Kozii: o lado humano no design têxtil

© Kozii

10. 7. 2018

 

A viagem - a da experiência humana mais do que a geográfica - denuncia a origem de uma marca que dialoga com a sustentabilidade em português.

Partindo do respeito pelo outro, por si próprio, e pelo ser humano em geral, o nome nacional escreve na língua-mãe e em fomato têxtil tudo o que o futuro do planeta deve ser: renovável, respeitável, sustentável. E é neste ponto de encontro em que tudo o que é ético e consciente se cruzam que surge uma etiqueta que serve de exemplo.

Nuno Campos e Cecília Telo são os mentores destas peças que seguem a filosofia de ambos: acreditar que o lado estético tem que andar de mão dada com a busca de um mundo mais justo, sustentável e humano. Aqui, o passado e o presente encontram-se para tornar o futuro melhor, na medida em que as mais valias na formação de Campos e Telo em Antropologia e Gestão Ambiental se equilibraram com os anos de experiência em várias partes do globo (onde fizeram uma pesquisa minuciosa e procuraram materiais exclusivos) para criar esta linha de vestuário que procura ser contemporânea sem descurar a tradição. 

Além do sentido lato da viagem, o termo literal da deslocação também tem espaço na Kozii: foi na Índia que os fundadores, viajantes incansáveis por amor e vocação, encontraram a inspiração para fazer nascer, em 2015, a marca em Tavira. De Jaipur, através da utilização de técnicas milenares de estampagem de tecido – como o woodblock printing, o mais antigo, simples e lento de todos os métodos de impressão, que consiste na transferência de padrões, para os tecidos, com carimbos de madeira esculpidos à mão – vieram a criar padrões que são belos na sua simplicidade gráfica e são orgânicos para colocar em cada um dos artigos pensados à escala de quem o faz e quem o irá usar. Mas não é só nesta técnica de estampagem que a dupla marca pela diferença: além do woodblock printing, a Kozii recorre também a técnicas de estampagem como o mud resist, o índigo, o ikat e o silkscreen, e de tecelagem, como o khadi, métodos que explica minuciosamente no seu website confirmando a política transparente da sua produção.

Como é que esta filosofia se traduz? A coleção desta estação (já disponível nas lojas da marca, que são quatro no país - duas em Tavira, uma em Vila Nova de Mil Fontes e outra na Praia Verde, Castro Marim) coloca a qualidade como barómetro e recorre a tecidos vegetais, orgânicos, feitos de ingredientes como leite, soja, banana, flor de lótus, num passo que é uma inovação a nível mundial - e que levou a marca à Berlim EthicalFashion Week, uma feira de moda ética e sustentável que decorreu em janeiro deste ano.

"A produção de tecidos de flor de Lótus, por exemplo, é um processo extremamente lento. À mão, os caules são colhidos, as fibras selecionadas, secas e enroladas em linha para serem posteriormente tecidas à mão em teares tradicionais Birmaneses. Como um cruzamento entre a seda e o linho, o toque é muito suave, leve, fresco no verão e quente no inverno, apropriado para qualquer altura do ano.", explicam, em comunicado.

Com peças e acessórios que unem o design ao ético, a estética ao correto, o humano ao mundo, a Kozii não constrói apenas um guarda-roupa que se quer todos os dias; constrói também o planeta que se quer para sempre.

Kozii Flagship Store
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