Entre a coerência estética e a liberdade criativa, as propostas da Armani Privé frisam o que há muito se tornou o grande dilema da Moda: que o passado e o futuro caminham lado a lado, dentro e fora das passerelles. A lente de Acielle Tanbetova captou a energia dos bastidores do desfile.
A segunda coleção de Silvana Armani para a Armani Privé provou ser uma continuidade da evolução da linguagem criativa da marca, ao mesmo tempo que se manteve fiel ao legado incontornável de Giorgio Armani. Com as suas propostas, a designer tem testado os limites da sua abordagem de forma suave, através de silhuetas que priorizam a sensualidade discreta, ao invés da mera ostentação. Como já é norma, a coleção vestiu-se maioritariamente de calças, mas a passerelle viu também casacos curtos de ombros definidos, bordados e apliques. Já no que à cor diz respeito, a paleta desdobrou-se numa diversidade de tonalidades sóbrias, como o preto, o verde-floresta, o castanho escuro e o azul meia-noite.
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