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Notícias 30. 10. 2020

Positions, o novo álbum de Ariana Grande que é tudo aquilo que 2020 precisava

by Michael Cragg

 

Após semanas de teasers, Ariana Grande editou finalmente o seu sexto álbum de estúdio, com participações de Soja Cat, The Weeknd e Ty Dolla Sign. Neste artigo, contamos-lhe tudo aquilo que precisa de saber. 

Ariana Grande fotografada por Dave Meyers

A 14 de outubro, Ariana Grande, indiscutivelmente a maior estrela pop do planeta, foi até ao Twitter e fez um anúncio. “Mal posso esperar para lhe dar o meu novo álbum este mês”, escreveu, anunciando assim o seu sexto álbum, Positions, e levou os seus 78 milhões de seguidores à loucura. Foi uma jogada clássica, evitando teasers intermináveis e táticas de marketing virais para apostar numa comunicação direta com uma base de fãs para sempre ligada a ela nas vitórias e nas tragédias.

Tão honesta e aberta na sua música quanto nas redes sociais, o álbum Sweetener, de 2018, e o seu sucessor Thank U, Next, de 2019, lidaram com a tragédia que Ariana enfrentou. Enquanto que o primeiro procurava uma positividade após um ataque terrorista no concerto de Grande em Manchester, no ano de 2017, o segundo marcou a separação do seu noivado com Pete Davidson e a morte do ex-namorado Mac Miller. Ambos transformaram a sua dor em sucessos mundiais, incluindo No Tears Left To Cry e Thank U, Next.  

Os dois álbuns afastaram Ariana Grande da narrativa de vítima que é prontamente aplicada a artistas mulheres. São álbuns que abordam diretamente a dor pessoal e inimaginável, mas também procuram transcendê-la. Mas qual é a direção que Ariana segue depois de estar tão vulnerável? Curiosamente, enquanto Grande - com apenas 27 anos - discutiu o significados por detrás das suas músicas em trabalhos anteriores com os seus fãs, desta vez, a norte-americana decidiu dar espaço para interpretações pessoais. “Gostava de ter dizer o mínimo possível,” responde Grande a um seguidor no Twitter. “É para aproveitares a experiência sem que te digam o que sentir ou aquilo que estava a sentir quando escrevi estas músicas.”

Ariana Grande fotografada por Dave Meyers

Thank U, Next e Positions são também exemplos do desejo de Grande sair da espiral 'lançar um álbum e sair em digressão mundial'. Mesmo antes da pandemia, Ariana Grande estava a procurar ser mais como os artistas de hip-hop que lançam as músicas e não se focam em “eras” que duram de dois a três anos. E é aí que entra Positions. Criado durante o lockdown, aparentemente quando a norte-americana estava a conhecer o seu novo namorado Dalton Gomez, este disco é uma coleção mais solta e divertida de jams influenciadas pelos anos 90 que poderiam, e deveriam, ser banda-sonora de qualquer romance que cresceu durante a pandemia provocada pela Covid-19.  

Aqui estão cinco lições de álbum adorável que vai colocar o brilho necessário neste ano de 2020.  

1. Musicalmente, remonta-nos ao début de 2013, Yours Truly

Yours Truly apresentou Grande como uma artista com um ponytail gigantesco e uma voz de outro mundo. Fez isso através do soul dos anos 90, com uma mistura de princesa da Disney. Com o tempo o seu som evoluiu para um turbocharger pop com colaborações com superprodutor Max Martin. 

Positions, que se inclina mais para um trabalho mais soul do produtor Tommy Brown, lembra muito da sonoridade mais antiga,. mas com um conteúdo adulto. O álbum abre com a autoexplicativa Shut Up, uma mistura de cordas bonitas e esvoaçantes e versos como “You know you sound so dumb  e “How you be using your time, you be so worried about mine”, antes de um clímax com um outro decadente de uma Cinderela num baile.

2. Ariana Grande está a fazer muito sexo, obrigado por perguntar

O conteúdo adulto não termina por aí. Embora Grande não seja tímida sobre cantar sobre o desejo - por exemplo, de Side to Side, de 2016 - Positions é talvez a primeira vez em que Grande cria slow jams. A segunda música 34 + 35, um hino do Netflix and chill, bem a tempo do inverno, marca o tom em termos nada subtis. “If I put it quite plainly, just give me them babies,” canta Grande num determinado momento, antes das coisas ficarem mais óbvias no refrão. Se está com dificuldades em matemática, Ariana está pronta para responder: “Means I wanna 69 with you, no shit, math class.” 

Já a Sixty Thirty, sugere que estar numa relação com Ariana Grande envolve uma rotina de exercício físico logo pela manhã, enquanto que em Nasty as coisas ficam mais, bem, Nasty - que nos lembra o mini-álbum sedutor de Victoria Monét, Jaguar. Ao longo de todo o disco, a paleta sonora do álbum - com texturas aquosas, batidas táteis e vocais de apoio sumptuosos - parece ter sido feita sob medida para qualquer quarto. 

3. É uma mixtape baseada num único mood: um grande sorriso

Lançada nove dias depois do anúncio do álbum, a faixa-titulo é o momento mais imediato. Não é que o resto do álbum esteja repleto de música eletrónica, Positions é apenas a música que parece um sucesso infalível. Cheia de harmonias, uma batida suave e um refrão glorioso, pode ser uma música mais simples do que, digamos, Thank U, Next ou Problem, mas tem uma frescura que prende. 

Além disso, ao contrário da maioria do álbum, tem um ritmo que sobe a mid-pace, oferecendo a Grande bastante tempo para se exibir no brilhante vídeo que tem lugar na Casa Branca, enquanto veste um look vintage Lanvin. Existem outros singles com potencial, não apenas a pulsante Motive, com Doja Cat, mas parece uma mixtape mais preocupada com o mood do que com sucessos.  

4. O whistle tone de Ariana Grande está bom e recomenda-se 

Um dos destaques do álbum é My Hair, começa com uma guitarra Jazz à la Amy Winehouse em Frank antes de se transformar num ritmo descontraído sobre Ariana Grande querer ser tocada. Quando acha que a música está a atingir o ápice, Grande solta uma nota tão alta que poderia dar arrepios a Mariah Carey. Não é apenas um caso, há mais. Ariana canta todo o verso “come run your hands through my hair” no mesmo nível - um ato vocal quase milagroso. 

5. O álbum termina com uma mensagem de esperança num ano tão devastador

Apesar de todo o sexo adorável, Positions aborda também o medo que vem ao mergulhar de cabeça num novo relacionamento. Motive questiona o motivo de um novo parceiro, enquanto que em Off the Table, com The Weeknd, a cantora admite não estar “quite yet healed already.”  

Mas é na última música POV que os dois lados da sua vida amorosa se fundem, no que parece ser um novo ponto de vista sobre esperança. Com uma batida delicada de estalar os dedos e com uma melodia sussurrante. Grande canta sobre os seus pensamentos sombrios se estarem a acalmar, antes de atingir um clímax no refrão enquanto a sua voz sobe até aos céus com: “I want to love me the way that you love me.” É um grande momento num álbum que, por vezes, valoriza os momentos mais delicados e pequenos.

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