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Pessoas 15. 5. 2019

De Marilyn Monroe a Rihanna, estes são os momentos mais sexy da Moda

by Mónica Bozinoski

 

Antes de Justin Timberlake cantar aos sete ventos que estava a trazer o sexy de volta, já a Moda tinha reinventado o conceito centenas de vezes. Como? Com fatos que acentuam a anatomia feminina, com corpetes e cones que são tudo menos submissão, com vestidos que põem a mulher no comando.

 


O vestido branco de Marilyn Monroe

Marilyn Monroe em The Seven Year Itch, 1955 ©Bettmann/Getty Images

Falar de sexy sem falar de Marilyn Monroe é como... bem, como falar de sexy sem falar de Marilyn Monroe. A prova disso está na reação que recebemos quando dizemos a alguém completamente #unwoke que vamos escrever um artigo sobre alguns dos momentos mais sensuais da Moda – antes de podermos começar a falar das nossas escolhas, ouvimos um: “Como aquele da Marilyn Monroe? Com o vestido branco a esvoaçar?” Algo assim do género, sim.

A mítica imagem da bombshell loira, que data ao verão de 1954 aquando das gravações de The Seven Year Itch (em português, o título da longa-metragem traduz-se convenientemente para O Pecado Mora ao Lado), dispensa qualquer tipo de apresentação. Numa pose entre sedução e inocência, com os braços a tentar conter os efeitos que o ar saído da conduta de metro tinha sob o vestido imaculadamente branco criado por William Travilla, Marilyn Monroe imortalizou uma ideia de sexy que é instantaneamente reconhecida quando se fala no assunto.

Reza a lenda que a icónica cena de The Seven Year Itch foi uma das razões que levou ao divórcio de Marilyn Monroe e Joe DiMaggio, que não se sentiu muito agradado com aquilo que o próprio considerou um “exibicionismo” – e aquilo que o mundo inteiro guardou como um dos melhores momentos da bombshell.

Le Smoking de Yves Saint Laurent 

Bianca Jagger, 1978 ©Ron Galella/Getty Images

Corria o ano de 1966. A coleção apresentava as propostas outono/inverno e dava pelo nome de Pop Art. E foi aí que, afastando-se da ideia primária de que o sexy só era possível se houvesse pele exposta, Yves Saint Laurent apresentou o icónico Le Smoking, um statement de feminilidade que inspirava um novo tipo de sex appeal. Um epítome de confiança, poder e provocação – uma provocação tão desmedida que foi impedida de entrar num restaurante nova-iorquino, obrigando a socialite Nan Kempner a despir a parte de baixo da criação de duas peças do designer –, o tuxedo de Yves Saint Laurent conseguiu ir além do rótulo de fato pensado para as curvas e contracurvas do corpo feminino.

Uma referência incontornável do estilo de nomes como Catherine Deneuve ou Bianca Jagger, o Le Smoking desafiou as normas preconcebidas de género e quebrou as barreiras que ditavam que as mulheres se deviam vestir como tal – e, em 1975, a sua sensualidade enigmática foi imortalizada pelo fotógrafo Helmut Newton para a edição francesa da Vogue, numa imagem poderosamente andrógena.

“Para uma mulher, o Le Smoking é um coordenado indispensável, através do qual ela se encontrará sempre na moda, porque é uma opção de estilo, e não uma moda”, disse Yves Saint Laurent em tempos. “As modas vão e vêm, mas o estilo é para sempre” – e a prova disso está na sensualidade perdurante do Le Smoking, um clássico que dá corpo e forma à noção de que ser sexy é uma atitude.

A libertação de Paco Rabanne 

Paco Rabanne criou os figurinos do filme de 1968, Barbarella, protagonizado por Jane Fonda ©Archive Photos/Getty Images

Existe uma citação de Paco Rabanne que, depois de lida pela primeira vez, imortaliza‐se como uma espécie de yinyang entre passado e futuro: “É isso que realmente importa, repensar a forma como vemos as mulheres.” Durante a década de 60, a experimentação revolucionária do designer foi muito além do uso de materiais pouco (ou nada) convencionais, como o alumínio, o plástico, o rhodoid e o metal, que reimaginou como uma “segunda pele” para o corpo feminino – um conceito materializado em criações que, num equilíbrio entre sensualidade e força, idealizaram o uniforme de uma “super‐heroína” moderna.

