber cor-de-rosa de Rizzo (Stockard Channing) e das restantes Pink Ladies. Trocando por miúdos, há uma série de figurinos tão memoráveis como os temas Look at Me, I’m Sandra Dee ou Greased Lightening — e é por isso que continuamos hopelessly devoted ao guarda-roupa de Grease.

The Breakfast Club, 1985

The Breakfast Club © IMDB.

John Hughes fez-nos um único pedido: “Don’t you forget about me.” E nós cumprimos. Das palavras emprestadas de David Bowie 
a uma das cenas finais mais emblemáticas do Cinema, o filme sobre “um cérebro, um atleta, 
um caso perdido, uma princesa e um criminoso” é um estereótipo do arquétipo adolescente transformado em relíquia da cultura pop. Para além das personalidades conflituosas, da “terapia de grupo” e das emoções que nos ligam, o guarda-roupa
 é tão carregado de simbolismos como a própria narrativa — e cada pedaço dele é, também, um pedaço de cada personagem.
 Há o too cool for school de Claire (Molly Ringwald), com um conjunto em tons de rosa e castanho e botas de cano alto. O misfit de Allison (Ally Sheedy), materializado na parka, no preto dos pés à cabeça e no oversized.
 O casaco bomber, o denim lavado 
e o top Nike de um jock como Andy (Emilio Estevez), a camisa de xadrez, as luvas sem dedos e as sobreposições de um rebelde como John (Judd Nelson), as calças khaki, a camisola de malha e os óculos escuros de um nerd como Brian (Anthony Michael Hall). Resumindo, há a imagem perfeita de um guarda-roupa 
teen dos anos 80 — um guarda-roupa que usaríamos ainda hoje. Sincerely yours, The Breakfast Club.

Pretty in Pink, 1986

Pretty in Pink © IMDB.

Um ano depois de The Breakfast Club ter chegado às salas de cinema, Molly Ringwald e John Hughes juntaram-se uma vez mais em Pretty in Pink, o filme que viu Ringwald, a musa assumida de Hughes, na pele 
de Andie Walsh — e, tal como
o coordenado de Claire em
 The Breakfast Club, tudo o que Andie usa em Pretty in Pink é memorável. Num misto entre peças de lojas em segunda mão e estilos New Wave, o guarda-roupa de Andie é, permita-nos
 a imparcialidade, perfeito. Das golas peter pan às rendas, dos óculos estilo avó aos mil e um chapéus, das meias com flores aos leggings com flores, sem esquecer os coletes com flores
 e as saias com flores — sim, olhando para a quantidade de padrões florais que compõem o armário de Andie, Pretty in Pink podia ter sido Pretty in Flowers,
 e o mundo continuaria a girar ainda assim —, dos cardigans aos blazers tipicamente 80’s, das camisas brancas aos alfinetes que lhes dão um toque especial, Andie Walsh continua a ser um ícone de estilo para os dias de hoje, especialmente quando rumamos a uma qualquer loja vintage à procura do melhor
 que o tempo tem para nos dar. 
E não nos deixem esquecer aquele vestido cor-de-rosa que
a personagem leva ao baile de formatura — pode ser visto por muitos como o pior prom dress de sempre, mas não deixa de ser um #lewk em nome próprio.

Heathers, 1988

Heathers © Getty Images.

Realizado por Michael Lehmann, este clássico de culto com um humor refinado e (ligeiramente) perturbador acompanha a história de Veronica Sawyer (Winona Ryder), uma adolescente que tenta navegar na realidade da escola secundária, acompanhada pelas três Heathers — Heather Duke (Shannen Doherty), Heather McNamara (Lisanne Falk) e Heather Chandler (Kim Walker). Para além de
 uma narrativa que explora, satiricamente, todas as nuances da experiência do secundário, dos grupos estereotipados às festas e bailes de formatura, Heathers tem um guarda-roupa eighties verdadeiramente à altura, que contribui para o ambiente surreal da obra. Os ombros largos — típicos do espírito power dressing da década de
 80 —, as cores arrojadas — dos amarelos mostarda aos verdes esmeralda —, os padrões ecléticos — do axadrezado aos florais —, 
as saias plissadas e as camisas com detalhes — dos alfinetes
 aos botões —, contribuem para
 o allure intemporal do guarda-roupa de Heathers — um guarda-roupa que, hoje, vemos replicado em marcas como Gucci, Balenciaga, Vetements
 ou Calvin Klein 205W39NYC.

Clueless, 1995

Clueless © IMDB.

