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Notícias 14. 11. 2018

Jean Paul Gaultier diz não ao uso de pelo

by Mónica Bozinoski

 

O designer Jean Paul Gaultier anunciou a sua decisão de banir o uso de pelo verdadeiro das suas coleções durante uma entrevista a um programa de televisão francês. 

 

Jean Paul Gaultier e Anna Cleveland durante o desfile Alta-Costura outono/inverno 2015 de Jean Paul Gaultier, em Paris ©Getty Images

Depois de gigantes do mundo da Moda como Versace, Gucci, Burberry, Vivienne Westwood, Stella McCartney ou Ralph Lauren terem anunciado as suas intenções de banir o uso de pelo verdadeiro e peles animais das suas coleções, o designer francês Jean Paul Gaultier é o mais recente nome a condenar a crueldade animal na indústria. 

Numa entrevista ao programa de televisão Bonsoir!, Jean Paul Gaultier confirmou a decisão de deixar de usar pelo animal nas suas coleções futuras. "É algo que tenciono resolver. Trabalhei com pelo desde o início da minha carreira, e ocasionalmente usei também pelos antigos", disse o criador, que confessou acreditar que o material é mais "sensual" quando comparado com o pelo falso. "No entanto, existem muitas outras alternativas para nos mantermos quentes. A forma como matamos os animais é absolutamente lamentável", defendeu. 

"A decisão de Jean Paul Gaultier é um sinal de mudança dos tempos", avançou a PETA em comunicado. "A maioria das pessoas não se quer associar a peças cuja origem são animais que foram enjaulados, eletrocutados ou agredidos até à morte. Nos dias de hoje, o pelo está tão morto como os pobres animais do qual foi retirado, e qualquer designer que não esteja suficientemente educado para perceber isso devia pousar as suas agulhas neste preciso momento", defendeu a organização. 

Nos últimos anos, Jean Paul Gaultier tem sido um dos nomes mais criticados pela organização não governamental de defesa dos direitos animais, que avança ter enviado diversas cartas e pedidos ao designer, implorando para que este deixasse de usar pelo verdadeiro nas suas criações. Em 2002, um membro da PETA foi banido de um dos desfiles do designer depois de ter causado agitação na passerelle e, quatro anos mais tarde, diversos membros da organização tomaram conta da boutique de Jean Paul Gaultier em Paris, numa forma de protesto contra a venda de peças com pelo animal. 

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