Da cozinha ao sofá e com destino final na mesa de jantar, a arte de receber é um talento raro. Quem já tentou (e falhou) organizar um jantar em casa sabe-o. A boa notícia é que a Westwing também o sabe e, desta vez, apresenta reforços: uma colaboração com Victoria Beckham que marca a estreia da designer no campo de homeware.
A arte de receber é um processo curado: vai para lá de abrir a porta, servir um bom jantar ou escolher o vinho certo para acompanhar cada prato. É uma junção (e combinação) de diversos elementos que dialogam entre si para contar uma história; para criar memórias; para captar sentimentos e eternizá-los dentro e fora da sala de jantar. É também uma arte que requer o seu quê de imaginação e criatividade visual – afinal, infelizmente, não é qualquer um que consegue comandar a personalidade de um espaço, muito menos moldá-la para a sua vontade. Talvez seja por isso que, quando o tema é casa, a Westing se tenha, já há muito, afirmado como um ponto de refúgio para quem se quer tornar fluente na linguagem do design de interiores. E talvez seja também por essa mesma razão que a marca por detrás do mote Beautiful Living tenha sido a escolhida por Victoria Beckham para ser a sua aliada nos primeiros passos da designer no universo de homeware.
Beckham possui um dom tão raro quanto excecional: o poder de assumir o leme de qualquer palco que pise. A sua estreia no design de interiores faz-se sentir como uma extensão natural da visão criativa que a designer tem nutrido nas suas outras áreas. Não é por acaso que a colaboração com a Westwing se inspire no conceito de Serving Style, assumindo-se, no seu cerne, como uma tradução contemporânea de Moda para a mesa. As propostas exploram a arte de receber com a atenção digna dos mais exímios anfitriões, ao mesmo tempo que cada detalhe espelha o que torna cada experiência à mesa tão especial. Entre pratos, copos e acessórios, o ato de comer e conversar com quem mais gostamos torna-se a receita secreta para criar uma atmosfera íntima, regida não pelas regras convencionais da formalidade, mas sim pela conexão que se forja entre o aperitivo e o café.
Numa justaposição de texturas e o saber-fazer de diferentes indústrias, a coleção mescla códigos de design de vestuário com o ADN da decoração de interiores. O movimento britânico de Arts and Crafts do século XIX dá vida a uma linguagem de propostas de mesa que dançam entre o moderno e o intemporal. As cerâmicas, os têxteis e os diversos exemplares de vidro ou metal representam um encontro reimaginado como um momento de celebração e união. Os acabamentos divergem por uma paleta de cores munida de brancos, prateados e verdes. Já os detalhes inspirados na joalharia conferem à coleção uma faceta lúdica – que, por sua vez, é contrastada pela sobriedade intencional que já conquistou a Beckham um legado inquestionável no panorama artístico.
Nesta apresentação de Serving Style, todos os detalhes são uma prova viva da colaboração tangível entre Victoria Beckham e a Westwing. Do produto à apresentação, da campanha ao conceito – com o packaging a servir como a cereja no topo do bolo –, aqui, o resultado é tão simples como inevitável: oficializar a ideia de que, se a beleza assinada por Beckham se veste e se usa à flor da pele, então deve ter também direito a um lugar à mesa. E que mesa esta.
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