Fotografia: Francisco Nogueira
Na abertura que traduz o segundo espaço da Portugal Jewels em Lisboa, a marca portuguesa honra o legado e a tradição da capital ao restaurar a loja do antigo gravador oficial da Casa Real.
Para celebrar este novo capítulo da Portugal Jewels na sua plenitude, é necessário partir numa pequena lição de história. No século XVIII, por decreto real, a Rua Áurea passou a ser o destino oficial dos ourives e joalheiros da capital. Cerca de seis décadas depois, em 1819, um mestre gravador abriu no número 157 desta rua a primeira oficina de selos e carimbos de Portugal. Agora, este mesmo espaço volta a abrir as suas portas: desta vez, como a segunda loja de Lisboa da Portugal Jewels.

Francisco Nogueira
Após o projeto da marca que visou reabrir a Barbearia Campos, no Largo do Chiado, fundada em 1886, a Portugal Jewels voltou a apostar na restauração de espaços icónicos de Lisboa. O projeto da nova boutique na Rua Áurea foi concebido por Ricardo Preto e assume-se como a manifestação um dos principais motes da marca: manter intacto o testemunho do tempo.

Francisco Nogueira
Ao longo da loja, o fascínio pela tradição é mantido com cuidado e dedicação. O interior da loja é revestido a Chita de Alcobaça, o tecido estampado do século XVIII que adornava as casas de campo e os enxovais portugueses. Além disso, o espaço conta também com cestaria de vime tecida à mão, mobiliário restaurado e pratos da Fiação Ratinho.
Numa ode ao legado da joalharia e à história da capital portuguesa, o novo espaço manteve o que restava da fachada original, apesar desta ter sofrido alterações ao longo dos dois séculos. Acima de tudo, a nova loja da Portugal Jewels é um regresso ao passado com os olhos postos no futuro, reafirmando a eterna Rua do Ouro como o epicentro dos ourives, independentemente do avançar dos ponteiros do relógio.

Francisco Nogueira
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