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Tendências 26. 6. 2020

Oito novos artistas musicais LGBTQIA+ para ouvir em loop

by Hattie Collins

 

Embora celebremos o Orgulho LGBTQIA+ todos os dias, dedicamos mais tempo a gritar mais alto este orgulho em junho. Com mais e mais músicos a juntar-se à marcha pela igualdade, mostramos oito dos novos artistas queer que se estão a solidificar na indústria.

Joy Oladokun

 
 
 
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Criada na zona rural do Arizona e atualmente a residir em Los Angeles, Oladokun - que se descreve como uma “sensitive stoner” - já foi comparada a Adele, Tracy Chapman e Stevie Nicks, graças à crueza que leva no seu estilo musical, que une o Americana, folk e pop. Joy descreve a sua música Bad Blood como um pedido de desculpas a si mesma, enquanto a emocionante Breathe Again retrata a ansiedade como um demónio à espreita numa cave: “Collecting debts I didn’t owe” (“A colecionar dividas que não são minhas”, em português). Como composiçõe tão marcantes, não admira que esteja a acumular fãs como Ciara, que anunciou a sua segunda gravidez ao som de No Turning Back. Fique atento ao próximo álbum de Oladokun, In Defense of My Own Happinesss, Volume 1, editado no próximo dia 17 de julho.  

Arlo Parks 

 
 
 
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Ainda adolescente, Parks de 19 anos, faz músicas que ao mesmo tempo que desfazem o coração nos enchem de amor. Black Dog, editado recentemente, é uma dissecação devastadora da depressão, enquanto a confessional Cola dispensa um ex-parceiro com um “I loved you to death, and now I don’t really care” (“Amei-te até à morte, agora não quero saber”, em português). Eugene, por outro lado, é uma música que muitas pessoas queer se identificam, pois Parks pensa em apaixonar-se por um amigo. Um talento colossal que com um grande futuro pela frente.

Kaash Paige 

 
 
 
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Atualmente com 336 mil seguidores no Instagram, a adolescente nascida em Dallas - cujo primeiro nome significa ‘Kill All Arrogance Stop Hatred’ - tem um som muito virado para o R&B, que registou milhões de streamings num ápice. No ano passado, lançou o EP Parked Car Convos com oito faixas, que refletia sobre Fake Friends, mulheres más e maus hábitos, e apresentava a música favorita do TikTok, Love Songs, que chamou atenção não só de Kylie Jenner como das tabelas musicais, conseguindo ficar seis semanas no topo da lista de músicas virais do Spotify. Recentemente lançou Jaded, enquanto o tão aguardado álbum de estreia, Teenage Fever, será editado ainda este verão.  

Jakk Fynn  

 
 
 
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Descreve-se como um cantor trans-Latinx. Jakk Fynn cresceu numa família cristã evangélica mexicana e, recentemente, trouxe para cima da mesa algumas implicações devastadoras de ser trans enquanto realiza algumas das interações sociais mais simples, como o caso de ir a uma loja. A música do cantor de Los Angeles, explora a construção de género, desafiando ideias de masculinidade, além de defender o amor próprio e a aceitação em músicas como Fire e o mais recente single Heal, extraído do EP Canceled, lançado em fevereiro de 2020.

Wafia 

 
 
 
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I’m really so blown away by the love you’ve shown Pick Me. I feel so thankful that I get to share these vulnerable and intimate life moments with you through music and that I’m met with so much love, kindness and support from you every time. Thank you for listening/sharing/dancing to my little baby. I have to thank @spotify, @applemusic, @amazonmusic, @youtubemusic for the playlists additions and giving my music a platform to reach more ears. And while I’m saying my thanks, I can’t go without mentioning @ohkellogg @_natbat @atlanticrecords @warnermusicaustralia @maureen_kenny @reasonordisorder John Hill @brooks.roach @jessica_nall @madisonvickery__ @b_money_z @catlorenza @gillianraebar. I love love love this team, I’m humbled by the care and attention you all give this project. Thank you ?

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Nascida na Holanda, filha de pai iraquiano e mãe síria, Wafia Al-Rikabi é uma ex-estudante de biomedicina criada na Austrália. A sua música reflete a sua interseccionalidade como uma mulher muçulmana árabe que viaja pelo mundo, investigando a identidade, a sexualidade, a política e, claro, o amor. A música Bodies desmonta a ideia monolítica de migração, enquanto que Pick Me, o seu mais recente single, escrita no final de um relacionamento tumultuoso, é dedicada ao auto-empoderamento. No Instagram pode descobrir aquilo que anda a fazer, assim como receitas incríveis de hummus e baklava da mãe. 

Miss Blanks 

 
 
 
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Esta rapper e ativista samoano-holandês, nascida na Austrália, é uma lufada de ar fresco. Com uma mensagem de empoderamento para as pessoas trans espelhadas pela sua música, os fãs de Miss Blanks incluem Charli XCX, para quem fez a curadoria do concerto da britânica em Brisbane. Miss Blanks deu continuidade ao EP Diary of a Thotaholic com um single, muito underrated, Tommy, uma canção sobre estar cedo por amor.

Shaed

 
 
 
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Este trio de Washington DC, que tem como integrantes os gémeos Max e Spencer Ernst, e a esposa deste último, Chelsea Lee, já teve milhões de transmissões com o estrondoso sucesso Trampoline, que apresentaram em programas de TV, incluindo Jimmy Kimmel Live! e The Late Show With James Corden. O único membro gay do grupo, Max, espera tornar a conversa queer muito mais popular e tem como missão ser muito vocal sobre os direitos LGBTQIA+. O álbum de estreia de Shaed está previsto para este ano.

Keynan Lonsdale 

 
 
 
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Deu vida ao interesse amoroso no romance gay Love, Simon, e foi esse mesmo filme que deu ao ator e cantor australiano Keiynan Lonsdale o repto para se assumir. O charmoso single Rainbow Dragon levantou o véu para aquilo que podíamos esperar do seu álbum de estreia, Rainbow Boy, um álbum “queer AF and black AF”, como o próprio afirmou na sua conta de Instagram. Gay Street Fighter merece destaque, na música ele afirma que “todo o mundo” é gay, “até Deus”. Com quase um milhão de seguidores e dois em filmes em andamento - Work It e Weetzie Bat, produzidos por Alicia Keys, ao lado de Sasha Lane e Nick Robinson - o futuro de Londsale está garantido na vanguarda da cultura queer.

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