Nos momentos que antecederam o concerto de MARO na emblemática Roundhouse, em Londres, a Vogue Portugal falou com a cantora e compositora sobre o que torna o seu universo criativo tão individual – ao mesmo tempo que se expande entre culturas, línguas e fronteiras.
Com um talento criativo que lhe permite atravessar universos artísticos e fronteiras pré-estabelecidas pela geografia, MARO tornou-se um dos talentos mais proeminentes do panorama da música nacional. Natural de Lisboa, a artista tece uma narrativa ponderada e emocional nas suas canções, através de letras que primam pelo storytelling e sons que ficam inquestionavelmente no ouvido. Com músicas que variam entre o português e o inglês, a cantora e compositora admite que, pelo menos atualmente, não sente uma diferença relevante no que toca a compor em ambas as línguas: “Há palavras e expressões que nunca se conseguem traduzir, sobretudo as de caráter cultural, mas sinto que, quando se trata de escrever sobre os meus sentimentos, acabo por encontrar a minha própria maneira, independentemente da língua”, conta à Vogue Portugal.
Com mais de 1 milhão e meio de ouvintes mensais no Spotify, a voz responsável por singles como Saudade, Saudade (música que venceu o Festival da Canção em 2022 e representou Portugal na Eurovisão no mesmo ano), Kiss me e I Owe It To You é já uma presença assídua em palcos aquém e além-fronteiras.“Há algo mágico em criar uma ligação com as pessoas”, diz-nos. “Com a música, o que tenho vindo a descobrir é que as pessoas não precisam de falar a mesma língua, partilhar a mesma cultura ou ter as mesmas opiniões… Nada disso importa quando nos unimos através da música, a derradeira linguagem universal”.
Após a presença no Tiny Desk da NPR e no Colors, a tour europeia de MARO leva-a agora até a um dos palcos mais emblemáticos da Europa: a Roundhouse, em Londres. Numa viagem pelo behind the scenes que antecedeu a sua atuação neste mítico palco, perguntámos à cantora e compositora sobre qual a música que mais gosta de ouvir a audiência cantar (ou gritar) de volta. “Vai mudando ao longo do tempo”, admite, “mas atualmente é a Feeling So Nice. A música fala sobre sair de uma situação má e aprender a amar-nos a nós mesmos e a sentir-nos bem novamente. Ouvir as pessoas cantá-la comigo, com conta a intensidade, prova-me que todos passamos por lutas e processos semelhantes na vida, e unimo-nos nesse momento específico. É a melhor sensação”.
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