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Palavra da Vogue 18. 9. 2020

E depois do adeus, adeus

by Ana Murcho

 

Charles de Gaulle dizia que “o fim da esperança é o começo da morte.” No entanto, e não querendo desrespeitar a sabedoria do heróico general, o fim da esperança pode significar, muitas vezes, o começo da vida.

A sua existência foi um desassossego, do princípio ao fim. Talvez por isso, Fernando Pessoa tenha começado a escrever o Livro do Desassossego logo aos 25 anos, tarefa que o acompanhou até ao fim da vida – e que, para nosso azar, deixou inacabada. Oficialmente assinado por Bernardo Soares, um dos seus vários heterónimos, a obra é um compêndio de confissões, frases que mais parecem poemas de desamor, e textos de interpretações múltiplas. Em todos eles, o escritor tenta encontrar (algum) sentido para a realidade que o rodeia. “São as minhas confissões e, se nelas nada digo, é que nada tenho para dizer”, alerta no início, como quem aceita entrar num gigantesco labirinto, sabendo à partida que poucas das questões que se propõe lançar terão resposta. O longo excerto que se segue, no parágrafo seguinte, é representativo dessa permanente angústia pessoana, e é representativo, também, de um tipo de sentimento diferente, bem distinto, do que normalmente associamos à noção de esperança, essa crença, ou disposição do espírito, de que algo de bom irá acontecer. Dito de outra forma, ele é representativo do momento em que aceitamos que há momentos, circunstâncias, em que a esperança, pura e simplesmente, não tem mais para onde se voltar. Aprendemos desde cedo que “a esperança é a última a morrer” ou que “enquanto há vida há esperança”, mas a existência prova-nos, a todos nós, que, em muitos casos, não existe mais espaço para a esperança. E isso, note-se, não tem de ser o fim nem o começo de nada; não tem de ser uma hecatombe. Pelo contrário, pode ser a hipótese de um recomeço e, de certa forma, uma libertação. Ainda assim, não nos precipitemos. Deixemos que Pessoa/Soares nos ensine algo sobre o assunto, antes de saltarmos para conclusões, algo tão comum neste promíscuo século XXI.

“Pertenço a uma geração que herdou a descrença na fé cristã e que criou em si uma descrença em todas as outras fés. Os nossos pais tinham ainda o impulso credor, que transferiam do cristianismo para outras formas de ilusão. Uns eram entusiastas da igualdade social, outros eram enamorados só da beleza, outros tinham a fé na ciência e nos seus proveitos, e havia outros que, mais cristãos ainda, iam buscar a Orientes e Ocidentes outras formas religiosas, com que entretivessem a consciência, sem elas oca, de meramente viver. Tudo isso nós perdemos, de todas essas consolações nascemos órfãos. Cada civilização segue a linha íntima de uma religião que a representa: passar para outras religiões é perder essa, e por fim perdê-las a todas. Nós perdemos essa, e às outras também. Ficámos, pois, cada um entregue a si próprio, na desolação de se sentir viver. Um barco parece ser um objeto cujo fim é navegar; mas o seu fim não é navegar, senão chegar a um porto. Nós encontrámo-nos navegando, sem a ideia do porto a que nos deveríamos acolher. Reproduzimos assim, na espécie dolorosa, a fórmula aventureira dos argonautas: navegar é preciso, viver não é preciso. Sem ilusões, vivemos apenas do sonho, que é a ilusão de quem não pode ter ilusões. Vivendo de nós próprios, diminuímo-nos, porque o homem completo é o homem que se ignora. Sem fé, não temos esperança, e sem esperança não temos propriamente vida. Não tendo uma ideia do futuro, também não temos uma ideia de hoje, porque o hoje, para o homem de ação, não é senão um prólogo do futuro. A energia para lutar nasceu morta connosco, porque nós nascemos sem o entusiasmo da luta. Uns de nós estagnaram na conquista alvar do quotidiano, reles e baixos buscando o pão de cada dia, e querendo obtê-lo sem o trabalho sentido, sem a consciência do esforço, sem a nobreza do conseguimento. Outros, de melhor estirpe, abstivemo-nos da coisa pública, nada querendo e nada desejando, e tentando levar até ao calvário do esquecimento a cruz de simplesmente existirmos. Impossível esforço, em que[m] não tem, como o portador da Cruz, uma origem divina na consciência. Outros entregaram-se, atarefados por fora da alma, ao culto da confusão e do ruído, julgando viver quando se ouviam, crendo amar quando chocavam contra as exterioridades do amor. Viver doía-nos, porque sabíamos que estávamos vivos; morrer não nos aterrava porque tínhamos perdido a noção normal da morte. Mas outros, Raça do Fim, limite espiritual da Hora Morta, nem tiveram a coragem da negação e do asilo em si próprios. O que vivemos foi em negação, em descontentamento e em desconsolo. Mas vivemo-lo de dentro, sem gestos, fechados sempre, pelo menos no género de vida, entre as quatro paredes do quarto e os quatro muros de não saber agir.”

