Artigo Anterior

To be continued | Vai mesmo fazer essa desfeita?

Próximo Artigo

Spread the love: o guia de Natal para dar e ajudar nesta quadra festiva

Palavra da Vogue 26. 11. 2020

No Christmas, no drama: será possível dizer basta aos dramas familiares na época festiva?

by Mathilde Misciagna

 

A nossa família tem uma quota parte na manutenção da nossa saúde mental. Ou no agravamento da mesma. Pode parecer uma afirmação polémica, mas os dramas nos encontros familiares a propósito da quadra festiva são uma realidade e podem ter consequências.

ⓒ Istock images

Encontros familiares (mesmo virtuais) a propósito da quadra festiva podem ser repletos de tensão ou discussões, especialmente quando um grande número de pessoas está a lutar para ter um salário ou está efetivamente sem nenhum. Sobreviver à época festiva num contexto normal já é de si tenso o suficiente, imagine-se com uma pandemia e as respetivas consequências económicas e sanitárias. Mas normalmente as discussões à volta da mesa não são uma apresentação de factos e antes uma conversa emocional que põe em evidência as diferenças de valores que existem entre os vários membros da família, normalmente de gerações muito diferentes e que vivem em contextos igualmente diferentes.

Há sempre quem se sente no direito de tecer julgamentos sobre carreira, finanças ou, claro, filhos (ou a falta deles) aos outros membros da família, deixando-os desconfortáveis ou instaurando o caos à mesa. Isto leva-nos muitas vezes a repensar toda e qualquer reunião familiar, por forma a evitar dramas e ansiedade desnecessários. Este ano, dado que a pandemia enfatizou a distância física entre as pessoas, ansiamos por este contacto próximo. O bom da questão, se é que existe algum aspeto positivo, é que para aqueles que estarão em modo virtual, podem sempre silenciar a conversa de uma forma que talvez não fosse possível na vida real.

Dizem que há hora e lugar para tudo, mas dinheiro (avaliação sobre como é gerido), trabalho (se estamos ou não a viver de acordo com o nosso potencial) e questões ainda mais complexas e privadas como filhos parecem entrar sorrateiramente e invariavelmente em todas as reuniões familiares. Escolhas de vida que trazem consigo discussões familiares são mais comuns do que o que gostaríamos de admitir - o que acaba por nos impedir de falar abertamente da nossa vida.

Existe alguma forma de provar aos nossos familiares que estamos a fazer o melhor que podemos com os recursos que temos à disposição? Há alguma estatística ou experiência financeira que possamos citar? Quão abertos seriam a um diálogo sincero sobre a forma como as suas boas intenções afetam o nosso bem-estar e, digamos, sanidade mental? A solução passa mesmo por encontrar uma maneira de comunicar, para que as nossas experiências e escolhas de vida não se transformem num peso e trauma intergeracional sem fim que acabamos por carregar.

Artigos Relacionados

Notícias 27. 10. 2020

Qual é o melhor aliado para as práticas de bem-estar?

O ioga e a meditação entraram de rompante nas nossas vidas assim que a pandemia começou a deixar-nos mais tensos e stressados. Mas qual é o melhor aliado para estas práticas? Um coordenado à altura, pois claro.

Ler mais

Tendências 26. 10. 2020

Será o sono um luxo a que só os ricos têm acesso?

O sono é vital para o nosso bem-estar e, como muitos de nós nunca dormimos o suficiente, o impacto na nossa saúde mental pode ser devastador. Mas estamos todos ao mesmo nível quando se trata de dormir? Ou os ricos não têm nada com que se preocupar...

Ler mais

Tendências 2. 10. 2020

De que forma é que a saúde mental é representada na cultura pop?

Retratos complexos e relacionáveis de bem-estar emocional e psicológico tornaram-se cada vez mais comuns em programas de televisão e filmes, mas nem sempre foi o caso. De The Shining a Fatal Attraction, um olhar sobre o que é que já alcançámos - e quanto mais ainda temos que alcançar - quando se trata de representar a saúde mental no grande e pequeno ecrã.

Ler mais