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Sharp Objects: o lado soturno da raiva feminina

06 Jul 2018
By Rui Matos

É a próxima grande estreia da HBO, tem Amy Adams ao leme (enquanto protagonista e produtora executiva) e estreia, nos Estados Unidos da América, a 8 de julho de 2018. Esta é a série com potencial para se transformar na próxima obsessão de verão.

É a próxima grande estreia da HBO, tem Amy Adams ao leme (enquanto protagonista e produtora executiva) e estreia, nos Estados Unidos da América, a 8 de julho de 2018. Esta é a série com potencial para se transformar na próxima obsessão de verão. 

© HBO
© HBO

Drama, mistério, suspense e relações conturbadas entre mãe e filha. Estas quatro palavras-chave por si já despertam curiosidade. Mais: Amy Adams numa produção de Jean-Marc Vallée, o mesmo realizador de Big Little Lies. A estação televisiva parece ter pontaria para as minisséries que escolhe. Depois do sucesso inigualável de BLL e da season finale de Westworld, está para chegar Sharp Objects, uma adaptação da obra literária homónima de Gillian Flynn, autora de Gone Girl. 

Nos oito episódios, a história centra-se no regresso de Camille Preaker (Amy Adams) à cidade onde cresceu para cobrir os assassinatos de duas jovens e comandar uma investigação jornalística que se centra no mistério em torno da cidade de Wind Gap. Contudo, o regresso da protagonista desencadeia um rol de dramas e lutas pessoais com a própria família e um passado que evita revisitar. 

Foi na sétima edição do ATX TV Festival, em Austin, que aconteceu a sua estreia mundial e depressa o burburinho se levantoupara conseguir que esta história seja já catalogada como uma das mais aguardadas do segundo semestre de 2018. A trama explora assuntos que raramente são tratados no pequeno ecrã ou na sétima arte mais mainstream, adicionando-lhe uma personagem com várias camadas e um âmago obscuro, profundo e desconcertante.

Quem já teve a oportunidade de ver os primeiros episódios, não poupa elogios à interpretação de Adams e dos restantes atores que se juntam a esta produção, com nomes como: Patricia Clarkson, Chris Messina e Matt Craven.

“Há muitas histórias sobre homens e violência, homens e raiva e como eles lidam com isso, não sobre como as mulheres lidam com a sua raiva e a sua violência. Naquela altura, havia muitas histórias sobre mulheres que fazem compras e a grande crise era se conseguiam encontrar os sapatos e o homem certo. Queria olhar para alguma coisa diferente.”, explica Gillian Flynn, citada pelo Diário de Notícias. Sharp Objects foi publicado, pela primeira vez, em 2006, fazendo desta a primeira obra da norte-americana. 

Um história intensa, sombria e sem receio de impactar pela crueza apresentada, ou pelos cortes secos entre cenas, manobra a que Big Little Lies nos habitou. Até agora, ainda não foram confirmadas datas para a estreia em Portugal, mas enquanto se esperam por novidades, a Vogue aconselha a leitura do livro, em jeito de preview.

Rui Matos By Rui Matos

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