O desabafo de Pessoa/Soares está intrinsecamente ligado ao mundo que conheceu, uma espécie de terra de ninguém, que apanhou a transição do século XIX para o século XX. Pessoa/Soares morreu com 47 anos, e a angústia de viver num país sem rumo – em que a política e a religião, que deveriam “guiar o povo” eram sinónimos de instituições dúbias e arcaicas, que o faziam duvidar de um amanhã mais próspero – corroía-lhe as entranhas. Daí que as suas palavras sejam, no fundo, a metáfora dessa falta de esperança generalizada num Portugal que tinha perdido, há muito, a sua identidade. É por isso que esta passagem do Livro do Desassossego, escrita há mais de cem anos, continua tão atual como no dia, ou na noite, em que foi passada para o papel. Ela fala, por exemplo, na descrença de uma humanidade que se vê a braços com guerras sem fim (a Síria é um exemplo silencioso de tudo o que nos faz perder a esperança, por exemplo, no diálogo e na empatia), no número anormal, e trágico, de mães e bebés que morrem durante o parto por falta de condições médicas básicas (em 2019, segundo a ONU, a cada 11 minutos uma mãe ou um bebé morreram durante, ou logo após, o parto), do aumento de comportamentos extremistas, quase fundamentalistas, tanto a nível político como a nível social (veja-se a crescente força dos partidos de direita e, por outro lado, a agressividade da chamada cultura de cancelamento), das pessoas que desistem de viver porque se sentem perdidas, sozinhas, ou apenas desesperadas (em Portugal, a taxa de suicídio por cada 100 mil habitantes é avassaladora e, segundo dados da ONU, em 2016 suicidaram-se 1.450 pessoas). O catálogo de sofrimento e indigência global é quase infinito. Há mil e uma razões para não perder a esperança, porque a cada novo dia, com o nascer do sol, ela renasce; mas num planeta governado por líderes como Donald Trump, há mil e uma razões para desistir dela. E fazer as pazes com isso.