“Em França, nos anos 60, experienciámos um movimento de libertação feminina semelhante ao dos Estados Unidos da América”, disse Paco Rabanne numa entrevista de 2002 ao The New York Times. “Estávamos a viver um momento em que as mulheres emergiam como guerreiras, porque precisavam de afirmar o seu desejo de emancipação, liberdade e independência. A armadura era quase uma necessidade.” Inspirado na figura de Joana d’Arc, foi precisamente isso que Rabanne fez – criou uma armadura para empoderar as mulheres a conquistarem a sua independência; e, pelo caminho, criou um símbolo de liberdade sexual, de poder feminino, de erotismo.

“Uma mulher nua debaixo de uma peça em metal é, simultaneamente, oferecida e inacessível. E é isso que a torna sexy”, explicou o designer sobre a dualidade das suas criações, que deixavam a pele transparecer entre as folgas criadas pela união das teias metálicas – uma dualidade que, pelas curvas de ícones como Brigitte Bardot, Jane Birkin, Françoise Hardy e Jane Fonda, traçou o caminho para uma nova ideia de liberdade, sensualidade e erotismo.

O vestido see-through de Cher

Cher em Bob Mackie, 1988 ©Jim Smeal/Getty Images

É impossível falar de sensualidade sem referir o homem por trás da lenda – o homem, Bob Mackie, e a lenda, Cher. Antes de nomes como Kendall Jenner, Bella Hadid ou Rihanna (não, não nos esquecemos desse momento) terem servido uma dose de “nudez” pouco recomendada aos corações mais sensíveis, já Cher nos fazia acreditar que não existia nada mais sexy que um coordenado estrategicamente transparente – ou, já que falamos disso, um vestido curto em chamas e um conjunto de duas peças que, muito provavelmente, fez nascer a expressão abs for days.

Um dos exemplos máximos é o vestido que a cantora e atriz usou nos Óscares de 1988, uma verdadeira pièce de résistance idealizada por, adivinhou, Bob Mackie. O vestido era a sobreposição perfeita entre esconder e revelar, um véu de negro transparente adornado com lantejoulas e franjas verdadeiramente dignas de alguém como Cher.

“Ela queria usar um daqueles vestidos transparentes que cobriam apenas o que precisava de ser coberto, deixando o resto completamente disponível”, disse Mackie numa entrevista à The New Yorker. “Arranjares‐te assim e ganhares [Cher levou o Óscar de Melhor Atriz para casa nessa noite, pelo seu papel em Moonstruck] –, nada consegue ser melhor que isso. Ela só queria parecer‐se com a Cher.”

Anos depois de ter aparecido pela primeira vez nas nossas vidas, continuamos a olhar para Cher como um ícone de sensualidade porque a sua sensualidade nunca foi totalmente óbvia para os olhares que a seguiam, e era isso que a tornava tão fascinante e enigmática. Afinal de contas, o mistério sempre foi uma das melhores expressões de sex appeal.

revenge dress da princesa Diana

Princesa Diana, 1994 ©Princess Diana Archive/Getty Images 

O que é que diz “vai te f***r” melhor do que sair de casa com o vestido preto perfeito, silhueta justa, comprimento curto, ombros descaídos e decote no ponto? Segundo a princesa Diana, nada. No dia 29 de junho de 1994, e apesar de já estar formalmente separada do príncipe Carlos desde 1992, Lady D fez questão de que o coordenado escolhido para a festa da Vanity Fair na Serpentine Gallery, em Londres, dissesse tudo o que ela tinha para dizer, e fosse o equivalente a um “middle fingers up” da Moda. Porquê? Porque nessa mesma noite, e depois de inúmeros rumores, o príncipe Carlos revelou numa muito antecipada entrevista televisiva que tinha sido infiel.

Claro que a “demasiado provocadora” princesa Diana não ia ficar sentada em frente ao pequeno ecrã com um vestido de Christina Stambolian “demasiado ousado” a servir de aparo às lágrimas. Claro que aquilo que a “demasiado provocadora” princesa Diana ia fazer era vestir esse vestido de Christina Stambolian “demasiado ousado” e criar o efeito 90s de #breaktheinternet. No dia seguinte, estávamos todos demasiado ocupados a olhar para a imagem de uma Diana confiante, independente e elegantemente sensual para nos preocuparmos com as notícias sobre a traição do príncipe Carlos – e, mesmo que quiséssemos, essas estavam reservadas às últimas páginas de um qualquer jornal dedicado ao para sempre lembrado como revenge dress de Lady D.

