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Óscares 2020: os nomeados

Notícias 13. 2. 2020

Casamento sem conveniência

by Rui Matos

 

Sim, há casamentos sem discussões, sem chatices, sem qualquer tipo de incómodos. Sim, há casamentos perfeitos. Os acessórios e, em especial, os relógios, há muito que juraram amor eterno. E certamente serão felizes para sempre.

 

Quem é que já se esqueceu do amor incondicional de Isabel Walker por uma Kelly da Hermès, em Le Divorce (2003), das botas Chanel que Andrea Sachs usa orgulhosamente depois de uma extreme makeover na hora de almoço (porque quem nunca), em The Devil Wears Prada (2006), ou então do anel de noivado de Jasmine, em Blue Jasmine (2013)? Há muito que os acessórios deixaram de ser meros… acessórios, e passaram a assumir um papel de maior importância. Os três exemplos que acabámos de enumerar são uma amostra muito, muito reduzida da grande lista de acessórios que tomaram conta de várias cenas na sétima arte. E nessa tal lista, o topo é, com certeza, dominado pelos relógios que, há décadas preenchem várias telas de cinema. “Um relógio pode ser importante em diferentes níveis,” contou Agnès Servenière, uma guionista francesa, ao The New York Times, em 2007. “Como parte de um guião, mas também como maneira de demonstrar a personalidade ou o status social de uma personagem.”  

Tal como os macarons de baunilha, há relógios que nos fazem suspirar. Sim, são os Rolex. A marca suíça, apesar de nunca ter feito uma campanha de product placement, é uma das mais escolhidas pelos realizadores para fazerem parte das suas histórias. Ou seja, estamos perante um dos casamentos mais bem-sucedidos da história dos casamentos. Dentro e fora do cinema. Da lista de atores com quem estes relógios já contracenaram estão nomes como: Marlon Brando em Apocalypse Now (1979), Paul Newman em The Color Of Money (1986), Bill Paxton em Titanic (1997), Christian Bale em American Psycho (2000), Sharon Stone em Sphere (1998), and so on, and on, and on. “Os grandes filmes são feitos de detalhes e não apenas de alguns detalhes, mas de todos os detalhes. Cada personagem, cada acessório e cada sequência,” afirma James Cameron. “Um Rolex não é só um relógio bonito, é uma obra prima da engenharia, é muito resistente. É um relógio que podemos levar para todo o tipo de ambiente e que resiste à pressão. Portanto, o que está indiretamente a dizer ao público é que a personagem também consegue resistir à pressão, ele ou ela tem o que é preciso.” 

A relação da marca suíça com o cinema tem-se intensificado de ano para ano e, desde 2017, a Rolex é o Relógio Exclusivo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável por organizar cada edição dos Óscares, o epítome do reconhecimento cinematográfico. Nesta viagem, a Rolex conta com quatro embaixadores de luxo: James Cameron, Alejandro G. Iñárritu, Martin Scorsese e Kathryn Bigelow, a primeira e única mulher a receber o Óscar de Melhor Realizadora. Quatros cineastas que procuram alcançar a excelência, de forma a perdurar no tempo, mas que também servem de inspiração para os heróis da próxima geração, incentivando-os a lutar pelas suas próprias ideias. Numa carta dirigida (através de um vídeo, porque... nova geração) a jovens cineastas, Bigelow sugere “que se esforcem, que estejam preparados para os desafios e que se lembrem que a arte tem de ter importância.” Tanta importância como um pequeno detalhe. Se bem que, por esta altura, já percebemos que não existem pequenos detalhes, mas detalhes que fazem toda a diferença – sim, temos a certeza que esta frase cliché não vai receber um Óscar.

Sabia que…

…Kathryn Bigelow foi a primeira e, até à data, a única, mulher a receber um Óscar de Melhor Realizadora. l Em conjunto, os quatro embaixadores da Rolex contam com 57 Óscares.

… Em 2002 a Rolex criou o Programa Rolex Mentor e Discípulo com o intuito de garantir que o legado artístico do mundo do cinema é transmitido à próxima geração. Alejandro G. Iñárritu, Martin Scorsese, Walter Murch, Stephen Frears, Mira Nair, Alfonso Cuarón e Zhang Yimou são alguns dos mentores que já passaram pelo projeto. 

… Em 2019 o tema da Greenroom do Dolby Theatre, o espaço onde os apresentadores se reúnem antes de subirem ao palco dos Óscares, foi dedicada à preservação dos oceanos, uma referência à campanha Perpetual Planet, que visa dar voz a pessoas e organizações extraordinárias que trabalham para construir um planeta e um futuro mais sustentável. 

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