Regé-Jean Page e Phoebe Dynevor em Bridgerton (2020)
De clássicos intemporais a sucessos atuais, eis 13 séries românticas para adicionar à watchlist.
Seja o primeiro amor ou um encontro marcado pelo destino, uma paixão perigosa ou uma saudade profunda: as séries românticas convidam-nos a mergulhar, durante algumas horas, noutras vidas e a acreditar no poder transformador da proximidade. Assim, apresentamos 13 títulos especialmente imperdíveis, perfeitos para uma maratona romântica, quer seja a solo, a dois ou com amigos.
Normal People (2020)
A adaptação do aclamado romance de Sally Rooney acompanha os jovens irlandeses Connell (Paul Mescal) e Marianne (Daisy Edgar-Jones) desde o final da sua vida escolar na pequena cidade de Sligo até ao fim dos seus estudos no Trinity College, em Dublin. A solidão, os conflitos familiares e, sobretudo, a dilacerante história de amor fazem de Normal People uma das séries mais emocionantes dos últimos anos; cada episódio é como uma facada no coração.
Por um lado, o jovem casal comunica entre si de forma surpreendentemente aberta e honesta, tanto a nível verbal como físico, criando uma intimidade radical que raramente se vê representada numa série. Por outro, apesar de tudo, o amor de Connell e Marianne permanece tão frágil como qualquer outro – mal-entendidos e orgulho ferido afastam repetidamente os dois amantes.
Heated Rivalry (2026)
Gostaríamos de avisar desde já: o romance queer enemies to lovers Heated Rivalry é melhor não ser visto em companhia, pois promete deixar qualquer pessoa boquiaberta, ao mesmo tempo que provoca risos.
A série romântica acompanha Shane Hollander (Hudson Williams) e Ilya Rozanov (Connor Storrie), duas das maiores estrelas da liga norte-americana de hóquei no gelo. Como novas contratações das equipas rivais Montreal Metros e Boston Raiders, não partilham apenas ambição e rivalidade, mas também uma força de atração irresistível que nenhum dos dois consegue compreender por completo. O que começa como um caso secreto em quartos de hotel transforma-se, ao longo de muitos anos, em algo verdadeiramente real e profundo. Divididos entre o desporto pelo qual vivem e o amor que não conseguem negar, Shane e Ilya têm de se decidir: no seu mundo ferozmente competitivo, será que há espaço para algo tão frágil e ao mesmo tempo tão poderoso como um final feliz?
My Lady Jane (2024)
Quem conhece o período Tudor sabe que a vida da nobre Jane Grey terminou cedo e de forma trágica: em 1553, foi rainha de Inglaterra durante apenas nove dias, antes de ser deposta e decapitada. Nesta série da Prime Video, a biografia da jovem (interpretada por Emily Bader) é reescrita e contada como uma história épica e bem-humorada, repleta de romance, ação e fantasia. Uma série para nos apaixonarmos – e para refletir sobre o próprio acto de amar.
Something in the Rain (2018)
Este romance comovente da Coreia do Sul aborda de forma realista os preconceitos que muitas famílias têm em relação a potenciais genros ou noras – sobretudo quando a mulher é mais velha do que o homem.
Desde a infância que Jin-ah (Son Ye-jin) e Kyung-seon (Jang So-yeon) são inseparáveis e já ultrapassaram juntas muitas crises; para a mãe, o pai e o irmão de Jin-ah, a melhor amiga da filha é praticamente parte da família. No entanto, quando Jun-hee (Jung Hae-in), o irmão mais novo de Kyung-seon, regressa de uma estadia de vários anos no estrangeiro e se apaixona por Jin-ah, a família opõe-se à relação. Uma série romântica lindíssima, perfeita para chorar e suspirar.
Bridgerton (2020)
Uma das séries mais românticas da Netflix, Bridgerton conta a história de oito irmãos que têm de se afirmar no mercado matrimonial numa era da Regência britânica histórica e alternativa. Cada temporada centra-se numa nova história de amor e mostra como o desejo e os sentimentos conseguem irromper mesmo numa sociedade rigidamente regulada – de forma sensual e altamente dramática.