“Mas que raio é isso?” “Um vestido.” “Quem é que diz isso?” “Calvin Klein.” Quem nunca
 teve uma conversa semelhante àquela que Cher Horowitz (Alicia Silverstone) tem com o pai no filme de 1995 Clueless que atire
 a primeira minissaia de xadrez. À semelhança deste vestido
 mini branco, capaz de causar controvérsia assim que desce as escadas, cada peça do armário computorizado e giratório da protagonista transformou-se num clássico de culto. Há os scrunchies, as bandoletes, os ganchos coloridos, as boinas pretas, as meias até aos joelhos
 e os Mary Janes. A minissaia com botões e o colete de malha, o blazer preto e a camisa preppy (nas palavras da própria, “it’s 
my most capable looking outfit!”),
 o casaco de cabedal preto e a t-shirt de algodão branca, o mini slip dress vermelho Alaïa, as peças com transparências, o athleisure
 e o layering materializado na sobreposição t-shirt e top de alças finas, e, claro, os clássicos coordenados em xadrez — do icónico conjunto amarelo ao preto e vermelho. Tudo isto
 sem esquecer o igualmente invejável repertório de Dionne Davenport (Stacey Dash), a bff de Cher e a nossa eterna #stylecrush. Haverá um guarda-roupa 90’s melhor do que este? “Ugh, as if!

The Craft, 1996

The Craft © IMDB.

Lançado um ano depois de Clueless, o filme de Andrew Fleming
 sobre Sarah (Robin Tunney),
 uma adolescente problemática transferida para uma nova escola secundária em Los Angeles que se torna amiga de um trio de misfits bruxas — Bonnie (Neve Campbell), Nancy (Fairuza Balk) e Rochelle (Rachel True) — não podia estar mais longe da realidade criada por Amy Heckerling. Dedicada às outsiders, à celebração das personalidades ditas “pouco convencionais”, às raparigas
 que não se identificavam com as Chers e Dionnes, The Craft veio preencher um vazio no cinema teen da década, explorando temas como a depressão, o suicídio e a auto-aceitação — e o seu allure não está apenas na narrativa que atravessa gerações, mas também no guarda-roupa de culto. Com um espírito assumidamente gótico e grunge, a influência do estilo de Sarah, Bonnie, Nancy e Rochelle é inegável: botas militares, vestidos slip grungy, combinados com cardigans oversized que podiam ter saído de uma imagem de Kurt Cobain, camisas em tartan, trench coats em PVC, chockers góticas, acessórios com crucifixos e óculos de sol mini com lentes coloridas, do vermelho ao azul, são a prova de que o guarda-roupa destas quatro personagens continua tão atual quanto cool.

10 Things I Hate About You, 1999


10 Thins I Hate About You © IMDB.

Tens um parágrafo para dizer
 as dez coisas que adoras em
 10 Things I Hate About You. Boa sorte. Vai. Um: os chinelos de dedo com plataforma de Katarina Stratford (Julia Stiles). Usava? Não. Vivo para eles? Óbvio. Dois: o vestido slip perfeito no azul também perfeito de Kat no baile de formatura. Podes vir já para 
o meu armário, onde pertences? Três: o conjunto camisa branca com flores bordadas e saia pelos joelhos usado por Kat enquanto lê o poema a Patrick. Alguém disse lágrimas? Quatro: o crop 
top com padrão floral usado
 por Bianca Stratford (Larisa Oleynik). Cinco: já que estamos
 a falar sobre isso, os vestidos mini florais de Bianca — e, já
 que estamos a falar sobre isso, estes também pertencem ao meu armário, obrigada. Seis: a saia em tule cor-de-rosa que Bianca está a usar quando mostra a Joey quem é o rei do prom. Spoiler alert, é ela. Sete: tudo o que envolve Mandella (Susan May Pratt), dos veludos
 ao croché. E não nos deixem esquecer as trancinhas. Oito: os cardigans de malha. São tão end of the 90’s que até dói. Nove: os tops com alças finas. Outra coisa tão end of the 90’s que até dói. Dez: last, but never least, Heath Ledger
 a cantar “I Can’t Take My Eyes Off You”. Nós é que não conseguimos tirar os olhos de ti, Heath.

Legally Blonde, 2001

Legally Blonde © IMDB.

Ah, o virar do milénio: Paris Hilton e Lindsay Lohan eram
os nossos ícones de estilo, as calças de cintura descaída, o fato de treino em veludo e a Dior Saddle Bag eram os essenciais de qualquer miúda cool e os
 chick flicks eram tão dourados como o cabelo loiro de Elle Woods (Reese Witherspoon)
 em Legally Blonde, o filme que mostrou a toda uma geração de adolescentes que brains and looks podiam ser cartas do mesmo baralho e que não precisamos de sacrificar o nosso amor pelo cor-de-rosa para sermos levadas a sério. Da longa-metragem de Robert Luketic nasceram alguns dos momentos de estilo mais fabulosos e determinantes dos anos 2000, todos eles vistos em Elle Woods, à medida que
 a personagem tenta navegar pela Universidade de Harvard
 e pelo curso de Direito: há um conjunto casaco e saia lápis, ambos em pele, no tom de hot pink perfeito; um biquíni com lantejoulas conjugado com um casaco de pelo; um vestido halter cor-de-rosa, combinado com uns óculos de sol com lentes da mesma cor; outro em tie-dye, também cor-de-rosa; e mais
 um, desta vez ao estilo wrap, em dois tons distintos da cor mais Elle Woods de sempre. Quem disse que o rosa não era a cor 
do poder nunca viu Elle Woods triunfar em pleno tribunal — tudo graças a uma permanente.