Vivemos numa cultura que apela à esperança, em todas as suas formas. A mais recente, “Vamos Todos Ficar Bem”, coloca uma pressão invisível em cima de cada um de nós, que se sente impelido a vencer, ou ultrapassar, alguma coisa, seja o trabalho que está em risco, a relação que piorou com a pandemia, o stress que aumentou para níveis impensáveis durante o confinamento, o medo do desconhecido deste “novo normal.” Claro que, quando estamos perante o nosso juízo final diário, que normalmente acontece quando pousamos a cabeça na almofada, “Queremos Todos Ficar Bem”, mas nem sempre é possível. E não há mal nenhum nisso. A budista tibetana Pema Chödrön sugere uma alternativa a esta ideia – abandonemos a esperança. “A esperança e o medo vêm do sentimento de que algo nos falta; vêm de um sentimento de pobreza. Pura e simplesmente, não podemos relaxar com nós mesmos. Apegamo-nos à esperança, e a esperança rouba-nos o momento presente. Sentimos que outra pessoa sabe o que está a acontecer, mas que há algo que falta em nós e, portanto, algo que falta no nosso mundo.” É de reforçar que Chödrön destaca o facto de, habitualmente, a esperança estar ligada ao apego, e isso fazer com que “esperar que certas coisas ocorram de determinada forma” torna-se uma condição para a nossa felicidade. Como escreve o site Mind That Ego, “é difícil evitar essa armadilha, uma vez que a esperança está enraizada na nossa cultura. A Wikipedia define esperança como ‘um estado de espírito otimista’. O oposto de esperança é a desesperança ou o desespero.” Porém, se a entendermos tal como propõe a monja Chödrön, talvez consigamos perceber que o oposto da esperança não é o desespero, antes a libertação. Porque, sem darmos por isso, a esperança pode tornar-se uma “prisão mental” que nos condiciona: esperamos encontrar um grande amor; esperamos construir uma família perfeita; esperamos encontrar o emprego dos nossos sonhos; esperamos ter o grupo de amigos mais coeso; esperamos que a nossa equipa de futebol ganhe todos os jogos; esperamos poder passar férias em lugares paradisíacos; esperamos que os problemas de saúde graves não nos atinjam, nem a nós nem aos nossos; esperamos que este governo seja melhor do que o anterior... É como se tivéssemos herdado uma to-do list que paira constantemente sobre as nossas cabeças, a fazer barulho, e pressão, dia sim, dia também. Só que, ao mesmo tempo, somos incapazes de ignorar aquele grilo falante que nos pergunta, sem rodeios: “Porque raio é que haveríamos de abandonar a esperança, algo supostamente positivo, em prol de algo que desconhecemos e que a sociedade, ou os outros (são sempre os outros) veem como negativo?”

Como é que se lida com o fim da esperança, ou melhor – há uma "forma correta" de lidar com o fim da esperança? Lançamos a pergunta a Filipa Jardim da Silva, Psicóloga Clínica e Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde. “A esperança pode desvanecer-se quando o sonho ou o objetivo que persistimos deixou de fazer sentido. A vida está em permanente mudança pelo que importa atualizar também as nossas ambições. Pode ser difícil deixar ir o que ambicionávamos, mas permitir que alguns sonhos morram é abrir caminho para que outros novos sonhos nasçam. Quando não atualizamos as nossas metas permitimos que a desesperança e o desalento tomem conta de nós. É importante reconhecer isso e não nos resignarmos à frustração de uma vida infeliz. Há que nivelar os níveis de esperança, partindo do momento presente e criando objetivos assentes na nossa zona de ação e considerando o nosso ponto de partida e o contexto atual.” E devemos ter vergonha em aceitar o fim da esperança, seja por que motivo for? "Por a esperança ser dos últimos sentimentos a morrer não significa que não possa extinguir-se. Há que dar legitimidade a esse fim e transição como qualquer outro. A esperança anda de mãos dadas com a persistência. Há que, contudo, diferenciá-la de obstinação. Se é importante lutarmos pelos nossos sonhos e objetivos, que essa luta não seja a qualquer custo nem que se prolongue mais no tempo do que aquilo que é saudável para nós. Somos seres em permanente transformação pelo que sendo tudo mutável em nós, é natural que a esperança também o seja.” Relembramos as palavras de Chödrön. Queremos saber porque é que, muitas vezes, principalmente a nível social, o fim da esperança é encarado como sinal de derrota, quando ela encerra, em si mesma, de certa forma, o começo de uma nova esperança. Segundo Filipa Jardim da Silva, "é encarado como sinal de derrota porque personalizamos em demasia os nossos resultados, perdendo de vista o contexto. Podemos acalentar o sonho de ter lhos e não o conseguir, de casar e não acontecer, de ter um determinado salário e emprego e falharmos essas metas. Numa sociedade que privilegia o sucesso e o ter, em detrimento da aprendizagem e do ser, é natural que estes insucessos sejam encarados como derrotas, assim como o fim da esperança que lhes é associada. É preciso flexibilizar a nossa mentalidade e ganhar uma perspetiva de crescimento em relação à vida. Se não alcançámos um determinado objetivo depois de muita persistência e esperança, então é porque esse objetivo não dependia inteiramente de nós, ou foi mal definido de partida, ou porque há um outro objetivo mais ajustado considerando as pessoas que somos e o que precisamos. Não há sonhos de primeira nem segunda categoria, simplesmente há sonhos e objetivos diferentes, e há muitas maneiras distintas de se desenhar um projeto de vida relativamente feliz e bem-sucedido.” Moral da história: poderá o fim da esperança ser, afinal, libertador? “Sem dúvida que deixar ir a última dose de esperança, permitindo deixar morrer o que acalentávamos pode ser muito libertador e abrir espaço para que novos sonhos e uma esperança revigorada surja. Quando perpetuamos as emoções dentro de nós elas tendem a tornar-se tóxicas, pelo que é importante privilegiarmos a capacidade de identificar, nomear e regular cada sentimento para que ele possa vir e ir cumprindo a sua missão.”

