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Notícias 19. 4. 2018

#CNILux Dia 2: Philipp Plein na linguagem do showmanship

by Alice Newbold

 

Suzy Menkes conversa com Philipp Plein sobre a sua ascensão à fama e os seus planos para o futuro.

Philipp Plein conversa com Suzy Menkes na CNI Luxury Conference 2018, em Lisboa ©Indigital

Phillip Plein não vende roupa, vende um modo de vida: rápido e furioso. A sua estética rock'n'roll, com a ideia de mais é mais, que é apresentada duas vezes por ano num desfile extravagante que custa milhões, e o seu feed de Instagram, fiel a este espírito, valeram-lhe um lugar de destaque entre os nouveau riche, que também adoram gastar e mostrar. 

O seu showmanship, seja de que forma for visto, tem pernas para andar. Dentro do Philipp Plein International Group, do qual é fundador, existe Philipp Plein, Plein Sport e Billionaire Couture, a marca de homem igualmente bling-tastic, fundada por um dos nomes mais ressonantes da Fórmula 1, Flavio Briatore, em 2005. Como consegiui penetrar um mercado tão difícil para várias marcas novas? Plein partilha os seus segredos e a sua visão única de luxo com Suzy Menkes.  

"Não estava nos meus planos ser um designer, foi uma longa caminhada", disse Plein sobre como a sua pequena marca de mobiliário se transformou num império com perto de 200 lojas e presença shop-in-shop um pouco por todo o mundo. Plein mantém a visão de que são "pequenos peixes num aquário de tubarões.". Nunca pediu nem um euro de empréstimo a um banco, porque "eles não acreditavam na marca, por isso ninguém me dava dinheiro.". O ano passado, mostrou ao mundo quem estava no topo quando Philipp Plein fez 300 milhões de euros, durante aquele que foi o ano de maior sucesso da empresa. 

Os desfiles de Plein - com UFOs, fogo de artifício, burlesco, casas assombradas e tanques monstruosos - podem parecer uma ferramenta de marketing exagerada mas, como explica, foi "forçado a marcar a diferença.". Sem um horário oficial na Semana de Moda, não teve outra opção se não convidar os nomes mais influentes da Moda para a maior festa que alguma vez viram. "Tinha receio, mas as pessoas apareceram desde o primeiro dia. A imprensa pode não vir, mas os clientes estão lá.". Plein está satisfeito com a sua posição de outsider da Moda porque, no Instagram, tem a sua própria comunidade, que conta com milhões de seguidores.  

Na verdade, nos seus desfiles, nunca faltam estrelas pop ou rappers na fila da frente porque, como o próprio diz com um sorriso, "sou uma criança em tamanho grande.". "Nunca devias envelhecer na Moda porque acontece tudo muito rápido. Tens que te manter jovem. Tento alcançar os meus sonhos de criança e conhecer pessoas que são os meus heróis.". 

Plein acredita que a Moda segue a Música, ou que a Música segue a Moda? "A Moda e a Música são muito semelhantes, mas existe uma diferença importante", ressalva. "Os músicos nunca olham para a indústria da Moda como forma de inspiração, mas a Moda olha sempre para a Música. Consegues perceber o tipo de música que alguém ouve pelas roupas que têm. É uma cultura, um movimento.". 

Na questão de como Philipp Plein irá evoluir e adaptar-se aos avanços tecnológicos, tal como a Inteligência Artificial proposta por Sophie Hackford ontem, o designer defende que a indústria ainda não está preparada para isso. "A Moda pode parecer à frente do seu tempo, mas é uma das economias mais antigas do mundo. É da velha guarda!". 

O que se segue? "Não tenho ideia", disse, "Não fazemos planos de cinco anos. Fazemos planos de 12 meses, porque é muito difícil fazer esse tipo de previsão. Toda a minha vida, deixei-me ir.". Para Plein, é importante manter o elemento da surpresa porque, para ele, o futuro já é suficientemente emocionante. 

A quarta edição da conferência anual Condé Nast International Luxury Conference em Lisboa acontece nos dias 18 e 19 de abril. Para mais informações, visite www.cniluxury.com/2018

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