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Entrevistas 12. 6. 2018

Vozes de Agora: Elisa Rodrigues

by Tiago Neto

 

Dançam as vozes num inquieto molde de palavras e a pele floresce-nos a toda a largura do corpo. São jazz, são fado, são hip-hop e são nove. Nove razões para (re)descobrir que o presente e o futuro se escrevem no feminino. Fotografia de Branislav Simoncík. Realização de Cláudia Barros.

Blusão em ganga, Sonia Rykiel na Loja das Meias. Brincos em PVC, Ás de Espadas.

Foi em 2011 que Elisa Rodrigues começou a levar a música a sério. Durante a faculdade, onde estudou Moda, os concertos iam acontecendo – com algumas restrições de tempo. Saiu. A oportunidade de gravar um disco de jazz aconteceu. Tudo começou. 

Influências? Ouço de tudo. Sou influenciada por várias coisas. Ter estudado Moda faz-me pensar a música de maneira diferente porque aprendes a pensar em processos criativos. Em termos de música, clássicos. Ella Fitzgerald, Billie Holiday. Mas também gosto de folk, de country, R&B, hip-hop. 

Primeira paixão musical? Da Weasel. 

As palavras são um espelho da vida? Cada vez mais percebo que sim.

O que é que sente a cantar que não sente em nenhuma outra altura? Sou mais eu, é um estado de vulnerabilidade total. Costumo comparar a sensação com o acto sexual na medida em que somos mesmo vulneráveis, não há mais nada. 

Autorretrato em três palavras? Melancólica, alegre, bonita. 

Passado ou futuro? Futuro, sempre. 

Uma música para o resto da vida? In The Mood For Love, Shigeru Umebayashi.

 

ShivaBeatriz PessoaMynda GuevaraSara CorreiaKaterina L’Dokova, Elisa Rodrigues, Teresinha LandeiroRussa e Diana Vilarinho são uma paisagem de sangue novo num panorama profundamente normativo. A música portuguesa tem hoje uma existência saudável e coberta de talento mas é também do crepúsculo da folhagem que a indústria respira. E esta, é a mais bonita de todas as suas constelações. Para o presente ou para o futuro. 

Artigo adaptado da edição de março 2018 da Vogue Portugal.

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