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Eles têm coisas para nos dizer

Tendências 26. 12. 2019

Conto de Natal

by Nuno Miguel Dias

 

Um Natal Extra, Ordinário!

Fotografia: Roni Landa, "Grand Finale", Courtesy of the artist and Rosenfeld Gallery

Como diria o filósofo português Saúl Ricardo, Saúl da parte judaico-cristã do pai e Ricardo da parte versada em folhetins venezuelanos da mãe, "O Gadus morhua quer Allium sativum". Para além dessa regra de ouro na gastronomia tradicional, que adquire especial relevância nessa mágica noite de paz, noite de amor, o empirismo tuga, com uma experiência de séculos e séculos a celebrar o suposto nascimento de Jesus, também sabe que uma consoada tradicional exige uma boa discussão entre membros da família. 

O pequeno Saúl só não o cantou porque parecia mal. Seja por diferendos que se prendem com partilhas de heranças, por opiniões políticas divergentes, por uma nora que é tudo menos santa (na humilde opinião da sogra, que toda a gente respeita porque foi ela que cozinhou o jantar), ou até por causa dos 341 cartões vermelhos diretos que deviam ter sido mostrados ao Pepe e, no entanto, nunca os viu (na humilde opinião do sogro, que ninguém respeita porque está bêbedo), é de caráter obrigatório, à mesa da Véspera de Natal, uma acesa troca de galhardetes, uma argumentação com gestos bruscos, um par de faces mais rosadas de ira e vinho do Porto. 

Aliás, terá sido essa a razão pela qual foi criada a Missa do Galo, celebração que tem como missão erguer a malta da mesa da consoada e obrigá-los a refrescar um pouco as ideias pelo caminho até à igreja, geralmente feito a pé e com a temperatura do ar no dígito único. Amanhã é um novo dia e ainda por cima Jesus faz anos, glória, glória, aleluia e vamos mas é dormir antes que alguém decida abrir a garrafa de bagaceira velha que alguém ofereceu a alguém e volte tudo ao mesmo. 

Um Natal tradicional português é feito disto. Mais rabanadas, menos azevias, pequenos nadas aqui, cheiro a lareira nas roupas ali, não fugirá muito do descrito acima. Mas os tempos são outros. E sendo que é neles que vivemos, convém alertar para o facto de o relato que se segue ser tão verosímil porquanto nunca poderia ser cómico. Ou poderia? 

Tiago Saavedra (nome fictício) assistiu às discussões conjugais dos pais desde que se lembra. Naquele apartamento em Massa Má (lugar fictício), esse subúrbio equidistante de Lisboa e Sintra, os objetos eram violentamente arremessados com tanta frequência que todas as paredes tinham marcas que ele, ainda pré-púbere, conseguia relacionar com cada uma das situações. 

Ao lado da TV, estava uma mossa da vez em que a mãe gritava "porque raio é que aquela cabra dos decotes lá da repartição te segue no Hi5?". Na cozinha, o vidro do fogão estava rachado porque, afinal, os pratos da Loja dos 300$00 eram de qualidade, quando voavam ao som de "A minha mãe não é tua sogra, é mais que tua mãe". Depois, viu todas estas sobrevalorizações de pequenos nadas darem lugar a um silêncio sepulcral. 

Os fins de semana eram um suplício de vazio entrecortado por ofensas de surdina. Surpreendentemente, o pai passou a estar mais presente. Sofá, TV com subscrição de canais desportivos e de cinema, whisky e cigarros. A mãe passou a deixar as limpezas a cargo de uma senhora que irrompia casa adentro uma vez por semana, a roupa a cargo de uma lavandaria e pouco se via, à exceção de algumas refeições. 

Ginásio, jantares de colegas da universidade, encontros da escola secundária, até da preparatória, tudo era desculpa para se ter tornado um fantasma, um vulto que entrava em casa sem acender a luz e se arrastava, como um fantasma, até ao desmaquilhante no WC, antes de se fechar no quarto, momento em que ele sabia estar na hora de ir para a cama e deixar o sofá para o pai, que era agora a cama dele. Foi o pai que saiu. Depois de uma conversa mais séria do que aquelas que tinham dentro o assunto "notas na escola". Malas feitas. Decisão tomada. A mãe confessara-lhe que fizera tudo para que aquilo acontecesse. Tiago acha que ainda hoje não lhe perdoou a ulterior covardia. Inês, a namorada, sabe-o. E tem medo da consoada que aí vem. É hoje. "Vamos", diz, "Se chegarmos atrasados é que são elas".  

