O azul profundo já não é assim tão azul, nem assim tão profundo
O azul profundo já não é assim tão azul, nem assim tão profundo. Não é assim tão incólume e transparente. No seu fundo, acumulam-se detritos; no seu tecido aquoso, micro-partículas de plástico; na sua superfície, redes e desperdício que flutuam como denúncia de uma poluição que é maior do que acreditamos - mas que temos poder para erradicar. Neste azul profundo que é o oceano, o mar, mas que já não é assim tão azul nem assim tão profundo, cabe ao ser humano percorrer as profundezas da consciência e tomar uma atitude para que o azul profundo continue a ser sinónimo de oceano. Isto é, um oceano que se quer mais assim azul - e mais assim profundo. Direção criativa e styling de Pedro Moura. Fotografia de Ricardo Abrahão.
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