Mandy (2018)
Desde clássicos de terror dos anos 80 a filmes de culto modernos, eis 10 sugestões para ver se fizer parte de um daqueles casais que prefere celebrar o amor no conforto do próprio sofá.
O Dia dos Namorados pode ser muita coisa. Uma ocasião para descobrir novas profundidades num romance recente. Ou talvez uma hora marcada para celebrar um amor maduro. Podemo-nos encontrar depois do trabalho, tirar férias para ficarmos colados o dia todo ou até mesmo ter uma desculpa para festejar a nossa situação de desemprego. Se escolhermos acreditar muito, tudo se torna romântico no Dia de São Valentim, especialmente filmes de terror. Em vez de propositadas ofensas à nossa integridade, este tipo de filmes torna-se uma desculpa para nos mantermos agarrados um ao outro com mais força que o normal.
The Visit (2015)
Este é um caso invulgar, no sentido em que é um filme do género found footage (imagens descobertas) feito por um realizador de renome, M. Night Shyamalan (6th Sense, Trap). A história deixa-nos na posição de testemunhas perante os comportamentos peculiares dos avós com que os dois adolescentes protagonistas são deixados ao longo de um período de cinco dias. É uma ótima oportunidade para se falar dos nossos pais e de qual será o seu grau de proximidade com os possíveis frutos da nossa relação.
Mandy (2018)
Quando se fala de um filme que mistura amor romântico com violência estilizada não existe caso mais triunfante do que a obra de Panos Cosmatos: Mandy. A visceralidade da vingança aqui representada só existe graças à relação amorosa que é explorada na primeira metade do filme. É um amor tão bonito e pacífico que quase nos faz acreditar que nada de mau pode acontecer a Mandy e Red (interpretado por Nicolas Cage, possivelmente da forma mais Nicolas Cage possível). Se for visto no Dia dos Namorados, até pode ser que seja um filme para parar de ver a meio para ir “conversar” para o quarto, mas que é muito bom, é.
Together (2025)
Together é um dos poucos verdadeiros body-horror (terror corporal) da década de 2020, mas o seu gancho verdadeiro é o co-protagonismo de Dave Franco e Alison Brie, que são casados na vida real. Como tal, é um filme onde se entra pela química e se acaba possivelmente a falar acerca da velocidade com que a nossa própria relação está a progredir. Resta saber se essa conversa acaba da mesma forma que o filme…
The Fly (1986)
Se este não fosse um clássico de David Cronenberg, quase poderíamos acreditar que se trata de um romance… Felizmente para nós, tudo corre mal e o poder da ficção científica permite-nos descobrir o quão mal uma relação amorosa pode acabar. Um ótimo filme para falar acerca das amizades que mantemos com os nossos ex parceiros.
Sinners (2025)
Sinners não é exatamente um filme de terror, mas também é. Não é um filme festivo, mas também o é. Também é, sem o ser, um filme de ação e um drama histórico, mas acima de tudo, é um filme que está claramente muito entusiasmado por existir.
American Psycho (2000)
Um marco cultural que é rude, violento e muitas vezes mal interpretado pelo seu público. Mas não é por isso que ver a adaptação de American Psycho da realizadora Mary Harron deixa de ser uma experiência prazerosa do início ao fim. No contemporâneo, vale a pena ser visto enquanto casal — primeiro, como exemplo do que um homem não deve fazer, em segundo, como um drinking game em que bebemos cada vez que reconhecemos um plano que tenha gerado um meme (Spoilers: vamos acabar muito bêbedos).
Warm Bodies (2013)
Se quisermos algo mais leve, podemos recorrer a esta mistura de comédia com apocalipse de zombies. Não é um filme particularmente bom, mas o conceito é único e, para além disso, é uma versão de Twilight para quem não gosta de Twilight (há sempre um elemento do casal que não gosta de Twilight).
Barbarian (2022)
O que começa com uma premissa que podia ser de uma comédia romântica revela-se ser completamente diferente. Um filme acerca de aparências e ilusões, ideal para desvendarmos os nossos verdadeiros “eus”, os nossos segredos e confissões mais privadas.
Creep 2 (2017)
Estranhamente, este é o filme mais romântico de todos desta lista, já que nos mostra detalhadamente o encontro entre duas almas que são mais compatíveis do que seria de esperar. Também é uma sequela onde não precisamos de ver o primeiro filme, mas se quisermos podemos fazer sessão dupla e passar mais tempo juntos.
Nosferatu (2024)
O remake de uma adaptação à la loja dos 300 de Drácula é o último filme onde se espera encontrar as celebridades mais esbeltas do planeta Terra. No entanto, aqui estamos nós no século XXI. Felizmente, a tensão sexual que o realizador Robert Eggers encontra entre Lilly-Rose Depp e Bill Skarsgård (em modo de cadáver) funciona demasiado bem. E, se acharmos que esta interpretação feminista da história não é o que estavamos à procura, podemos sempre ver o original de 1922 de F.W. Murnau. Essa sim, será a verdadeira prova do nosso amor.
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Editorial | The Naif Issue, fevereiro 2026
03 Feb 2026
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