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Notícias 19. 4. 2018

#CNILux Dia 1: Gabriela Hearst e Marques'Almeida - de Portugal para o mundo

by Alice Newbold

 

Sofia Lucas conversa com designers portugueses a residir fora do país sobre a sua herança, as suas criações baseadas na cultura portuguesa e a ética de trabalho, para produzir um luxo genuíno.

Paulo Almeida, Marta Marques, Sofia Lucas e Suzy Menkes no palco da CNI Luxury Conference 2018, em Lisboa ©Indigital

Marta Marques e Paulo Almeida de Marques'Almeida, nascidos em Portugal, e Gabriela Hearst, nascida no Uruguai, têm formas diferentes de expressar a herança dos seus países de língua portuguesa nas suas criações. Para Marques'Almeida, cuja aprendizagem foi adquirida no London's Central Saint Martins College e a primeira coleção possível com o apoio de Fashion East, o foco está em combinar habilidades técnicas com uma estética forte, e muitas vezes distorcida. Para Gabriela Hearst, baseada na cidade de Nova Iorque, as suas peças sofisticadas apoiam-se na sustentabilidade que aprendeu ao crescer num rancho no Uruguai. 

Existe um método português de trabalho? Sofia Lucas, Diretora da Vogue Portugal, colocou a questão à dupla Marques'Almeida na Condé Nast International Luxury Conference. "Nunca tínhamos pensado que havia um método especial português até Louise Wilson, na Central Saint Martins, nos dizer que tínhamos muita seriedade e sinceridade, explicou Marques. "Nós portugueses somos muito sérios, mas de uma forma apaixonada.". 

A autenticidade da marca remonta aos editoriais dos anos 90, celebrando Kate Moss na sua "forma mais natural". "Somos obcecados pelo real", acrescentou Almeida, "e a nossa missão é dar poder a todas as mulheres". A marca utiliza modelos reais, espaços originais para os desfiles e linhas de produção com qualidade portuguesa. 

A única coisa a abalar a ascensão da marca é a perspetiva do Brexit. "Tem um impacto muito pessoal para nós e, claro, deixa-nos preocupados com o caminho do negócio. O monopólio de talento em Londres (onde a marca reside) vai desaparecer - e depois existe o pesadelo logístico das importações e exportações", notou Marques. Por agora, a Casa está a voar nas nuvens com um selo de aprovação garantido pelo Prémio LVMH, um reconhecimento conseguido pela dupla em 2015. A equipa de cinco cresceu para 26, e o que quer que aconteça, terão sempre o apoio de Portugal. 

Karla Martinez de Salas, Gabriela Hearst e Suzy Menkes no palco da CNI Luxury Conference 2018, em Lisboa ©Indigital

Gabriela Hearst também reflete acerca da sua influência, e qual a implicação que ser uma cidadã do mundo teve no sucesso do seu modelo de negócio. Uma casa em Nova Iorque, uma ligação forte ao Uruguai e as raízes portuguesas da mãe deram origem à sua paixão pelo "luxo honesto". "Só compro os melhores materiais que encontro, e trabalho com os melhores artesãos.". 

"Quando cresces num rancho, tens uma visão sempre à frente do acontecimento", explica, fazendo referência ao seu compromisso com a longevidade e a sustentabilidade, herdado pela sua família que cria ovelhas e gado há seis gerações. "Crias as coisas com qualidade porque elas precisam de durar.". 

A sua linha de carteiras é um indicativo desta ideia "anti-novidade". Manteve a distribuição reduzida para otimizar a qualidade e evitar uma exposição desmedida. As peças luxuosas em pele cedo ganharam uma lista de espera mas, ao invés de aproveitar a elevada procura, Hearst doou os ganhos de uma semana à organização Save The Children. "Acredito que estamos todos ligados, por isso, qualquer que seja o teu foco - mais amplo ou menos amplo - deves usar a tua influência.". 

Numa era onde tudo está disponível com um simples clique, Hearst construiu e continua a cimentar a relação com os seus consumidores, que compreendem a responsabilidade da indústria de luxo em contribuir para uma causa maior. 

A quarta edição da conferência anual Condé Nast International Luxury Conference em Lisboa acontece nos dias 18 e 19 de abril. Para mais informações, visite www.cniluxury.com/2018

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