O futurismo de Thiery Mugler 

Nadja Auermann no desfile de alta-costura outono/inverno 1995 de Thierry Mugler ©Daniel Simon/Getty Images

Existe uma espécie de magia cósmica que se faz sentir no ar sempre que alguém profere o nome Thierry Mugler. Apesar da sua carreira sensivelmente curta, o designer conseguiu estabelecer-se como um “profeta do futurismo” – um futurismo em que as mulheres eram celebradas pelo seu corpo, pela sua idade, pela sua presença, pela sua atitude; um futurismo em que as mulheres eram banhadas em criações que transpiravam uma consciência única pela anatomia feminina e pelo seu poder inegável.

“Igualmente inovadores e iconoclastas, os designs de Mugler tornaram- se obras de arte, esculturas vestidas por divas, deusas e prima-donas que se conseguiam  transformar em criaturas exóticas, enigmas eróticos e arquétipos fantásticos”, escreveu Miss Rosen num artigo publicado pela Dazed em 2017.

Do bustier em forma de mota ao coordenado cowgirl adornado com cristais, sem esquecer a Vénus de Mugler, a couture fembot ou o jumpsuit com padrão de leopardo e penas de pavão, as extravagâncias do designer são particularmente relembradas graças à sua coleção alta-costura outono/inverno de 1995 – um desfile em que nomes como Jerry Hall, Tippi Hedren, Naomi Campbell, Kate Moss e Nadja Auermann foram musas e performers de um momento que elevou a Moda a espetáculo.

“Ele adora a feminilidade das mulheres, mas gosta que as mulheres estejam no comando da situação”, disse a modelo Nadja Auermann, que desfilou o icónico bodysuit robótico, ao The New York Times. “Quando vestias a roupa dele, sentias-te sempre muito feminina, mas poderosa ao mesmo tempo. As peças de roupa dele eram como arquitetura para o corpo – ele tinha uma forma muito particular de as estruturar para te dar a melhor forma possível.”

O corperte com cones de Madonna

Madonna em Jean Paul Gaultier, 1990 ©Michel Linssen/Getty Images

O que acontece quando o enfant terrible da Moda se junta à rainha da pop? Nasce uma das imagens mais icónicas de Madonna em palco – aquela em que canta Express Yourself enquanto despe um blazer preto cintado para revelar o igualmente icónico corset de Jean Paul Gaultier. Sim, esse corset. “A florescente liberdade sexual das mulheres culminou com os designs de Gaultier para a tour mundial de Madonna em 1990, a Blond Ambition Tour”, escreveu Suzy Menkes na introdução de The Fashion World of Jean Paul Gaultier, citada pela AnOther. “O seu momento rebel-with-a-corset representou um encontro entre a passerelle e o palco, e mostrou a um público global a visão que ele [Jean Paul Gaultier] tinha do soutien, que foi primeiramente apresentado no início dos anos 80.”

Durante um painel no Brooklyn Museum em 2013, Gaultier explicou que o corset usado por Madonna “era uma mistura entre feminilidade e masculinidade” – uma das oposições que torna o corpete de Gaultier tão fascinante. “A ideia é mostrar que a mulher é sedutora, e que a mulher quer usar a sua sedução, mas, ao mesmo tempo, é uma mulher forte, e é ela que toma a decisão de ser sedutora”, disse o criador. “Não é um objeto de submissão ou de masoquismo. É uma questão de assumir a feminilidade.” E quem melhor para o fazer do que Madonna?

“Os corsets do Gaultier têm uma aparência muito sexy, e eu considero que usá-los é uma forma de expressão pessoal”, disse a cantora sobre a criação do designer francês. “A prática só é opressiva se for forçada, e as mulheres hoje têm o poder de decidir se o querem usar ou não. Penso que a inversão do conceito do corpete é aquilo que o transforma num símbolo de poder feminino e liberdade sexual.”

O vestido safety-pin de Elizabeth Hurley 

Elizabeth Hurley em Versace, 1994 ©Dave Benett/Getty Images

Muito se disse e muito se escreveu sobre o vestido que tem a sua própria página na Wikipédia e que, graças ao estatuto tão grandioso que alcançou, é muitas vezes referido simplesmente como “aquele vestido”. Corria o ano de 1994 e uma jovem Elizabeth Hurley preparava-se para acompanhar o então namorado Hugh Grant na estreia do filme Four Weddings and a Funeral. O único problema é que uma jovem Elizabeth Hurley estava pouco (ou nada) preparada para essa noite.

“Precisava urgentemente de um vestido para levar à estreia do Hugh e, nessa altura, não sabia nada sobre Moda”, contou Hurley numa entrevista à Harper’s Bazaar. “Lembro-me de ir a um escritório onde desencantaram, literalmente, um vestido de um saco de plástico branco. Levei-o para casa e fiz o meu próprio cabelo e maquilhagem, enquanto lutava contra o Hugh pelo espelho, que nem sequer era de corpo inteiro, no nosso apartamento. Foi tudo muito pouco glamouroso comparado com aquilo que se faz hoje”, recordou.