“Temos de esperar pelo meu pai. Vamos juntos daqui. Já sabes como ele é quando bebe, acha que pode conduzir daqui à China", suspira Tiago. Sim, Inês lembra-se bem do último jantar de aniversário de Luena, a companheira do Sr. Saavedra. O seu farto manto de pelo hirsuto a descoberto, do peito à barriga proeminente, pela camisa aberta, gravata de lado e os gestos amplos, como agressões ao vazio, para descrever "como a vida era boa com Salazar e até com Marcelo Caetano, embora este não tivesse metade da pinta e integridade”. Inês não sabe porque recorda esta cena enquanto vê Tiago a arrumar aquilo que ficara combinado ser a sua parte, azevias de grão-de-bico, de batata doce, de amêndoa e de gila, seis de cada, duas dúzias, portanto. Recorda outras. Muitas outras. Da mesma festa. 

Com a mesma vergonha alheia que sentiu na altura. A moamba a arrefecer no prato e o Sr. Saavedra a falar de como os "turras" faziam emboscadas no meio do capim. Os pais de Luena estavam incrédulos ao ouvir tantas vezes "lutámos pela pátria, pelo que era nosso", ou "entregámos aquilo ao desbarato e agora está ao abandono, malditos comunas". E avisaram-na tantas vezes: "Luena, filha, tu és a mulher-a-dias, a esposa dele nunca está e o homem dorme no sofá, isso não é amor, é necessidade". O Sr. Saavedra sabia, inclusivamente, que eles haviam trazido a filha única, a muito custo e mais privações ainda, para "a metrópole", na fuga de Sá da Bandeira em 1974, num navio com pavilhão da Libéria. Mas ficava tresloucado com a bebida.

Os restantes convidados trocavam olhares entre eles, os mais afoitos serviam-se de funge, todos os outros estavam boquiabertos de espanto, beberricando do mesmo katembe que o pai de Tiago, mas sem sentirem metade dos seus efeitos. Inês revivia todo o constrangimento daquela tarde enquanto ajudava o namorado, empilhando as caixas com bolo rainha e lampreia de ovos num saco reutilizável de hipermercado. A campainha tocou. Assomou à janela e viu o sogro, balofo, atarracado e envelhecido, e Luena, esbelta, jovial, altíssima, os dentes alvos num rasgado sorriso a destacarem-se da tez negra, vestido azul celeste. "É agora”, pensou.

Foram os primeiros a chegar. Serão os últimos a sair. Mas tudo a seu tempo. É a avó de Tiago que vem abrir o portão da moradia. Tem uma chusma de gatos em seu torno, surgidos naquele preciso momento do limoeiro, da laranjeira e da nespereira que enchem por completo o diminuto jardim, do telhado, dos muros: "Peço desculpa, meus queridos, eu dou-lhes comida e não me largam, sabem como são os gatos, pertencem a quem os alimenta, raio dos bichanos, isto é tudo culpa da Lena". 

Lena, a esposa de Beatriz Saavedra, está na cozinha a tender a massa para os coscorões. Enverga a enfarinhada jaleca da pastelaria onde trabalhou a vida toda, no fim da rua, e onde Tiago se lembra de comer, ainda menino, pastéis de nata acabados de sair do forno trazidos à mesa pela mesma Lena, naquele tempo ainda uma moça nova, altiva, cabelos negros entrançados costas abaixo: "Enche a tua avó de beijinhos, que ela é uma querida", dizia-lhe sempre. E só muitos anos depois se fez luz. Casaram-se em Espanha. No dia depois de um almoço havido num restaurante da Buraca, que servira apenas para Beatriz e Leonardo, o casal-modelo Saavedra, anunciarem o fim de 40 anos de casamento. Só o pai de Tiago estava inconsolável, nos confins da comprida mesa, fragilizado pelo seu próprio divórcio, ainda recente, chorando sobre o chispe que jazia, triste sobra do cozido, no prato. "Lá estás tu com as pieguices, Carlos. Continuas igualzinho, pá. Não vês que está tudo bem, que estamos felizes com isto?", sorriu o avô de Tiago, ainda com o copo de carrascão no ar, para o brinde que selaria uma nova vida. 

