Entre a serenidade do oceano e a misticidade do submerso, na água, o corpo encontra o seu estado primordial.
Há qualquer coisa eternamente fascinante na água: a sua calma, a sua paz, a sua imponência, o seu poder. É um poço infinito de possibilidades, onde as margens da transformação se traduzem numa linha ténue, em constante mutação. Talvez seja por isso que mantemos com ela uma relação tão simbiótica — instintiva ao ponto de ser quase natureza humana. Na água, sentimo-nos mais próximos de tudo o que é elementar, (re)conectamo-nos com a nossa própria anatomia e reconciliamo-nos com a vastidão da natureza. Renascer torna-se uma inevitabilidade, convidando-nos a existir num estado suspenso entre o sólido e o fluido, o sonho e a consciência. E é precisamente neste limbo que este editorial habita, numa ode à estrutura molecular que compõe aquilo que nos torna humanos — perfeitos e imperfeitos no seu reflexo.
Blazer e calças, ALEXANDER MCQUEEN. Sapatos, CALVIN KLEIN.
Top e calças, ELODIE CARSTENSEN.
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Blusa, ELODIE CARSTENSEN. Calças, ORANGE CULTURE.
Capa, MARYLIN PERROD.
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19 Aug 2026
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