Entre esculturas monumentais e céu aberto, a nova coleção da Collina Strada transformou a paisagem em passarelle para a primavera/verão 2027. Nos bastidores, a lente de Dasha Semyonova captou os momentos que antecederam o desfile.
Fundada em Nova Iorque por Hillary Taymour em 2008, a Collina Strada tornou-se, este ano, a primeira marca a desfilar no Storm King Art Center, a convite da instituição, que via no diálogo entre vestuário, escultura e paisagem um território fértil para explorar. Para a coleção Detour, apresentada entre campos abertos e esculturas monumentais no Hudson Valley, as roupas tornaram-se extensão da própria paisagem, refletindo o tema central: exploração instintiva, metamorfose e rutura com caminhos predefinidos. A estética transita entre o romance medieval e a rebeldia do streetwear contemporâneo — plumas de organza e drapeados sobrepostos que contrastam com texturas brutas, numa paleta vibrante de rosa empoeirado, xadrez mineral, oliva e azul-céu. A linha vai de microssilhuetas lúdicas a vestidos dramáticos que tocam no chão, unindo tecidos sustentáveis como fleece reciclado e algodão orgânico, sedas delicadas e organza.
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