Luena corre para a cozinha, abraça Lena e arregaça as mangas. É Beatriz que lhe ata um avental à volta da cintura, dá uma palmada nos nadegueiros de Lena, risada total e prossegue até ao fogão, onde uma panela de pressão acaba de cozer o grão-de-bico e outra já ferve a água para as couves. Tiago e Inês entram de seguida: "Então mulherada? Onde é que eu deixo as coisas?", pergunta retórica, porque deixa as caixas de azevias, bolo rainha e lampreia de ovos em cima da mesa, já decorada a preceito, loiça Bordallo sobre uma toalha estampada de azevinhos. "Meu querido menino, abraça-me já", declara Lena de braços abertos, enchendo-o de beijos ruidosos, os mesmos desde que Tiago se lembra de ser gente. "E tu, minha querida, já temos novidades?", referindo-se ao primeiro neto que há-de vir, que todos desejam, sem exceção. "Nada, Lena. Estamos à espera dos próximos resultados, está difícil". A madrasta de Tiago direciona para ele o olhar, franzindo um sobrolho: "Mas continuam a tentar, certo? Ou andas muito cansado, Tiaguinho? Não me digas! Se um dia eu sei que dás essa desculpa, mesmo à homem, nunca mais te dou pastéis de nata quentinhos". 

Tiago sentia-se incomodado com aquilo, mas não tanto como o que sabia que vinha a seguir, como sempre: "Eu e a tua mãe, graças a Deus, nem a idade nos descola, certo, ‘môr?" e lá vai mais um beijo de língua e um amasso e piadinhas privadas e risinhos de adolescente. Tiago autoflagela-se sempre pelo ligeiro incómodo que isto lhe causa. Não se considera tradicionalista, combate preconceitos que considera bacocos em pleno século XXI, mas não consegue deixar de sentir desconforto por fazer parte de tudo isto, como se a família disfuncional que sempre teve, sofresse um prolongamento para desempate e os sentimentos que vê serem sinceros, a felicidade que vê transparecer em cada gesto, não fossem suficientes para ultrapassar tudo aquilo que a sociedade ainda condena, influenciando-o como ele desejaria não o permitir. 

Mas é quando o Sr. Saavedra entra na cozinha que o ambiente muda radicalmente, acusando um peso que se sente por entre vapores com odores a couves, alho, grão, bacalhau, ainda não, esse é o último a entrar e só sair quando já está a lascar. "Onde é que se fuma nesta casa? Ou é demasiado criticável?", larga, de rompante, como um trovão. "Sempre encantador, Carlos, sempre encantador. Fuma aí à janela. E serve-te de moscatel, está no frio. Ou queres passar já para o whisky?", ironiza Beatriz, num duelo interior entre o amor pelo filho e o desamor que sempre sentiu nele para com o seu casamento. "Também podes ajudar aqui com a fritura. Eu gosto muito de tender massa e cortá-la para os coscorões, mas fritá-la é coisa que eu dispenso, tu sabes", sugere Luena, interrompendo o sucesso de Bonga que cantarolava sempre que se entregava a qualquer labor. 

A campainha toca novamente. Tiago oferece-se para ir abrir a porta, sabe muito bem quem lá vem e assim tem desculpa para fumar um cigarro no jardim. Ao portão está o avô com o seu eterno cardigan verde água, desta vez sobre uma camisa com padrão de xadrez cinzento sobre azul, um papillon vermelho a destoar ainda mais que o restante conjunto e, ao seu lado, o namorado Mahmoud. "Então, estás a aguentar-te? Ou já descambou?", pergunta o jovem paquistanês, dando-lhe um forte abraço. Têm a mesma idade. Conhecem-se há tanto tempo quanto Tiago que foi o primeiro a saber da relação homossexual do seu avô, numa conversa franca, aberta e especial como eram todas as que tinham, uma espécie de magia entre avô e neto que nenhuma agrura ou contrariedade alguma vez dirimiram. 

Leonardo Saavedra, contabilista de renome, professor de economia numa universidade privada e pândego por vocação, conhecera Mahmoud numa breve passagem por Inglaterra a caminho da Escócia, numa espécie de excursão para conhecer as destilarias de whiskey de Islay. Poucas vezes pusera sua masculinidade em questão, até àquela altura. Tudo mudou. "Deu-me para isto, fazer o quê?”, exclamou, naquele dia, segurando uma mão de Tiago entre as suas duas, dedos curtos e grossos, um sorriso tão contagiante como o que o neto se lembrava, podia jurar, do berço. Tiago nunca sentira qualquer constrangimento quanto à saída do armário do avô.

Ao contrário das considerações que fazia em relação ao casamento da avó, tudo aquilo lhe parecia estranhamente natural. Como se fosse até uma boia que o libertara dos grilhões da sociedade e à qual se agarrava, furiosamente, como defesa da negra e retrógrada mentalidade do pai. Ele e Inês eram, aliás, as duas pessoas com que este invulgar casal mais convivia, de viagens ao fim de semana para mostrar a Mahmoud as maravilhas deste Portugal, às degustações das Masalas que o moço aprendera com a sua mãe. 

