Dez anos após ter começado a fazer música, a primeira tour europeia de Audrey Nuna subiu ao palco do Rock in Rio Lisboa. A passagem da artista pela capital portuguesa foi curta, mas ficou marcada na sua memória como uma experiência única e harmoniosa.
Há vozes que nascem em palcos grandes e há vozes que nascem em quartos pequenos, entre gravações caseiras e sonhos ainda por validar — a de Audrey Nuna pertence às duas. Nascida Audrey Chu, filha de imigrantes coreanos em Nova Jérsia, começou a publicar covers nas redes sociais ainda adolescente, um gesto que chamou a atenção do produtor Anwar Sawyer e a levou a assinar com a Arista Records antes dos 20 anos. Lançou o álbum a liquid breakfast em 2021 e Trench em 2024 — mais recentemente, deu voz a Mira, em KPop Demon Hunters, contribuindo para o tema Golden, número um do Billboard Hot 100.
Entre idas ao café a solo e refeições de marisco fresquíssimo que a surpreenderam, Audrey Nuna encontrou em Portugal um ritmo diferente do habitual em digressão. Foi também em Lisboa que trabalhou pela primeira vez lado a lado com bailarinos e um movement director, uma experiência que, nas suas palavras, trouxe “vida nova” às músicas e um sopro de ar fresco a todo o espetáculo. Ainda assim, para a artista, essa colaboração não foi sobre adicionar mais camadas ou espetáculo — foi sobre reforçar a essência: o processo fê-la recordar “o poder da simplicidade” na música. Entre tascas, uma primeira imersão no movimento coreografado e a energia do público português, a passagem relâmpago por Lisboa tornou-se, mais do que uma escala da tour, foi um momento de descoberta pessoal e artística.
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