A portugalidade vive-se, sente-se e, neste verão, chega ao grande ecrã. Entre manjericos, marchas e arraiais pintados a verde, vermelho e amarelo, "Santo António: O Casamenteiro de Lisboa", o novo filme de Ruben Alves, é um exercício de união, um apelo à identidade e, acima de tudo, uma carta de amor à essência do verão português pelas ruas da capital.
O trajeto de Ruben Alves pelo Cinema teceu-se de forma tão natural que, como diz o ditado, se não existisse, tinha de ser inventado. Com raízes entre Portugal e França, cresceu num mix de realidades comuns ao panorama lusitano e, desde cedo, tem dado uso à sua voz e visão artística para contar histórias que apelam à eterna procura por identidade que se faz sentir aquém e além-fronteiras. O seu primeiro filme como realizador, A Gaiola Dourada, mantém-se uma das obras mais incontornáveis do cinema português contemporâneo. Agora, o seu novo projeto, Santo António: O Casamenteiro de Lisboa — com data de estreia marcada para 10 de setembro nos cinemas — faz a ponte entre o passado, o presente e o futuro de um país que vive no limiar da tradição. Com nomes como Rita Blanco, Joaquim Monchique, Maria João Bastos e Paco León, o filme questiona até onde estamos dispostos a ir em nome da modernidade, e convida-nos a questionar quem somos sem os pormenores que fazem de nós um povo definido pela portugalidade.
Numa conversa com a Vogue Portugal, Ruben Alves reflete sobre a identidade e a tradição que advêm da portugalidade que se sente dentro e fora da geografia nacional – numa entrevista para ver abaixo.
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