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10 filmes para deprimir no Dia de S. Valentim

01 Feb 2018
By Vogue Portugal

E em todos os outros. A sério. Qualquer filme desta lista é uma pá que cava o buraco da autocomiseração ainda mais fundo.

E em todos os outros. A sério. Qualquer filme desta lista é uma pá que cava o buraco da autocomiseração ainda mais fundo. 

Perto Demais (2004)

 

Closer (2004)

"Onde é que está esse amor? Não o consigo ver, não lhe consigo tocar. Não o consigo sentir. Não o consigo ouvir. Consigo ouvir algumas palavras, mas não posso fazer nada com as tuas palavras fáceis."

Hello, stranger, não acredita no amor? Não é com Perto Demais, Closer para os amigos, que vai acreditar. Até porque triângulos amorosos são para meninos: vamos fazer disto um quadrado e deitar por terra qualquer noção romântica que se tenha de uma relação. Para sempre.

 

A Vida de Adèle (2013)

"Mas eu tenho uma ternura infinita por ti. Terei sempre. A vida inteira."

E então, Emma? O que é que isso interessa? Nada. Vamos ter de aguentar minutos viscerais de uma Adèle destruída. E ninguém chora de forma tão aflitiva como a Adèle - ou nós a ver a Adèle. E vamos ter de aguentar estoicamente a nossa revolta enquanto ela se afasta naquele vestido azul e repetir "vai correr tudo bem". Mas vai? Será que vai? Quando?

 

Uma História de Amor (2013)

Her (2013)
Her (2013)

"Às vezes penso que já senti tudo o que alguma vez vou sentir. E, daqui para a frente, não vou sentir nada de novo. Só versões menores do que já senti." 

Não. O Theodore vai sentir muito mais. Muito mais amor. E vai ser mesmo bonito. Até deixar de ser. Her é um filme brilhante, até darmos por nós a chorar desalmadamente porque a vida não é justa e nem a Inteligência Artificial nos vai valer num mundo em que precisamos desesperadamente de afeto. E de mais filmes destes.

 

Expiação (2007)

Expiação (2007)
Expiação (2007)

"Eu amo-te. Eu vou esperar por ti. Volta. Volta para mim."

Qualquer pessoa com o mínimo sentido de justiça - ou coração, no geral - sente-se enojada com Expiação. E fascinada. E revoltada. E triste. Se ao menos todas as histórias de amor condenadas nos preliminares tivessem como co-protagonista aquele vestido verde de seda, que se tornou no nosso único porto de abrigo enquanto vamos observando, lentamente, a derradeira morte da esperança.

 

Blue Valentine (2010)

"Diz-me como é que eu devo de ser. Diz-me só. Eu faço-o."

"Há um novo filme com a Michelle Williams e o Ryan Gosling, deve ser mesmo bonito." Disse toda a gente antes de ver Blue Valentine. E disse ninguém depois de ver Blue Valentine. A ideia de um romance entre estes dois lindos enchia-nos as medidas até que nos obrigaram a perceber que, eventualmente, a paixão morre e a vida tem de continuar, vazia e sozinha, com uma banda sonora incrível e um peito vazio. Escolha segura para quem procura um shot de realidade.

 

Like Crazy (2011)

"Pensei que entendia, que conseguia perceber, mas não, não na realidade. Só a superfície, a avidez rosada, empacotada, semi-preciosa daquilo. Não percebia que às vezes podia ser mais que inteiro, que a totalidade era um conceito bastante luxuoso. Porque são as metades que te partem a meio. Não sabia, não sei, sobre os bocados pelo meio; os teus bocados sangrentos, os meus bocados sangrentos."

Íamos só ver um romance indie com duas pessoas extremamente bem parecidas. Não era mais que isso. Queríamos um filme fofinho. Bem filmado. Com uma banda sonora amorosa. Um argumento gentil. Tivemos isto tudo até que assistimos à morte das borboletas no estômago. Chegámos ao ponto de usar um desfibrilhador, o que foi contraproducente porque lhes queimámos as asas e ficámos ali, a olhar para elas, a fumegar, sem vida. Sem salvação possível. Isto é o Like Crazy.

 

 

O Despertar da Mente (2004)

"Podia morrer agora, Clem. Estou só... feliz. Nunca senti isso antes. Estou exatamente onde quero estar."

A primeira coisa deprimente em O Despertar da Mente é a tradução do título. É uma crueldade traduzir Eternal Sunshine of the Spotless Mind. É uma crueldade tão intolerável como traduzir o próprio amor. Ou a perda. Ou a saudade. Há tanto que não se traduz e o nosso respeito por este filme é muito por isso: por não nos tentar traduzir. Por nos apresentar uma história que dilacera porque somos todos nós, ou fomos, ou vamos ser. Por ilustrar - mas não traduzir - a dor.

 

 

 

Menções honrosas

Notas de Amor (2011). Submarino (2020). Doce Novembro (2001). Moulin Rouge (2001). O Meu Primeiro Beijo (1991). Romeu + Julieta (1996).

 

O Segredo de Brokeback Mountain (2005).

 

Os Rapazes Não Choram (1999).

 

Desencanto (1945). Amour (2012). Up - Altamente (2009). Celeste e Jessie Para Sempre (2012). Antes da Meia Noite (2013). Um Dia (2011).

 

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