Artigo Anterior

A comunidade criativa de Alexander McQueen

Próximo Artigo

Clare Waight Keller deixa Givenchy

Notícias 3. 4. 2020

Até sempre, Sergio Rossi

by Rui Matos

 

Rossi fundou uma das marcas mais prestigiadas de sapatos em Itália e inspirou uma geração de designers, incluindo o seu próprio filho Gianvito Rossi. 

© Cortesia

A notícia da morte de Sergio Rossi foi avançada por Riccardo Sciutto, CEO da marca, hoje ao WWD. De acordo com a mesma publicação, a causa da morte foi o novo coronavírus. “Ele [Sergio Rossi] estava hospitalizado há alguns dias.” Rossi morreu na cidade de Cesena, em Itália, aos 84 anos. “Foi um grande prazer conhecê-lo. Ele era o nosso guia espiritual e, hoje, é mais que nunca”, afirmou Sciutto. 

Sergio Rossi nasceu em 1935, na cidade italiana de San Mauro Pascoli e desde cedo percebeu que o seu futuro passava pelo design de sapatos, seguindo assim as pisadas do seu pai que era sapateiro. Foi com o progenitor que aprendeu todas as técnicas e tradições de um artesão. No início da década de 50 começou a produzir calçado e, mais tarde, em 1968, fundou a marca homónima. Uma decisão que o transformou num dos nomes mais prestigiados do calçado italiano, chegando, inclusive, a colaborar com marcas como Versace, Dolce & Gabbana e Azzedine Alaïa. 

As silhuetas do criador italiano foram uma grande inspiração para uma nova geração de designers, incluindo o seu próprio filho, Gianvito Rossi, que trabalhou com o pai até 1999, ano em que a marca foi vendida ao Gucci Group (agora Kering). A indústria do calçado faz parte da família Rossi e o filho Gianvito recordou, na Footwear News Summit de 2019, como foi a sua infância: “Enquanto criança era muito difícil distinguir a diferença entre casa e a fábrica - eram a mesma coisa. Um grande recreio. Eu tinha muitos amigos que estavam a trabalhar para o meu pai. Então era muito divertido.”

Os sapatos Sergio Rossi contabilizam um total de 100 etapas, permanecendo fiel ao savoir-faire incutido pelo designer italiano. Das silhuetas intemporais, como os saltos Godiva, às versões mais extravagantes, como as sandálias Opanca, a sofisticação sempre esteve (e está) presente nas suas criações. “Ele [Sergio] amava as mulheres e conseguiu capturar a feminilidade de uma maneira única. Nunca foi exagerado e sempre teve bom gosto. Os seus sapatos eram sempre usáveis e nunca ficava satisfeito até que as suas criações fossem perfeitas," confessou Riccardo Sciutto, ao WWD. "Uma vez disse-me que queria cria a extensão perfeita da perna da mulher."

Este website utiliza cookies. Saiba mais sobre a nossa política de cookies.   OK