Fotografia: Instagram via @veronicaleoni
A designer de origem italiana liderou o regresso da Calvin Klein Collection à Semana da Moda de Nova Iorque. Ainda não foi nomeado um sucessor.
Veronica Leoni deixa a Calvin Klein ao fim de quatro temporadas, anunciou a empresa hoje, quinta-feira. Ainda não foi nomeado um sucessor, mas a marca afirmou, em comunicado, que dará a conhecer a nova liderança criativa da Collection “em tempo oportuno”.
“Quero agradecer à Veronica pela sua visão criativa, empenho e parceria ao longo dos últimos dois anos”, afirmou David Savman, presidente global da Calvin Klein, no comunicado. “Reintroduzir a Collection foi um marco significativo para a Calvin Klein, e o talento excecional da Veronica e o seu olhar renovado sobre os códigos de design icónicos de Calvin ajudaram a criar um impulso relevante para a Collection. A Collection continua a ser uma parte importante da nossa marca; estamos entusiasmados com o progresso alcançado até agora e aguardamos com expectativa a sua evolução contínua.”
Leoni foi nomeada diretora criativa da Calvin Klein Collection em maio de 2024 e fez a sua estreia na Semana da Moda de Nova Iorque em fevereiro de 2025, com a coleção outono/inverno 2025. O desfile marcou o regresso da Calvin Klein à passerelle após sete anos de ausência. A quarta e última coleção de Leoni para a Calvin Klein foi apresentada em setembro de 2026. A marca afirmou que a Collection “continua a ser uma parte importante da estratégia de longo prazo da Calvin Klein e a expressão máxima da marca”.
Leoni foi contratada pela antiga presidente da Calvin Klein, Eva Serrano, que deixou a marca em maio de 2025, apenas três meses após a estreia da designer. Leoni, a primeira mulher a liderar a casa de moda nova-iorquina, chegou com experiência em marcas europeias como a Jil Sander, a Céline de Phoebe Philo, a Moncler e a The Row. Tinha também uma marca própria, a Quira, que foi suspensa quando aceitou o cargo na Calvin Klein. O primeiro desfile de Leoni tornou-se um dos mais aguardados da Moda nova-iorquina dos últimos anos, mas, passadas algumas temporadas, a crítica considerou o seu trabalho demasiado complexo para uma marca mais conhecida pela estética minimalista dos anos 90 e pelas calças de ganga azuis. A sua coleção mais recente foi um passo no sentido da simplificação e tornou-se a mais bem recebida das quatro que apresentou na marca. A sua saída faz dela a mais recente vítima da porta giratória dos designers e deixa em aberto mais uma vaga sobre a qual a Moda não deixará de especular.
A Calvin Klein Collection, a linha de luxo da marca, teve outros dois diretores criativos desde a saída do seu fundador , em 2003: Francisco Costa e Raf Simons. Simons, que foi diretor criativo (chief creative officer) entre 2016 e 2018, reimaginou a coleção como Calvin Klein 205W39NYC; após a sua saída, a marca afastou-se das passerelles.
As vendas da Calvin Klein caíram 7% em termos homólogos no segundo trimestre, segundo os resultados divulgados pela PVH em julho. Stefan Larsson, CEO da PVH, que supervisiona o plano mais amplo PVH+ Plan para transformar a Calvin Klein e a Tommy Hilfiger em empresas de estilo de vida modernizadas, afirmou em setembro do ano passado que o objetivo para a Calvin Klein Collection é ser a “expressão máxima da marca”, que é, de resto, conhecida pelas campanhas de ganga e de roupa interior protagonizadas por celebridades. Teremos de esperar para ver onde se enquadrará nos planos mais vastos da PVH sem Leoni. Quanto a Leoni, talvez a Quira ganhe nova vida.
Traduzido do original, disponível aqui.
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