Para a leitura deste mês do Vogue Book Club, a escolha foi "The Lonely City", de Olivia Laing.
Numa investigação sobre o que conecta os temas da Arte e da solidão à cidade contemporânea, Olivia Laing mistura memórias pessoais com momentos de crítica cultural e de história da Arte. Em The Lonely City, a autora explora a vida e a obra de artistas do século XX – como Edward Hopper, Andy Warhol, Henry Darger e David Wojnarowicz. Ao longo das páginas, convida-nos a descobrir como a vergonha, a criatividade e a conexão humana estão intrinsecamente conectadas com o isolamento e a solidão que o encerra.
Mariana Pimenta, Editora de Moda Lighthouse Publishing
The Lonely City mostra-nos como a solidão era sentida e vista por Olivia Liang, utilizando a emoção como ponto de partida para explorar as vidas e obras de artistas do século XX. De artistas como Edward Hopper a Andy Warhol, Liang explica como cada uma destas figuras utilizou a sua solidão e a transformou em Arte – muitas das vezes, subconscientemente. A forma como cada capítulo estava dividido ajudou bastante na leitura, e gostei da forma como viajávamos com a autora pela sua vida pessoal em Nova Iorque, de apartamento em apartamento, descobrindo artistas que também passaram pela solidão.
Rita Petrone, Jornalista
The Lonely City coloca a seguinte questão: o que significa a solidão? E será que a partir dela, é possível surgir Arte? Com Nova Iorque – indiscutivelmente uma das cidades mais criativas, ecléticas e movimentadas do mundo – como cenário, o livro assume um formato híbrido entre memoir da autora e biografia de alguns dos artistas mais incontornáveis da cidade que nunca dorme. Foi uma leitura peculiar que tenta aplicar uma fórmula emocional à criatividade que permeia a história da Arte, ao mesmo tempo que divaga pelo tema da solidão e conexão humana. Numa altura tão vincada pela era digital, parece-me uma leitura necessária que consegue apelar a vários géneros de leitores.
Inaya Mussa, Colaboradora
O livro que me apresentou a Olivia Laing, The Lonely City, revelou-se uma leitura distinta de tudo o que tinha lido anteriormente. Com um grande interesse na história da Arte, a minha curiosidade por este livro surgiu pela forma como aborda a vida dos artistas e os seus feitos de modo despojado e acessível. É uma leitura fácil e bastante relacionável. Afinal, o que são os artistas senão apenas humanos a tentar navegar este mundo? Laing oferece vislumbres das vidas de nomes que há tanto referenciamos, fazendo com que o leitor não só mergulhe no universo da história da Arte, como também a traga para a sua vida íntima. De seguida, peguei noutro livro de Laing, Funny Weather: Art in an Emergency.
Leitura do próximo mês

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