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Tendências 7. 8. 2018

O regresso dos anos 2000 em cinco momentos de estilo

by Mónica Bozinoski

 

Do vestido em malha metálica usado por Paris Hilton e recriado por Kendall Jenner ao sucesso das botas Ugg ou dos coordenados Juicy Couture, mergulhámos no arquivo dos anos 2000 e reunimos cinco momentos de estilo que estavam destinados a regressar à indústria da Moda.

©Imaxtree

Vetements x Juicy Couture 

 

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Em poucas palavras, os anos 2000 podiam ser definidos como uma carta de amor à Juicy Couture. Em toda a sua glória, o icónico tracksuit da marca foi o melhor amigo de Britney Spears, Paris Hilton, Nicole Richie, Kim Kardashian (sim, Kim Kardashian), Lindsay Lohan ou Jennifer Lopez, e tornou-se sinónimo de uma geração que se rendeu de corpo e alma ao seu toque aveludado.

Fast-forward para 2016. Nas bocas e guarda-roupas de todo o mundo, a francesa Vetements é convidada para apresentar as suas propostas durante a Semana de Moda de Alta-Costura, em Paris, numa notícia que deixou a indústria entre o entusiasmo e o ceticismo. Como é que uma marca disruptiva e controversa, conhecida pelas suas peças oversized e gangas desconstruídas, interpreta os códigos mais conservadores da Alta-Costura? Com 54 coordenados e 18 colaborações, resumidos numa coleção igualmente disruptiva e controversa. 

A lista de marcas a colaborar com a Casa francesa nesta "ideia moderna de couture", como lhe chamou Demna Gvasalia, incluia nomes como Champion, Comme des Garçons, Dr. Martens, Eastpak, Levi's, Manolo Blahnik ou Reebok, mas nenhum fez soar os alarmes com tanta intensidade sonora como Juicy Couture. Ali estavam eles, ao vivo e a cores: os tracksuits em veludo que todas as raparigas cool dos anos 2000 vestiram, com o branding Juicy num estilo mais gótico que o original, mas não menos visível. Como não poderia deixar de acontecer, o tracksuit favorito dos tablóides foi visto em nomes como Kylie Jenner ou Rihanna, as garantias de sucesso de qualquer tendência. 

O regresso da malha metálica 

Depois de ter sido imortalizada por Gianni Versace com o modelo Orton, a malha metálica viu o seu regresso durante o desfile primavera/verão 2018 da Casa italiana, particularmente nos vestidos em tons de dourado cintilante usados pelas modelos Cindy Crawford, Naomi Campbell, Carla Bruni, Claudia Schiffer e Helena Christensen, num tributo ao arquivo e aos coordenados mais emblemáticos do próprio Gianni. 

Nos dias que correm, tornou-se sinónimo de longos vestidos na red carpet, de feminilidade, sensualidade e glamour, mas, nos anos 2000, a história era outra. Numa década em que o glitter e o bling eram obrigatórios, e quanto mais vistoso melhor, um top em malha metálica com alças finas, conjugado com um par de calças de ganga, era a fórmula de estilo infalível para dançar Crazy In LoveI'm A Slave 4 You ou Jenny From The Block numa qualquer discoteca da cidade, durante toda a noite. 

Como qualquer tendência memorável dos anos 2000, foi graças a Paris Hilton que as peças em malha metálica ganharam o estatuto de life of the party. Em 2002, a socialite comemorou os seus 21 anos da única maneira possível: isto é, com um vestido halter prateado em malha metálica, conjugado com um choker em diamantes, a epítome do bling bling de qualquer it girl do milénio. Dezasseis anos mais tarde, Paris Hilton continua a propagar a tendência na sua página de Instagram, mas não é a única. De marcas como Poster Girl, passando por Chiara Ferragni ou Kendall Jenner, que aproveitou a ocasião do seu vigésimo primeiro aniversário para recriar o icónico look, a malha metálica ainda mantem o seu estatuto de that's hot

UGG em formato XXL 

Existe algo melhor do que um coordenado Juicy Couture com um boné Von Dutch? Claro que sim: um coordenado Juicy Couture com um boné Von Dutch e um par de botas Ugg. Entre o amor e o ódio, os inesquecíveis sapatos da marca australia mantiveram os pés de Britney Spears, Sienna Miller, Kate Moss ou Beyoncé confortáveis e quentes durante uma década inteira. 

Não sabíamos quando nem como, mas sabíamos que o comeback ia acontecer - e assim foi. Quase duas décadas depois, as botas Ugg regressaram durante a Semana de Moda masculina de Paris, da forma mais improvável e impossível de prever. Da colaboração entre a marca australiana de calçado e a Y/Project nasceu, assim, um par de botas UGG em tamanho XXL.  

"Calçar umas Ugg é como colocar o pé numa panela com manteiga quente, foi aí que pensei: porque não elevar essa sensação à perna toda", disse Glenn Martens, diretor criativo da marca, sobre a criação, em entrevista à edição americana da Vogue. Se a expressão nos fizer acreditar em algo, que seja nisto: os comebacks dos anos 2000 esperam-se ainda mais exuberantes do que as suas versões originais. 

comeback da logomania

 

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Falar do início do milénio é, inevitavelmente, falar do espírito de "o que é bom é para ser ver", e não há melhor forma de transpor a ideia do que a obsessão com logos e monogramas que tomou conta da década. Do protagonismo em The Simple Life ou Mean Girls, passando pelo cunho de John Galliano na maison Dior ou pelo icónico LV de Louis Vuitton, um símbolo de estatuto e luxo estampado nos mais variados objetos de desejo, a atitude de designed to impress chegou a 2018 com a mesma força original. 

Depois de vermos os monogramas de nomes como Dior, Louis Vuitton, Chanel ou Gucci tomarem conta das propostas mais requisitadas da estação (sim, estamos a falar de ti, Dior Saddle Bag), sem esquecer a nail art dedicada a levar a logomania ainda mais longe, foi a vez de Kylie Jenner reavivar a memória da tendência. Como? Com uma fotografia publicada no Instagram, onde se podia ver o print Fendi Zucca estampado não só no vestido e na bolsa de cintura de Jenner, mas também no carrinho da sua filha Stormi. 

Como diria a personagem de Amy Poehler em Mean Girls, "I'm not a regular mom, I'm a cool mom". 

Pop Culture Died in 2009

Uma conta de Instagram que reúne os melhores momentos da cultura pop dos anos 2000 merece um following now sem pensar duas vezes. Apesar de permanecer no anonimato, a figura responsável por Pop Culture Died in 2009 não esconde a adoração confessa pelo celebrity gossip, pela atitude trashy ou pelas chamadas de tabelóides mais emblemáticas do milénio, e o seu arquivo impressionante de alguns dos escândalos mais memoráveis do início do milénio já valeu uma exposição no The Tonya Harding and Nancy Kerrigan 1994 Museum, em Nova Iorque. 

De Paris Hilton a Nicole Richie, de Kim Kardashian a Beyoncé, sem nunca esquecer Britney Spears, Mischa Barton ou Lindsay Lohan, acompanhar as publicações de Pop Culture Died in 2009 é revisitar todos os momentos que nos fizeram chegar aqui, do nascimento dos reality shows aos fenómenos que definiram uma década, e cuja influência se faz sentir ainda hoje. A nostalgia é garantida - e, na verdade, não há nada de errado com isso. 

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