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Amanda Norgaard: “Quando escrevo, não é um ato cognitivo.”

18 Sep 2020
By Rui Matos

Existe Amanda, a modelo; Amanda, a poetisa; Amanda, a instrutora de yoga e meditação. E depois existe Amanda Norgaard, que é tudo isto e muito mais.

Existe Amanda, a modelo; Amanda, a poetisa; Amanda, a instrutora de yoga e meditação. E depois existe Amanda Norgaard, que é tudo isto e muito mais.

Amanda Norgaard veste cardigan Mango, da nova coleção de malhas.
Amanda Norgaard veste cardigan Mango, da nova coleção de malhas.

Se tivéssemos que personificar o estilo nórdico numa única pessoa, provavelmente diríamos Amanda Norgaard. Porquê? Basta olhar para o seu feed de Instagram. E claro que estamos a falar do seu estilo impecável e, temos que admitir, invejável. Mas aquele allure muito próprio que as nordic girls emanam: effortless em tudo e sempre muito conscientes. Além de um sentido estético muito (bem) apurado e de uma poesia contemporânea, é no yoga e na meditação que Norgaard vai buscar a plenitude que transmite a léguas de distância. 

No próximo dia 19 de setembro, a modelo vai estar no Instagram da Mango, às 12h, com uma live session de meditação. Este foi o ponto de partida perfeito para conversar com Norgaard e ficar a conhecer esta nordic girl.

Quando é que o yoga e a meditação começaram a ser uma ferramenta importante do quotidiano?

Desde muito jovem que sou uma curiosa e observadora da vida interna e externa de todos os seres vivos e do nosso planeta. Tenho praticado várias formas de yoga e meditação como uma ferramenta para descobrir o fio vermelho, ou aquilo que nos move e nos conecta, através do corpo/mente/sistema. Eu prático e ensino Yoga Kundalinie Meditação, porque é a forma do yoga que me move e me cura em todas as camadas do meu ser. Testemunhei um crescimento diário tão lindo na minha vida e na dos meus alunos, não há nada mais gratificante do que isso.

Num momento tão turbulento como este que estamos a viver, como é que estas práticas te ajudaram a manter uma mente sã?

Para mim, ter uma prática diária em que limpas a mente e te conectas contigo e com a tua respiração é fundamental, ainda para mais nestes tempos de excesso de informação e tecnologia. Eu vejo a minha prática diária como o primeiro e mais importante encontro comigo mesma. Uma janela de tempo onde eu me conecto com alma, dando a mim mesma uma banho mental. Faço correr uma energia nova e vital para o meu corpo, desta forma estou a operar com energia de alta qualidade onde posso navegar através da pressão e direcionar a minha energia e visão para uma direção positiva.

Que dicas nos podes dar para sermos mais conscientes com a meditação e o yoga?

Yoga significa união e, para mim, união é “tu em tu” - yoga é estabelecer esse relacionamento contigo, onde tu te sentes profundamente ancorada no amor-próprio e na alegria, mesmo quando a vida não é tão fácil. Então, é tudo sobre a tua experiência. Tentem dedicar, todos os dias, 10 minutos a alguns exercícios de respiração consciente, movimento de corpo e três minutos de meditação, seja a Meditação Kundalini ou outras variações. Eu conduzo uma prática diária online chamada The Practice, onde tu viajas 40 dias comigo e com uma enorme comunidade de mulheres.

Além do trabalho como modelo e do yoga, a Amanda também escreve poemas.

Sempre tive a tendência de desaparecer para outros mundos. Aprendi a ler sozinha aos quatro anos e apaixonei-me pelas palavras, pelas histórias, pelas emoções e pelas aventuras que proporcionam ao leitor. Comecei a escrever quando tinha oito anos. Lembro-me de dizer ao meu pai que queria ser uma autora quando crescesse, o que não é muito cool para uma criança. Quando escrevo, não é um ato cognitivo, antes pelo contrário, é uma coisa que flui dentro de mim. Às vezes é como uma brisa subtil, outra vezes é uma tempestade, mas o espírito move-se através de mim e eu certifico-me apenas de anotar tudo. Um poema pode acontecer a qualquer hora: enquanto caminho, enquanto durmo, em movimento, no supermercado - mas preenche-me sempre com graça e é uma poderosa meditação para mim. Sinto-me unida a todos os seres vivos à minha volta.

Ultimamente, quais são os poemas que tem lido?

Atualmente estou a ler Ecstatic Poems, de Kabir, um poeta antigo e místico sobre quem pouco se sabe. 

O que é que a inspira a escrever poemas?

Os ciclos da vida, das trevas à luz, a graça da mulher, o poder do amor, o profundo mistério deste mundo dentro de nós e ao nosso redor. Qualquer coisa que mova o universo. A poesia é uma forma de experimentar isso e viver com mais profundidade, mas também de descrever o que às vezes é indescritível.

 

 

Estamos cada vez mais próximos do outono/inverno, quais são os coordenados que vão fazer parte do guarda-roupa?

Sou uma pessoa muito leal, nos relacionamentos, nas amizades e quando se trata de estilo também. Nos últimos anos, tendo sido muito consciente. Mas, a cada dois invernos, compro sempre algumas camisolas e meias quentes. Dessa forma, sinto-me mais equilibrada, enquanto estou quente e aconchegada.

Quais são as inspirações para a próxima estação?

As minhas inspirações vêm da minha rotina diária, livros, filmes e palavras. Nesta estação, estou a aprofundar o meu relacionamento com a arte de relaxar e não fazer nada. Longas caminhadas sem telemóvel, mas com presença e paz.

O que é que tem planeado para o livestream da Mango?

Nesta sessão, tenciono criar um espaço autêntico e seguro no universo virtual, para que as pessoas abram os seus corações e vivenciem um amor profundo. Quando experimentamos o amor-próprio, um amor pulsante e a aceitação de quem somos, as coisas boas acontecem. Não para nós, mas para todos ao nosso redor. É nisso que tenciono guiar esta sessão.

Rui Matos By Rui Matos

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