The Sleeping - Vestido, ZOMER. Sapatos, COURRÈGES.
A cidade pode nunca dormir, mas a nossa protagonista sim.
Aproveitando qualquer monumento como a sua almofada, qualquer recanto como a sua cama de dossel, o centro urbano ganha contornos de quarto numa série de imagens em que o espaço público e o privado se confundem, a realidade e o sonho tornam-se unos, o despertar e o adormecer trocam de lugar — do cimento para o humano e vice-versa. É nesta inversão de papéis que reside a maior metáfora dos tempos que correm: quanto mais transformamos as capitais em núcleos de distração que funcionam non-stop, mais nos tornamos dormentes ao que realmente interessa, aos eventos relevantes da realidade, ao mundo que acontece enquanto desfrutamos de uma montanha-russa fictí- cia e vazia. Um parque de diversões que quer excitar, mas que só nos paralisa.

Casaco, blusa, saia e sapatos, tudo CHANEL.

Vestido, LOEWE. Brincos, D’HEYGERE.

Sapatos, PRADA

Casaco e sandálias, BALENCIAGA.

Vestido e sandálias, ALAÏA.

Bodysuit e saia, COURRÈGES.

Vestido, calças e sapatos, tudo BOTTEGA VENETA.

Top e saia, MIU MIU. Sapatos, PRADA.

Anel, SWAROVSKI.

Blazer, top, bodysuit, collants, luvas, anel e sapatos, tudo ISSEY MIYAKE.

Vestido e chapéu, DIOR.

Vestido, VALENTINO. Sapatos, LOUBOUTIN
Editorial realizado em exclusivo para a Vogue Portugal.
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