Nobody Wants This (2024)
Uma apresentadora de podcasts cínica (Kristen Bell), que já não acredita no amor, cruza-se com um rabino (Adam Brody) dividido entre a tradição, a fé e os ideais modernos de relacionamento. O que começa como um conhecimento cauteloso transforma-se numa história de amor tão inteligente quanto emocional, sobre proximidade, dúvidas e a questão de quanto se deve arriscar por sentimentos verdadeiros. A série romântica da Netflix encanta sobretudo porque a relação dos protagonistas não tem de se afirmar contra dramas e intrigas artificialmente construídos, mas sim perante problemas reais.
Outlander (2014)
Esta história de amor feminista combina o romantismo das Highlands da Escócia com a atração sexual entre uma enfermeira que viaja no tempo (Caitríona Balfe) e um jovem habitante das Highlands (Sam Heughan). Essa atração é tão intensa que leva a sexualmente confiante Claire a esquecer que, na verdade, pertence a outra época – na qual, além disso, é felizmente casada. A série baseia-se na saga literária de Diana Gabaldon.
Heartstopper (2022)
Com grande delicadeza, esta série da Netflix conta a história de dois rapazes (Kit Connor e Joe Locke) cuja amizade se transforma lentamente em amor. Entre a rotina escolar, as dúvidas sobre si próprios e o processo de coming-out, surge uma narrativa que mostra como o primeiro amor pode ser bonito, vulnerável e fortalecedor. O desfecho desta história de amor queer vai ser brevemente lançado como filme na Netflix.
The Buccaneers (2023)
Inspirada no último romance inacabado da vencedora do Pulitzer, Edith Wharton, este drama de época conta a história de um grupo de jovens americanas que agitam a alta sociedade conservadora de Londres, na década de 1870. A série romântica apresenta várias histórias de amor envolventes: enquanto a impulsiva Nan (Kristine Frøseth) se envolve tanto com um duque como com o seu melhor amigo, a sua melhor amiga Conchita (Alisha Boe) flutua nas nuvens com o seu recém-casado marido, e a tímida Mabel (Josie Totah) descobre os seus sentimentos pela filha da nobreza, Honoria (Mia Threapleton). O guilty pleasure perfeito para fãs de séries como Bridgerton e Emily em Paris.
House of Promises (2022)
A jovem Vicky Maler (Naemi Feitisch) chega, no final da década de 1920, à vibrante Berlim, uma cidade marcada também por grande pobreza. Ainda assim, Vicky consegue rapidamente algo com que muitos sonham: torna-se vendedora na recém-inaugurada loja de departamento Jonass. Mas isso não é tudo: numa casa de dança, apaixona-se pelo pianista aparentemente sem recursos Harry (Ludwig Simon), que pouco depois se revela ser filho do proprietário da loja, Arthur Grünberg (Alexander Scheer). Começa então um amor que ultrapassa barreiras sociais, mas que estará sempre condenado a ser impossível. O drama histórico baseia-se no romance Torstraße 1 de Sybil Volks.
Dickinson (2019)
Esta aclamada série da Apple TV conta a vida da poetisa Emily Dickinson (Hailee Steinfeld) como uma romance de coming-of-age tão ousado quanto moderno. Desafiando todas as expetativas da sociedade, a jovem entrega-se aos seus sentimentos proibidos e envolve-se numa intensa história de amor queer, mostrando como o amor e o desejo podem ser essenciais para a expressão artística.
The Summer I Turned Pretty (2022)
Esta série romântica da Prime Video dominou a Internet no verão de 2025. Só com a terceira temporada é que o triângulo amoroso entre Belly (Lola Tung) e os irmãos Jeremiah (Gavin Casalegno) e Conrad (Christopher Briney) foi finalmente resolvido.
Baseada na série de livros juvenis de Jenny Han, The Summer I Turned Pretty conta a história de três jovens que passam todos os verões juntos na cidade costeira de Cousins Beach. Com a chegada da puberdade, as dinâmicas mudam repentinamente e o trio precisa aprender o que significa amar, deixar ir e amadurecer.
Buffy - A Caçadora de Vampiros (1997)
Durante o dia, Buffy Summers (Sarah Michelle Gellar) tenta ter uma vida normal de adolescente: esforça-se na escola, mantém as suas amizades e até tem alguns encontros. À noite, no entanto, a irreverente jovem de 16 anos vagueia por cemitérios e ruas escuras para caçar demónios. Apaixonar-se pelo infame vampiro Angel (David Boreanaz) coloca-a, naturalmente, num grande dilema. A propósito, em breve está prevista a estreia de um reboot desta série icónica dos anos 90.
Traduzido do original, disponível aqui.
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