Adit Ajhok Deng fotografada por Myesha Evon, com styling de Marisa Ellison, para o The Sports Issue da Vogue Portugal, publicado em julho de 2024.
Para muitos, dormir bem é um luxo. Mas a verdade é que existem pequenos hábitos que podem fazer uma grande diferença na qualidade do sono. O exercício físico é uma delas.
O exercício físico pode ser um grande aliado para uma boa noite de sono. Não tem de ser concretamente um treino intensivo: uma caminhada ao final da tarde ou uma aula de yoga ajudam o corpo a libertar o stress que se acumula, ajudando o corpo e a mente a desacelerar — e o Holmes Place reúne todas as condições para uma experiência de exercício físico completa, com suporte, inclusão, equilíbrio e progressão pensada para se moldar ao ritmo de cada pessoa. Ao mexermos o nosso corpo, o organismo consegue equilibrar os níveis de energia ao longo do dia, e prepara-se para um descanso profundo durante a noite. A relação do sono com o exercício não é um caso de simples causa e efeito. É uma interação dinâmica, na medida em um influencia diretamente o outro, criando um ciclo equilibrado. Compreender esta dança entre descanso e movimento é, talvez, o investimento mais inteligente que se pode fazer no nosso corpo.
Quando o nosso corpo se move, não é só o músculo que trabalha, mas o nosso cérebro também. O efeito mais estudado é o aumento do sono de ondas lentas, o estado mais profundo que o corpo humano pode estar. Quando acabamos o exercício, o corpo requer uma recuperação, e, por sua vez, o cérebro prolonga esse estado para preparar uma zona de repouso. O treino acontece e, por vezes, o corpo cria microlesões que podem ser curadas com umas horas de repouso — e é durante o sono que esta recuperação acontece. Quando essa fase começa, ocorre uma regeneração tecidular, que é basicamente a produção de uma hormona de crescimento e consolidação da memória. É assim que os músculos evoluem: o cérebro consolida habilidades motoras durante a noite, ou seja, o que acontece no treino, o sistema nervoso fixa durante o sono. Treinar não é apenas um ato muscular, é uma instrução enviada ao cérebro para aprofundar o descanso.
O exercício ao ar livre acrescenta ainda outros benefícios: a exposição à luz natural e o aumento da temperatura corporal ajudam a sincronizar o relógio biológico, que ajusta as atividades fisiológicas e comportamentais ao longo dos dias. A atividade física ainda pode moldar a nossa dimensão emocional. Quando fazemos uma atividade, os níveis de cortisol (a hormona do stress) são controlados e libertam-se endorfinas que promovem o bem estar e o relaxamento do corpo. O resultado traduz-se em menos tempo a virar na cama, adormecer mais rápido e um sono que se mantém ao longo da noite. Subestimar o descanso é subestimar o treino sem sono suficiente. Sem o sono, parte processo fica comprometido.
Para as mulheres, esta equação do sono com o exercício tem uma certa complexidade. O corpo produz flutuações de estrogénio e da progesterona ao longo do mês, que afetam a qualidade do sono e a disposição de treinar. Na fase da menstruação, o estrogénio aumenta, o que nos dá um sono mais reparador. Nestas fases, ajustar a intensidade do treino é essencial. Na gravidez, a fase em si já traz desafios intensos: o desconforto físico, as idas constantes à casa de banho e a alteração de hormonas alteram o sono de forma significativa, e o exercício ajuda na orientação desse período ao controlar o peso e preservar o bem-estar. O exercício regular (principalmente a musculação) tem um papel de controlo na melhoria da qualidade do descanso, afirmando o desporto como um medicamento subestimado que todos precisamos.
Treinar e dormir bem vivem numa espécie de ciclo perfeito: quanto melhor se dorme, mais força se para voltar a treinar. A atividade física não serve apenas para transformar o corpo, é também uma ferramenta de descanso. E talvez seja isso o mais interessante: perceber que cuidar de nós próprios não acontece apenas nos momentos de esforço, mas também na capacidade de parar, recuperar e dormir profundamente.
A mensagem é simples: ouvir o nosso corpo e manter uma rotina consistente de treino e de sono. Não podemos tratar o descanso como algo que sobra depois do resto. Afinal, é ele que torna todo esse resto possível.
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