Mean Girls, 2004

Mean Girls © IMDB.

Alguém disse cor-de-rosa? O tom podia ser um stand out no guarda-roupa de Elle Woods, mas foi com Regina George (Rachel McAdams), Gretchen Wieners (Lacey Chabert), Karen Smith (Amanda Seyfried) e Cady Heron (Lindsay Lohan) que foi de fixe a fetch. Isto porque o guarda-roupa de Mean Girls é um dos exponentes máximos daquilo que se usava nos anos 2000, e um dos mais bem conseguidos — se dúvidas restassem, basta olhar para as t-shirts vintage da Dior, estampadas com “Dior Addict” e “J’Adore Dior”, ou para tudo aquilo que Kylie Jenner usa. Dos slogans e mensagens aos monogramas, dos fatos (obrigada, Janis Ian) aos vestidos curtos e sem alças, das riscas aos polka dots, das minissaias às mini carteiras, sem esquecer os fatos de treino em veludo, cortesia da one and only Juicy Couture, os figurinos de Mary Jane Fort para o clássico escrito por Tina Fey e inspirado pelo livro Queen Bees and Wannabes de Rosalind Wiseman são, simultaneamente, o melhor e o pior da década de 2000. Ainda assim, passaram-se 15 anos desde que Mean Girls entrou nas nossas vidas e o estilo que caracteriza as famosas Plastics continua a ser tão fetch como era em 2004 — e as quartas-feiras, essas, continuam a ser o dia de eleição para vestir cor-de-rosa.

Easy A, 2010

Easy A © IMDB.

Quando Emma Stone aterrou nos nossos ecrãs na pele de Olive, uma adolescente que, depois de tentar ajudar um amigo a encobrir o facto de ser gay,
 se vê emboscada num rumor sobre a sua suposta vida sexual, quisemos fazer duas coisas no instante seguinte: primeiro, descarregar “Pocketful of Sunshine” de Natasha Bedingfield para o nosso MP3 e, segundo, comprar um corpete preto como aquele que Olive usa, estampado com a letra “A” numa referência à obra The Scarlet Letter. Em Easy 
A, a mudança de guarda-
roupa de Olive — uma miúda que vivia em skinny jeans, t-shirts e tops de alças em cores como preto, branco e roxo – pode até ser usada como resposta a um rumor falso, mas não deixou de nos ensinar o poder que ter a confiança de owning up pode assumir. Resultado? A cena 
em que Olive veste o primeiro corpete com o “A” em vermelho visível, conjugado com um par de óculos Ray-Ban para aquele efeito extra de miúda rebelde que não quer saber de nada 
nem de ninguém, permanece tão presente na nossa mente como o hilariante postal que canta “I got a pocket, got a pocketful of sunshine” em loop – e toda a gente sabe que não é fácil superar um postal que canta.

Booksmart, 2019

Booksmart © IMDB.

Numa nova geração de filmes teen, Booksmart é um must see. A estreia de Olivia Wilde como realizadora segue a história
de duas adolescentes — Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever) — que, no último dia de aulas, percebem que sacrificaram a sua vida social em nome do sucesso académico. Quando descobrem que os colegas mais irresponsáveis estão a caminho das melhores universidades e empresas, Molly e Amy decidem culminar quatro anos de festas numa só noite – e o resultado é hilariante. Criado por April Napier, o guarda-roupa é um reflexo perfeito daquilo que é 
ser adolescente hoje. Enquanto Molly veste um blazer xadrez, uma camisola de gola alta amarela e uma minissaia com botões, num cool sem querer ser cool, Amy usa o seu blusão de ganga, completo com patches com as palavras “sisters” ou “vegan”, para expressar os seus valores, sejam eles feministas ou ambientais. Já Gigi (Billie Lourd), uma espécie de “unicórnio”, tem um guarda-roupa tão excêntrico quanto a sua personalidade — casacos de pelo, tiaras e óculos de sol que podiam ter saído da coleção de Elton John são alguns exemplos. Mas o melhor é a redefinição 
do conceito de going-out outfit — quando estão a decidir aquilo que vão vestir para a grande festa, Molly e Amy acabam por escolher um macacão azul (uma cor que faz referência às suas preferências políticas) utilitário. Se é para ter um momento #twinning, então que seja assim.

 

Artigo originalmente publicado na edição de julho 2019 da Vogue Portugal.

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