Para a leitura deste mês do Vogue Book Club, a escolha foi "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen.
Um dos romances mais conhecidos da literatura de Jane Austen, Orgulho e Preconceito explora a sociedade britânica durante o século XIX, ao mesmo tempo que nos apresenta à história de amor entre Elizabeth e Darcy. Numa narrativa que retrata os códigos sociais rígidos da época e que nos confronta com a importância do casamento, o livro dá voz a uma diversidade de personagens de diferentes classes. Com diálogos cativantes e temas intemporais, o livro mantém-se uma obras incontornáveis, assim como um marco da inteligência e ironia de Austen.
Inaya Mussa, Jornalista
Mais do que uma história de amor que, ao longo dos séculos, se mantém como um exemplo excecional da literatura inglesa, Orgulho e Preconceito revela-se uma reflexão sobre as expetativas e os comportamentos das diferentes classes sociais, bem como sobre a discrepância entre o papel da mulher e do homem. Foi interessante acompanhar Elizabeth Bennet a navegar pela sociedade britânica do século XIX, enquanto uma personagem algo rebelde, dotada de um humor perspicaz e imprevisível. No cerne da narrativa, a evolução da sua relação com Darcy é cativante, evidenciando ao leitor a forma como o casamento era encarado e, muitas vezes, imposto como meio de sobrevivência. Trata-se de uma leitura fundamental para compreender a evolução do matrimónio ao longo do tempo, permitindo perceber as razões pelas quais esta obra se mantém como uma referência literária.
Mariana Pimenta, Editora de Moda
As duas personagens principais, Elizabeth Bennet e Darcy, têm uma relação de ódio/amor repleta de diálogos bem-humorados e com constantes comentários sociais. Sendo de classes diferentes, cada um tem os seus preconceitos, o que torna os diálogos mais interessantes e a sua relação mais fascinante. Contudo, o tema recorrente que mais me marcou foi a importância do casamento: ao longo do livro, percebe-se como é crucial para a senhora Bennet (a mãe da protagonista) arranjar um bom marido para cada uma das suas filhas, por medo de que elas acabem na probreza, já que nenhuma delas pode herdar. O livro faz-nos pensar na realidade do que significava casar no século XIX, assim como a pouca liberdade que as mulheres tinham.
Rita Petrone, Jornalista
Sendo este um dos meus clássicos favoritos, reler Orgulho e Preconceito reafirmou o meu fascínio pela escrita e o legado de Jane Austen. O livro cativou-me desde a primeira frase – que, até hoje, se mantém uma das frases que mais me impactou como leitora e jornalista, devido à forma como subverte o expectável e nos faz refletir sobre a história que nos espera. Ao longo das páginas, somos apresentados à realidade dos códigos sociais da era da Regência Britânica e ao universo protagonizado pela história entre Elizabeth e Darcy. Com um romance slow burn fascinante, o livro explora os preconceitos das diferentes classes sociais e o orgulho necessário para os manter, mas confronta-nos também com o papel do casamento na altura, em particular para as mulheres. É uma leitura tão importante quanto reconfortante, que une um final feliz digno de um conto de fadas ao mesmo tempo que é um manifesto feminista que coloca a mulher no papel central, mesmo quando tal era algo ainda raro.
Leitura do próximo mês

It Lasts Forever and Then It's Over, de Anne De Marcken
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