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Rodin em exposição no Museu Calouste Gulbenkian

by Mónica Bozinoski

 

A propósito da abertura de Pose e Variações: Escultura em Paris no tempo de Rodin, a Vogue Portugal sentou-se com Luísa Sampaio, responsável pela curadoria da exposição, para conversar sobre os pontos de encontro que tornam esta viagem no tempo tão distinta e especial. 

Considerado um dos mais distintos escultores do seu tempo, Rodin é o artista central da grande exposição de Inverno do Museu Calouste Gulbenkian, intitulada Pose e Variações: Escultura em Paris no tempo de Rodin. Uma mostra dedicada à pose na escultura francesa, particularmente na segunda metade do século XIX, a exposição junta três dezenas de esculturas das coleções de Carl Jacobsen e Calouste Sarkis Gulbenkian, entre elas obras de Jean-Antoine Houdon, Aimé-Jules Dalou, Paul Dubois, Jean-Baptiste Carpeaux, Edgar Degas ou Denys-Pierre Puech.

“Nós temos uma pequena, mas boa, coleção de escultura aqui no Museu Gulbenkian”, explicou Luísa Sampaio, responsável pela curadoria de Pose e Variações: Escultura em Paris no tempo de Rodin, em entrevista à Vogue Portugal. “Percebemos que os nossos pontos de encontro com o museu de escultura dinamarquês fundado por Carl Jacobsen era a escultura francesa do século XIX, que é muito forte no Museu Gulbenkian. Este era o momento, ou o período, em que nós podíamos fazer com que funcionasse um diálogo com a coleção dinamarquesa."

Com cinco núcleos distintos de objetos – A ausência de pose, A figura acocorada, Maternidade, Figuras entrelaçadas e A figura de pé -, a exposição pretende explorar o modo como os escultores franceses adotaram as poses ensinadas na Academia e as adaptaram nas suas próprias criações, seguindo o seu caminho pessoal a partir dos ensinamentos académicos, ou afastando-se deles.

“Esta exposição deu-me imenso gosto – é a primeira vez que eu pego em escultura, em exposição”, conta Luísa Sampaio, cuja carreira de 28 anos já a levou até ao Tate, em Londres, e ao Thyssen-Bornemisza, de Madrid. “Já tinha mexido em esculturas, em exposições com outro tipo de objetos, ou seja, com pintura ou artes decorativas. É a primeira vez que faço uma exposição exclusivamente de escultura, e estou a gostar imenso”.

Aberta ao público até ao dia 4 de fevereiro de 2019, a exposição Pose e Variações: Escultura em Paris no tempo de Rodin, para além de gratificante, como nos explica Luísa Sampaio, foi um desafio interessante do ponto de vista da curadoria. “Como vocês vão ver nesta exposição, a escultura vive assente em cima de plintos. O que nós tentámos fazer num espaço como este, uma vez que o designer da exposição optou por um open space, é criar tensões e distribuir as obras de maneira a que o discurso da exposição não se torne monótono”, conta a curadora. “Esta exposição é, talvez, uma que não tem muitas obras, e eu diria que preencher esta grande galeria, foi talvez o mais difícil. Mas penso que conseguimos criar um discurso coerente, com relativamente poucas obras”.

Das trinta obras que preenchem o espaço de Pose e Variações: Escultura em Paris no tempo de Rodin, é “A Idade do Bronze, uma peça apresentada por Rodin em 1875 e, talvez, uma das peças fundadoras daquilo a que se veio a chamar a escultura moderna” que a curadora Luísa Sampaio nos conta ser a sua obra de eleição. “Sinto que esta profissão é muito emocionante, e que é um orgulho enorme poder trabalhar com estas obras”. 

P.s. Há mais escultura francesa para descobrir nas páginas da sua Vogue Portugal de dezembro, no editorial Pose. 

Pose e Variações: Escultura em Paris no tempo de Rodin
26 out – 04 fev 2019
Das 10h00 às 18h00 
Edifício Sede – Galeria Principal, Av. de Berna, 45A

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