The Last Stand, reconhecido torneio de street football, arranca agora no feminino e com um propósito nobre: o maior evento de futebol de rua do Reino Unido não quer apenas celebrar o girl power, mas também chamar a atenção para o tema da saúde mental.
The Last Stand, reconhecido torneio de street football, arranca agora no feminino e com um propósito nobre: o maior evento de futebol de rua do Reino Unido não quer apenas celebrar o girl power, mas também chamar a atenção para o tema da saúde mental.

O projeto não é novo: implementado em 2016 pelas mãos de Gundeep Anand, realizador e ativista social, a iniciativa surgiu como uma resposta à crescente cultura de gangue. "O futebol é apenas uma desculpa para juntar as pessoas. O que acontece antes e depois é a parte mais relevante. O poder da comunidade é tão importante. Podemos abrir a torneira da imaginação. Tudo é possível quando colocas o foco nisso. Eu não antecipei o quão influente este torneio se iria tornar", argumenta o fundador. Primeiro, foram os três torneios épicos em Londres. Depois, Birmingham em 2018, que só não cresceu mais porque... Covid-19.
Anand, que cresceu em Londres, tinha paixão tal pelo desporto-rei que acabou a treinar equipas para o StreetGames - uma organização solidária cujo objetivo é desencadear uma mudança positiva na vida de jovens em condições desfavorecidas - e a documentar tudo com uma visão privilegiada, fruto do seu amor pela fotografia. Contador de histórias nato, não admira que aquilo que começou como um torneio de futebol circunscrito às ruas de Londres se tenha tornado num evento qu foi crescendo com visibilidade à escala nacional e patrocínios - como uma digressão futebolística deve ser -, com muitos dos jogadores a ganharem novas oportunidades, muitos deles hoje autores, apresentadores, modelos, empresários.

Agora, este icónico futebol de rua ganhou contornos femininos - um desejo impossibilitado pela pandemia de ver a luz do dia mais cedo -, estreando-se a 28 de novembro com 30 equipas femininas britânicas com elementos entre os 15 e os 22 anos a mostrarem o que valem numa competição que vê a arena coberta do Aston Villa, em Birmingham, a servir de palco (e de rampa de lançamento para um novo rol de profissionais, mesmo fora da área do futebol). Acima de tudo, o evento (cuja visibilidade resulta não só do sucesso do seu antecessor, mas também dos atletas que lhe dão apoio, como Rio Ferdinand e Nikita Parris que não hesitaram em envolver-se na iniciativa), não fecha os olhos ao impacto que os últimos dois anos têm tido na saúde mental dos mais jovens e junta-se à instituição de caridade Mind para fazer o pontapé de saída a uma série de conversas honestas, in loco, sobre as agruras dos tempos que correm e o seu impacto psicológico.
"Estamos a trabalhar ativamente para educar e encorajar pessoas a cuidar do seu bem-estar mental, emocional e físico", comentou Owen Harris, do Serviço de Desenvolvimento Comunitário da Mind. "Acreditamos que, ao trabalharmos juntos, somos mais eficazes e inclusivos. Poder apoiar projetos comunitários como o The Last Stand é outra oportunidade entusiasmante de interagir com jovens e criar consciência em torno da importância da saúde mental".

O torneio de estreia decorreu no final de novembro, mas espera-se que não seja uma vez sem exemplo, mas antes uma vez como exemplo para tantas outras.
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