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 © Estelle Hanania para Dior

Coleções 28. 5. 2018

by Rui Matos

 

Na periferia da cidade Luz, a Casa francesa, liderada por Maria Grazia Chiuri, deu a conhecer as propostas da pré-primavera do próximo ano numa apresentação que foi muito mais do que um simples desfile. 

 

© Dior

As apresentações estão cada vez mais sumptuosas e meticulosamente pensadas. Na sexta-feira, 25 de maio, cerca de 700 convidados rumaram até ao Castelo de Chantilly, numa região que se localiza a norte do centro de Paris, para assistirem à apresentação Cruise 2019 da francesa Dior. 

Desde que assumiu as rédeas da Maison francesa, Maria Grazia Chiuri tem aproveitado as passerelles para apoiar as causas em que acredita, entre elas o feminismo, que imprimiu em t-shirts com frases como We Should All Be Feminists (Todos Devemos Ser Feministas, em português). Recriou ainda o protesto feminino de 1968 através das várias alusões a este movimento nos coordenados que apresentou e não deixou de fora as referências na decoração do espaço. 

A proeza voltou a repetir-se na passada sexta-feira: a criadora italiana convidou oito cavaleiras mexicanas, que dão pelo nome de escaramuzas, para abrirem e encerrarem a apresentação. “Normalmente, o papel das mulheres na cultura do rodeo é estar presente para apoiar os maridos ou os filhos, contudo estas mulheres decidiram que queriam participar.”, afirmou Chiuri em entrevista ao The New York Times.

Nos estábulos do Castelo de Chantilly, foi construída uma arena que levou mais de 100 horas de trabalho e cerca de 80 pessoas para a finalizar. O relógio marcava as 9 badaladas da noite quando entraram em cena oito mulheres montadas em cavalos brancos e com coordenados idealizados em exclusivo para esta apresentação.

As condições atmosféricas não foram as melhores, estava a chover e na primeira fila alguns dos convidados de honra estavam de guarda-chuva em punho, mas nem por isso a o espetáculo parou. Pietro Beccari, CEO da marca, afirmou: “Dizem que quando chove é bom para o negócio.”.

Para esta coleção, que foi apelidada de Diorodeo, as propostas variaram entre vestidos compridos em tule, saias e calções mini. Os cintos revelaram-se o acessório statement pela sua estrutura (que se assemelhava a uma cela) e tamanho. Quanto à paleta de cores, essa deixou-se pintar por tons mais quentes e ultra-leves, como serve de exemplo o branco que nos deu boas apostas para coordenados de uma cor só. 

Na primeira fila, estiveram nomes sonantes da indústria da Moda, entre eles Alexa Chung, Chiara Ferragni, Jeanne Damas, Paris Jackson ou Suzy Menkes, a editora internacional da Vogue.

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