Fotografia: Giovanni Giannoni/ WWD via Getty Images
O designer deixa a marca após dois anos e meio de mandato.
A Moschino anunciou que o seu diretor criativo, Adrian Appiolaza, deixou a marca. O designer argentino esteve à frente da marca, propriedade do Grupo Aeffe, durante dois anos e meio. Segundo a empresa, o seu sucessor será confirmado oportunamente.
“Gostaria de agradecer a Adrian Appiolaza pela sua importante contribuição para o desenvolvimento da Moschino nos últimos dois anos e desejar-lhe todo o sucesso nos seus futuros projetos profissionais”, afirmou Massimo Ferretti, presidente executivo do Grupo Aeffe, num comunicado divulgado na sexta-feira.
Appiolaza foi nomeado para a marca em janeiro de 2024, depois de David Renne — que tinha sido escolhido para suceder a Jeremy Scott, após um mandato de 10 anos à frente da marca — ter falecido repentinamente com apenas 46 anos, apenas 10 dias após assumir o cargo de diretor criativo da Moschino. Appiolaza juntou-se à Moschino vindo da Loewe, onde trabalhou como diretor de design de ready-to-wear durante 10 anos. Antes disso, trabalhou na Chloé sob a direção de Clare Waight Keller, na Louis Vuitton sob a direção de Marc Jacobs e na Miu Miu sob a direção da própria Miuccia Prada.
“Tive a oportunidade extraordinária de expressar a minha criatividade para uma importante marca italiana com um património criativo extraordinário como a Moschino. Estou grato à Aeffe e, em particular, a Massimo Ferretti, por esta oportunidade. Gostaria também de agradecer a toda a equipa criativa com quem partilhei esta experiência intensa”, afirmou Appiolaza no comunicado.
Na Moschino, Appiolaza combinou o excesso e o humor pelos quais a marca é conhecida com um corte elegante e peças de qualidade; nas últimas temporadas, integrou detalhes mais discretos (tão discretos quanto a Moschino pode ser) em coleções repletas de ironia, numa tentativa, como se pode supor, de atrair um leque mais alargado de clientes. Numa análise de 2025, Nicole Phelps referiu-se a isto como a sua equação “excêntrica, mas real” para a marca.
Ainda assim, a marca tem enfrentado dificuldades nos últimos anos sob a alçada do Grupo Aeffe, que também detém marcas como a Alberta Ferretti e a Pollini, cujas receitas registaram uma queda de 24,5% até setembro de 2025, conforme confirmado pela empresa em novembro de 2025, aquando do adiamento da publicação e aprovação dos seus resultados oficiais no âmbito de um processo pré-falimentar. Esta foi a última vez que a empresa divulgou os seus resultados financeiros. A saída de Appiolaza ocorre no âmbito de uma reestruturação mais ampla e surge na sequência da nomeação de Riccardo Bagolin como diretor-geral a 3 de junho, a quem foi confiada a tarefa de liderar a recuperação do Grupo Aeffe, em conjunto com o diretor de reestruturação, Stefano Falliti.
Os especialistas do setor especulam que Loris Messina e Simone Rizzo, os fundadores da marca Sunnei, sediada em Milão, assumirão o cargo de diretores criativos, mas a marca ainda não confirmou essas notícias.
Traduzido do original, disponível aqui.
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