Na Semana da Moda de Nova Iorque, Kim Shui apresentou a sua nova coleção numa fusão em que a natureza e o teatro são os verdadeiros protagonistas. Nos bastidores, a lente de Dasha Semyonova captou os momentos que antecederam o desfile.
Para a primavera/verão 2027, Kim Shui foi buscar à Ópera de Pequim o vocabulário visual que define toda a coleção: gestos controlados capazes de comunicar emoção através do movimento. A designer detém-se, em particular, nas Lingzi, as longas penas de faisão presas aos cocares dos artistas, que ondulam, tremem e giram consoante a precisão dos movimentos de cabeça e corpo — e que Kim Shui traduz em penas, franjas e proporções exageradas, transformando cada peça num elemento que reage a quem a veste. A natureza surge como segunda referência, através das aves do paraíso e dos pavões, cujo uso de cor, das plumas e do movimento para atrair o olhar encontra eco direto na linguagem teatral que atravessa a coleção. Rendas transparentes, tecidos translúcidos e recortes que jogam com diferentes níveis de ocultação e exposição, enquanto golas estruturadas e bordados detalhados introduzem um carácter cerimonial às silhuetas — um equilíbrio entre o drama do palco e a formalidade do vestuário.
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