Uma vez, os pais de Mahmoud vieram passar uma semana com o filho. E Tiago lembra-se de lhe terem caído todos os preconceitos que ainda sobravam ao ver o profundo amor com que Mr. Dewan cobria o filho, a felicidade que irradiava por vê-lo feliz, contrastando pesadamente, emprestando até algum sentimento de culpa, ao que julgava ser o tradicionalismo muçulmano. Aquele ramo da sua árvore genealógica era, para Tiago, a mais profunda paz. Como este abraço, que agora lhe dá o avô. E que lhe empresta, mais uma vez, tudo o que de bom sempre tirou dele. 

E Leonardo, o velho e sorridente Leonardo sabia-o: “Estás bonito, meu sacana, como sempre. Vais fumar, certo? Esperamos contigo, aqui, entramos juntos, dá-me uma passa", gracejava, de olhos bem abertos. "Trouxeste aquilo?", perguntou Tiago a Mahmoud, referindo-se à comida tradicional de Natal de Goa, o sarapatel (vísceras de porco numa mistura de especiarias com as notas mais notórias no cravinho e na canela), mas que no Punjab, o seu Paquistão, eram de borrego. "Claro, tudo para agradar ao teu pai", gargalhada geral. Entraram, Carlos Saavedra não conseguiu evitar: "Olha, o Osama! É preciso revistar-te ou estamos seguros?", gracejou. E riu-se. Foi o único. 

Todos sentados à mesa. Há vinho tinto Côtes du Rhône, que o Sr. Saavedra comprou numa garrafeira em Lisboa, aconselhado pelo lojista. Foi tão caro que o foie gras, tradicional na consoada francesa e mediante o qual queria fazer um brilharete, teve de ser substituído por um frasco de Terrina de Perdiz. Há enchidos de altíssima qualidade, caseiros e saborosíssimos, e queijos daqueles que a ASAE não pode saber da existência, contribuição do avô Leonardo e que, por sua vez, os recebera de uma grata empresa sua cliente do Alentejo profundo. O bacalhau, as couves, os ovos cozidos, as batatas e o grão-de-bico são colocados no centro, distribuídos por duas enormes terrinas que são, à moda do Bordallo, couves lombardas. 

O fumo sobe em direção ao candeeiro que encima a mesa e é nesse vapor, altamente aromático, que os olhares se fitam. Por brevíssimos segundos, cada um está entregue aos seus pensamentos. Tiago está preocupado com o que o pai poderá dizer, que será sempre para estragar a festa. Inês pensa se deve ou não beber um copo de vinho. Se, porém, não o fizer, as matreiras matriarcas poderão desconfiar. Luena imagina os pais diante de uma caldeirada de cabrito, com a restante família. Tem saudades do Natal com eles. Carlos pensa que o grão-de-bico não é, certamente, de- molhado, deve ser daquele de lata ou frasco, mais valia comer a mistela do “chamuças”. 

Lena pensa que talvez tenha exagerado no sal, porque as postas de bacalhau são muito altas e não demolharam as tais 72 horas necessárias, a última com uma parte de leite. Espera que não. Beatriz pensa no quão triste está o seu filho. Carlos é uma sombra do que fora nos tempos em que namorava com Ana. Vira-a no outro dia, no centro comercial. Com o personal trainer. Não o mesmo. O do novo ginásio, para onde mudara entretanto, por ser mais próximo do trabalho. Nem arrisca referi-lo. Olha de soslaio para o seu ex-marido e enternece-se. Imagina como será Mahmoud deitando a cabeça sobre o peito de Leonardo, na cama, como ela fazia. Pensa sempre nestes termos e não naquilo que será o estranho ato sexual. Leonardo e Mahmoud entreolham-se, sor- riem e dão a mão debaixo da mesa. Estão mortinhos por chegar à sua casa, dormir e, amanhã, almoçar com Tiago e Inês, num restaurante clandestino que só Mahmoud conhece. Interrompe-se tudo isto com a voz roufenha de Carlos: "Queres fazer a oração, Osama? Ou vocês não fazem disso?". Mahmoud sorri, coloca os cotovelos na mesa e entrelaça as mãos: "Desejo que, para nós, muçulmanos, o bacalhau nunca seja um animal impuro. De contrário, vou pecar que me farto". Todos riram. Menos Carlos, o Ebenezer Scrooge de Massa Má.

Artigo originalmente publicado na edição de dezembro de 2019 da Vogue Portugal.

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