Outra coisa que uma jovem Elizabeth Hurley não tinha preparado? O impacto que o vestido preto seguro com safety-pins dourados da Versace teria – e talvez seja nesse sentimento de effortless que se encontra a razão de esse momento ter sido imortalizado como um dos mais bombshell da história. “O Gianni fez aquele vestido para uma mulher que é segura de si mesma e que não tem medo de quebrar as regras”, disse Donatella Versace sobre a criação do irmão. “A Liz foi o reflexo de tudo isso de uma forma extraordinária.”

Os anos de Tom Ford na Gucci

O último desfile de Tom Ford para a Gucci, outono/inverno 2004-2005 ©Patrick Hertzog/Getty Images

Não existe nada que transpire “sexo” de uma forma tão gloriosa como as criações de Tom Ford para Gucci – até porque Tom Ford foi o melhor sexo que a Gucci alguma vez teve. Apesar de tudo ter começado em 1994, foi na coleção outono/inverno 1995 que a química começou a rebentar a escala. Como? Tom Ford pegou em nomes como Amber Valletta, Shalom Harlow e Kate Moss e vestiu-as em blusas de seda pronunciadamente desabotoadas, fatos em veludo cintados e casacos que gritavam femme fatale. Tudo isto para dizer ao mundo que a Gucci, agora, era sex appeal puro.

Duas estações depois, a estética de Tom Ford inflamou a passerelle da Gucci com 48 coordenados que ardiam dos pés à cabeça – propostas em preto total, sobretudos em pelo, camisas abertas até ao umbigo e decotes acentuados, conjuntos em pele e outros em veludo. E depois o clímax – seis vestidos brancos com cortes afrodisíacos, perfeitamente delineados no peito, na cintura e nas costas. Para a indústria da Moda, e segundo uma crítica publicada pela edição americana da Vogue, a coleção outono/inverno 1996 de Tom Ford para a Casa italiana foi “o equivalente a uma one-night stand no Studio 54.”

E as GG-strings de 1997 que ditaram que há uma linha que separa o trashy de uma cueca fio dental do high-fashion de uma cueca de fio dental pensada por Tom Ford? Podíamos ficar aqui a noite toda. Fora da passerelle, o sexo continuou a vender até 2004 (ano em que Tom Ford deixou a direção criativa da Casa), com campanhas “provocadoras”, “chocantes” e “escandalosas”: ou, como lhes preferimos chamar, memoráveis. Isto porque é impossível esquecer a sensualidade andrógena da campanha de 1996, fotografada por Mario Testino, e a campanha de 2003, onde Carmen Kass exibiu aquele “G” rapado. Nós dissemos que Tom Ford foi o melhor sexo que a Gucci alguma vez teve.

O naked dress de Rihanna

Rihanna em Adam Selman, 2014 ©Getty Images 

Nós dissemos que não nos tínhamos esquecido deste momento – aquele momento que fez alguns olhos sentirem o ardor da ofensa e aquele momento que deu origem a muitas mensagens começadas com o aviso “not safe for work, eu repito, not safe for work”. Supomos que saiba precisamente ao que nos referimos, mas, quando o tema é Rihanna e as mil e uma emoções que nos faz sentir quando pisa uma passadeira vermelha, não nos importamos de fazer um pequeno refresh à memória.

Corria o ano de 2014 e Nova Iorque recebia os CFDA Fashion Awards, durante os quais Rihanna viria a ser galardoada com o prémio de Fashion Icon of the Year. Como o verdadeiro ícone que é – honestamente, quem mais poderia ser a autoproclamada rainha da Met Gala e ter um desafio de aniversário que se baseia no seu estilo inconfundível –, a cantora fez o que qualquer ícone faria: levou um vestido que provava o porquê de ser o ícone que é.

Com assinatura de Adam Selman, o naked dress de Rihanna, os seus mais de 230 mil cristais Swarovski e o momento free the nipple and the butt cheeks too eram tudo o que se via, ouvia, lia e respirava. E para aqueles cujos olhos ardiam com a imagem de Rihanna “como veio ao mundo”? “As minhas mamas incomodam-te? Estão tapadas com cristais Swarovski!”, disse a cantora na passadeira vermelha do evento. Tradução? Nem sequer precisávamos de estar aqui a explicar o porquê de este momento ter sexy escrito dos pés à cabeça.

Artigo originalmente publicado na edição de maio de 2019 da Vogue Portugal.

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