Nem todas as histórias são iguais. Há umas que são mais dolorosas do que outras, para as quais não há chão possível. Como o desaparecimento de um ente querido. Existe um “prazo de validade” para lidar com o fim da esperança, para o aceitar, ou depende de cada um de nós, perguntamos a Filipa Jardim da Silva. Porque em casos como a morte, em que não existe retorno, nem consolo, nem solução, os processos de cura podem ser diferentes de pessoa para pessoa. “Lidar com o fim da esperança constitui um processo de luto em que necessitamos abdicar da necessidade que as coisas tivessem acontecido de uma forma diferente e percorrer um conjunto de etapas desde a revolta, negação e tristeza até à aceitação e pacificação face à realidade. É um processo desafiante. Para conseguirmos fazer um luto saudável e deixar ir a esperança para abrir espaço a novos sonhos e à vivência do momento presente é necessário investir no nosso autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Sem recursos emocionais robustos pode ser bastante mais difícil fazer este processo de forma saudável e autónoma.” Esta é a explicação científica. Este é o testemunho real, escrito por José Santana, diretor da GQ Portugal: “Quando a Vogue me pediu um testemunho sobre ‘O fim da esperança’, a reação imediata, dentro de mim foi: ‘Tão bom poder falar deste tema!’ Depois, continuei a ouvir a explicação da chefe de redação relativamente ao artigo, e percebi que o testemunho que ela queria do meu lado era sobre o fim da esperança quando alguém morre. Acho que disfarcei a minha desilusão, e a minha cabeça começou a navegar nas palavras que já não ia escrever; já não haveria lugar para um ‘depois de qualquer desgosto, virá uma nova esperança, seja ela qual for’, pensei para mim, porque, em relação à morte, em relação ao último fim, não há nada que se possa dizer. Do ‘bolo’, eu fiquei com a pior fatia. E sem saber bem porquê, senti-me incomodado. Talvez por alguém me pedir para ir lá, à morte. A morte que me levou duas irmãs e um pai no espaço de meses, há tão pouco tempo. Desde esse dia, até agora, quando escrevo estas linhas, o tema não me saiu da cabeça. De que serve a esperança quando chega a morte? E a resposta é: não serve de nada. Alguém que amamos não é uma esperança. É muito mais que isso. A esperança pode morrer, mas essa pessoa dentro de nós não. Só temos esperança numa coisa quando não a temos. Por isso, normalmente, quanto pior estão as coisas mais precisamos de esperança. E eu nunca precisei de ter esperança para ter as minhas irmãs, ou o meu pai. Elas (eles) eram. Existiam, e isso parecia bastar. A esperança que aconteça um milagre, e que a pessoa que amamos sobreviva a uma doença terrível, é um período de tempo e não pode transformar-se no todo. Voltar a ter as recordações que sempre tivemos, voltar a lembrar-nos de marcas do nosso feitio ou gostos que foram de alguma maneira consequências dessa pessoa ter feito parte da nossa vida. Continuam a acompanhar-nos no pensamento exatamente como antes. Talvez até com mais força. Como uma obra que ganha força quando o seu autor morre. No fim de um amor, a esperança levar-nos-á para um novo amor – na verdade essa é a verdadeira morte de um amor que teve vida própria, sonhos, vivências, e que agora já não é nada. Na morte o amor não morre. Na morte as pessoas amadas não morrem. Para quem acredita numa (outra) vida depois da morte, como é o meu caso, é só uma espera até ao reencontro. Para quem não acredita, no fundo, no fundo... terá de aceitar a esperança de, talvez, estar enganado.”

