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Cinco peças para voltar aos teatros

20 Apr 2021
By Catarina Simões

O público enche a sala, com a devida distância de segurança. Ajeitam-se as máscaras. As luzes apagam-se. Ilumina-se o palco. E começa o espetáculo. As portas do teatro estão de novo abertas, para fazer rir, chorar e pensar.

O público enche a sala, com a devida distância de segurança. Ajeitam-se as máscaras. As luzes apagam-se. Ilumina-se o palco. E começa o espetáculo. As portas do teatro estão de novo abertas, para fazer rir, chorar e pensar. O teatro é o primeiro soro que o homem inventou para se proteger da doença da angústia. E, nestes tempos atípicos que vivemos, o teatro pode ser a melhor vacina para a tristeza. Para matar as saudades do teatro - que tantas saudades sentia do seu público - seguem-se cinco peças para desfrutar.

Perfeitos desconhecidos

Perfeitos Desconhecidos

Onde: Teatro Maria Matos, Lisboa.Quando: de 21 de abril a 27 de junho.

Perfeitos Desconhecidos é uma peça inspirada no filme do diretor e argumentista italiano Paolo Genovese. Diretamente do cinema, salta para as salas de teatro a versão portuguesa, que ficou a cargo de Pedro Penim, encenador, dramaturgo e cofundador do Teatro Praga. A história gira à volta de sete amigos de longa data que se juntam num jantar. Porém, a anfitriã propõe que cada um dos presentes coloque o seu telemóvel de parte; sempre que receber uma mensagem, ou telefonema, terá de a ler, ou atender, em voz alta, para o resto do grupo. Esta peça vem ao encontro do famoso ditado popular “Nem tudo é o que parece”. E se, num grupo de amigos, todos forem, afinal, perfeitos desconhecidos?

Monólogos da vagina

Monólogos da Vagina

Onde: Coliseu do Porto.Quando: 28 e 29 de maio.

Os Monólogos da Vagina voltam aos palcos depois de muitos espetáculos adiados devido ao estado de emergência. Protagonizado por Teresa Guilherme, Paula Lobo Antunes e Marta Andrino, a peça aborda a experiência feminina de forma divertida e completamente livre de tabus. A imagem corporal, o sexo, o nascimento, a violação, a prostituição, ou a mutilação genital femenina, são uns dos muitos assuntos abordados, de forma simples e descomplexada. Todos os anos, um novo monólogo é adicionado para destacar alguma situação atual que afete a condição da mulher em todo o mundo. A peça já foi vista por mais de 19 mil pessoas e promete fazer pensar ao mesmo tempo que largamos gargalhadas.

A Peça Que Dá para o Torto

A Peça que Dá para o Torto

Onde: Casino de Lisboa.Quando: de 21 a 13 de maio.

Os atores enganam-se nas falas. Nada está onde deve estar. O cenário começa a partir-se. Neste espetáculo, tudo dá para o torto. E ainda bem. A peça é uma recriação da produção feita pela Mischief Theatre Company, que estreou há cinco anos, em Londres. A versão portuguesa foi traduzida e adaptada pelo humorista Nuno Markl, que afirma que deveria ser proibido haver um espetáculo tão divertido. O objetivo, curiosamente, é encontrar um assassino. Mas, pelo meio... tudo dá para o torto.

Noite de Estreia

Noite de Estreia

Onde: Teatro da Trindade InatelQuando: de 22 de abril a 6 de junho.

A Noite de Estreia é o lugar antes de entrar em cena. O sítio que testemunha a realidade que não se vê, que fica oculta, nos bastidores. A peça centra-se numa atriz que vive uma crise existencial e uma luta com a sua personagem e o mundo em que vive. É um conflito entre a realidade e a ficção. Com a interpretação de caras bem conhecidas do público, como Dalila Carmo, Heitor Lourenço ou João Araújo, esta espetáculo promete refletir sobre diversos temas da sociedade atual. Na véspera da estreia, haverá um ensaio solidário à qual todas as receitas revertem para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

A Margem do Tempo

A Margem do Tempo

Onde: Cine-Teatro Louletano, Loulé.Quando: dia 27 de abril.

Aos 92 anos e ao fim de 80 anos de carreira, Eunice Muñoz, prepara-se para abandonar os palcos. Durante uma hora, a consagrada atriz, juntamente com a neta, Lídia Munõz, contracenam ao som da banda sonora criada pelo maestro Nuno Feist. Cada uma interpreta a mesma mulher em épocas diferentes, refletindo sobre o papel da mulher na sociedade e as mudanças do mesmo ao longo do tempo. Este espetáculo intimista representa um passar de testemunho e o adeus à grande senhora dos palcos portugueses, Eunice Muñoz.

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