Numa colisão entre leveza e excentricidade, a coleção de haute couture da Schiaparelli para o outono/inverno 2026 transita entre a realidade e o imaginário com uma fluência rara, mas eternamente apetecível.
Poucos diretores criativos se sentem tão em casa no universo da Alta-Costura como Daniel Rosebery. Nos meses que antecederam o processo criativo da sua mais recente coleção para a Schiaparelli, o designer deu por si a entrar num ciclo regido pelos limites da sua própria fórmula vencedora. “As fórmulas são antitéticas à magia da criação, que só pode ser encontrada na rendição total ao desconhecido”, afirmou nas notas de desfile. Essa mesma ânsia por descobrir e desbravar caminhos é precisamente o que une o cunho criativo de Roseberry ao legado de Elsa Schiaparelli. As novas propostas da maison assentam na procura surrealista pelo extraordinário, e surgem repletas de técnicas artesanais combinadas com materiais sintéticos – como látex e silicone ao invés dos tradicionais sedas, cetins e lãs. Acima de tudo, a coleção é uma ode à mestria criativa e à magia que nasce dentro das quatro paredes de um ateliê. No backstage, Acielle Tanbetova captou a energia que se fez sentir por trás da cortina.
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