É a pior parte. Aquela que ninguém menciona nos contos de fadas. A que ninguém refere nos livros em que os dois amantes partem, juntos, em direção à eternidade. É a pior parte. A que não se anuncia em letras néon nas estreias de cinema. A que ninguém comenta quando se fazem juras de amor ou votos de compromisso. É a pior parte. “E não viveram felizes para sempre." É o rasgar de um coração que se acreditou cheio. É olhar para o espelho e não ver nenhum reflexo, ou ver mil reflexos, todos eles estilhaços daquilo que investimos, daquilo em que acreditámos. É o fim, anunciado ou não, de um relacionamento. “E não viveram felizes para sempre.” É o murro no estômago que sabemos que não vai passar. É a espera infinita pelo fim da dor. Um dia. Dois dias. Três dias. É ver que a mão que agarrava a nossa mão já não faz parte da nossa mão – é apenas outra mão, uma mão qualquer, como as outras. É estar numa multidão e sentirmo-nos sozinhos, à procura de uma presença que não vai chegar. É saber que as reticências se transformaram em ponto final. “Eu vou para este lado, tu vais para aquele lado.” Acabou. Não há mais jantarinhos a dois nem aconchegos no sofá, não há mais abraços apertados, dos melhores do mundo, nem beijos que aquecem a alma. Não há mais amanheceres rabugentos nem brigas de faca e alguidar que, mesmo não sendo de faca e alguidar, apimentavam o ambiente e se transformavam em gargalhadas de felicidade. Não há mais “nós”, porque não há mais “eu e tu.” O plural passa a ser uma coisa ausente. A vida ensina-nos que muito raramente se consegue encontrar esse raro equilíbrio entre amor, paixão, respeito, aborrecimento, tentação, envelhecimento, e quotidiano, ou seja, as qualidades sine qua non para o tal “e viveram felizes para sempre”, por isso era suposto, por esta altura, estarmos mais que habituados às pancadas emocionais que nos roubam inocência e afeto. Mas não estamos. Nunca estamos. E, com o passar dos anos – com o passar dos nossos anos – vamos ficando mais frágeis, mais vulneráveis, mais indefesos; mais exigentes, também, mais cínicos, também, mais atentos, também. Só que nada, nunca, nos prepara para o fim de uma relação em que depositámos todas as nossas forças, em que apostámos tudo, como numa rodada de blackjack. Era tudo ou nada – foi nada. Caso contrário não é (era) amor, é (era) uma coisinha qualquer parecida a entretenimento para adultos. E como nada, nunca, nos prepara para o fim de uma relação onde fomos além dos nossos limites, onde vimos a esperança onde ela não existia, é de uma suprema bondade, para connosco, sabermos aceitar quando ela, essa esperança, chegou ao fim. “E não viveram felizes para sempre.” Mas foram (muito) felizes enquanto viveram.

Artigo originalmente publicado no Hope Issue da Vogue Portugal.

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