Há momentos na vida em que tudo parece desabar. Ainda assim, é quando o amor prevalece e o destino se torna protagonista que o reencontro simboliza o começo de um novo capítulo.
Como a maioria dos contos de fadas, a história de Hanne e Tord iniciou-se de forma inesperada. O casal, nascido e criado na Noruega, teceu uma história de amor que se tornou uma ode à ironia do destino. Tudo começou quando, longe de casa, cruzaram os olhares pela primeira vez na praia de San Diego, na Califórnia. A partir daí, passaram os dias a criar momentos especiais que, mais tarde, se tornaram simples memórias, visto que tiveram que regressar à rotina.
Com os dias contados e o regresso de Tord à Noruega, o casal tornou-se novamente inseparável. Conta-se que quando se conhece a alma gémea, a intuição feminina nunca falha e Hanne comprova exatamente isso: “conheci o homem com quem vou casar”, lembra-se de afirmar numa conversa com a mãe.
Assim, após um verão juntos que se tornou inesquecível, Tord voltou aos estudos em Colorado e colocou um ponto final na relação. Apesar da certeza que Hanne carregava quanto à relação, “nos três anos e meio que se seguiram, as vidas seguiram rumos diferentes”. No que parecia um amor que não tinham pernas para andar, foi através de uma série de coincidências — ou destino — que Hanne e Tord voltaram a cruzar-se na mesma praia em que se conheceram. Mais tarde, foi feito o grande pedido, seguido de uma viagem a Los Angeles — onde reviveram os primeiros momentos da relação. O resto é história.
Em nome do amor e da união, o casal reuniu toda a família e amigos num fim de semana de celebração. Num dia que reflete tudo o que mais tem significado para Hanne e Tord, casarem num país tão especial como Portugal nunca pareceu tão certo — visto que, Hanne viveu cá seis meses e é o destino de férias de Tord desde que se lembra. Assim, numa procura pelo local perfeito, a Pousada Palácio de Estoi, no Algarve, combina encanto, história e personalidade num só lugar. “Ficámos fascinados com a história do palácio e com o facto de este ter estado, em tempos, à beira da ruína antes de ser cuidadosamente restaurado, com grande atenção dedicada à preservação dos seus detalhes arquitetónicos originais e dos seus jardins históricos”, conta a dupla.
Acima de tudo, o casal pretendia uma cerimónia que refletisse a mesma emoção e profundidade da sua história de amor. De forma a não deixar de fora as tradições norueguesas, a cerimónia foi conduzida por um padre norueguês — o que tornou o momento ainda mais memorável.
No que à Moda diz respeito, o objetivo sempre foi um vestido intemporal, “que ainda achasse bonito quando, aos 80 anos, voltasse a ver as fotografias do casamento”, conta Hanne. Assim, longe do típico modelo moderno que imaginava, a noiva subiu ao altar com o modelo clássico Danessa da Milla Nova. Num detalhe que parece insignificante, “os sapatos tornaram-se mais importantes do que o esperado”, afirma a noiva. O momento obrigou a um cuidado extra e indispensável, devido a um pé partido quatro semanas antes do grande dia, por isso, os sapatos de salto alto Horsebit da Gucci revelaram conforto e proporcionaram menos preocupação, para que houvesse espaço para o mais importante: diversão.
Para completar o visual, as joias possuem, igualmente, um significado inexplicável. Herdado pela avó da noiva, Hanne optou por uma pulseira de pérolas, bem como brincos de ouro e diamantes emprestados pela sogra — o que tornou o look ainda mais especial.
Após uma verdadeira montanha russa emocional, Hanne e Tord, selaram, finalmente, um final feliz em Portugal. E levam as memórias do dia do grande “sim” para a vida.
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