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Connected 10. 7. 2019

Confessions of... a Kaholic

by Sara Marques

 

Confessions of... é uma nova rubrica do canal Connected, dedicada a toda e qualquer confissão. No primeiro capítulo damos a palavra a Sara Marques, designer da Vogue Portugal, uma fã assumida de K-Pop.

NCT ©Instagram  

Quando entrei no mundo do apelidado K-Pop era apenas uma jovem de 22 anos que não ouvia mais nada do que músicas ou em inglês ou em português - nada, mas mesmo nada, em línguas "estranhas" entravam nestes ouvidinhos. Hoje, esqueçam, já não me posso orgulhar disso.

Tudo começou com o meu amor pela dança e por uma música, aqui que ninguém nos ouve, do Justin Bieber. Em plena época em que o Sorry não parava de dar nas rádios, eu fiquei mais interessada pelo videoclip e pela incrível coreografia criada pela Royal Family Crew. Pensei para mim mesma: "Tenho que a conseguir dançar!" E foi aí que começou a minha missão pelo YouTube, à procura da coreografia. Mal sabia que ia ser o fim da minha vida (musical) como a conhecia. 

Foi no YouTube que encontrei vídeos de uma academia de dança coreana - a 1MILLION Dance Studio -, que coreografava músicas em inglês, músicas conhecidas. "Fogo, eles dançam mesmo bem!", pensei para mim mesma ao ver todos aqueles coreográfos. Olá, Junsun Yoo! O meu preferido. Uma coisa levou à outra e... olá, coreografias com músicas cantadas em coreano! Olá, primeiro grupo de K-Pop que ouvi e vi ao vivo! Os Block B, um grupo composto por sete membros e um deles o meu bias, Zico. E a partir daí foi o que foi. 


Fui apresentada a nomes de fandoms; às posições (pensem, o líder, o rapper, o bailarino, entre muitas outras) que cada membro dos grupos tem; aos vídeos coloridos, cheios de coreografias fantásticas e tendências de Moda; a músicas que, mesmo não percebendo nada do que eles estavam a cantar, me ficavam na cabeça, com as poucas palavras em inglês que lá pelo meio se encontravam; a distinguir o que é um grupo idol (um grupo mais "formatado" e tipicamente K-Pop, como os BTS) ou uma banda. Basicamente, fui apresentada a todo um universo novo - ou, como eu tão carinhosamente costumo dizer, ao buraco negro que é o K-Pop. 

Não se preocupem se ainda estiverem um pouco de pé atrás com isto tudo. Eu percebo que, talvez, não seja um mundo para todos - mas pensem, a maior parte das músicas que ouvem não são cantadas na vossa língua materna. Portanto, se ouvem músicas em inglês, espanhol ou francês, porque não ouvir também em coreano? Existem pessoas magníficas que traduzem as letras para inglês ou português - ou seja, não há desculpa para não ouvir porque não percebem o que eles estão a dizer. Para mim, quando tudo começou, um refrão era apenas uma palavra, muito comprida, mas apenas uma. Hoje, já me posso orgulhar de perceber e conseguir distinguir algumas palavras. Mas é tudo um processo. 


Já agora, ainda devem estar a perguntar o que é isto do bias do grupo e o que são os nomes de fandoms, certo? Don't worry, I got your back. Bias é a pessoa que, dentro de um grupo, gostamos mais; normalmente a mais bonita, a que mal tem um screen time damos um gritinho interior. Mas atenção: You don’t choose your bias. The bias chooses you. Para além do bias existe ainda o bias wrecker e o ultimate bias. O primeiro é aquele que, ainda que o vosso coração seja fiel a um bias do grupo, por vezes, e momentaneamente, vos faz esquecer o vosso bias. O segundo é quando se é multifandom, ou seja, quando se gosta de mais do que um grupo e, no meio de todos os bias que temos, existe um que é o number one, o que nos faz dizer "com este eu casava". Porque monogamia, não é? 

Beliebers, Selenators, Little Monsters, tudo nome de fandoms, nomes oficiais para as pessoas que são fãs do Justin Bieber, da Selena Gomez e da Lady Gaga, respetivamente. No K-Pop também existe essa cultura. Eu? Sou Blink (Blackpink), Once (Twice), Carat (Seventeen), Monbebe (Monsta X), Myday (Day 6), ReVeluv (Red Velvet), NCTzen (NCT), ATINY (ATEEZ) e Exo-L (Exo). Claro que gosto de outros grupos, mas estes são "os tais". Hoje em dia continuo a seguir estes grupos, mas já passei para outro tipo de músicas fora do K-Pop, sem nunca deixar o coreano de parte. 

Se no início tinha alguma vergonha em dizer que gostava de K-Pop, hoje toda a gente me tem como a amiga que gosta de "coreanadas". 오늘은, 여기까지

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