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Curiosidades 14. 9. 2018

O legado de Amy Winehouse

by Rui Matos

 

Melodias carregadas de emoção, um estilo de vida excêntrico e um talento desmedido fizeram da cantora britânica uma sensação do R&B, soul e jazz do início dos anos 2000. 

© Getty Images 

A música corria-lhe nas veias desde tenra idade: ainda enquanto adolescente, Amy cantava em bares um pouco por todo o Reino Unido. Em 2003, com apenas 20 anos, assinou um contrato com a Island Records e, sob a alçada da editora, lançou Frank, que não se revelou um sucesso de vendas, mas foi a melhor maneira de Winehouse mostrar o seu poder vocal. Foi em 2006, com Back to Black, que o sucesso ver-se-ia seu companheiro, num disco que a catapultou para o estrelato a nível internacional - e ficou com cinco Grammy Awards na edição de 2008 (Melhor Música do Ano, Melhor Gravação do Ano, Melhor Performance Vocal pop feminina, Artista Revelação e Melhor Álbum Vocal Pop) para prová-lo.

Em apenas oito anos de carreira, conseguiu definir uma geração, inspirar músicos e milhares de indivíduos ao redor do mundo e, com apenas dois álbuns, vender cerca de 40 milhões de cópias. O legado da cantora britânica é incalculáve, principalmente no que à indústria da música e cultura mundial diz respeito. 

No Spotify, são mais de 7 milhões de utilizadores que mensalmente ouvem as suas músicas, que são provavelmente o legado mais precioso e intemporal que algum artista pode deixar. Mas Amy Winehouse foi mais além. Da maneira como se vestia, maquilhava ou encarava a vida, a britânica pode ter desaparecido aos 27 anos, mas continua bem presente na memória de cada um. Por isso, reunimos todas as formas como, em 2018, ainda podemos ter Amy no nosso dia-a-dia. 

O estilo

A acompanhar as suas melodias inspiradas pelo soul dos anos 50 e 60, Winehouse vestia-se a rigor e enfrentava a multidão dos palcos com coordenados que nos faziam viajar até ao movimento vintage, cada vez mais enraizado na indústria. A sua conterrânea Fred Perry convidou a cantora, em 2010, para desenhar uma coleção inspirada nas roupas que vestia, resultando assim numa coleção-cápsula que ainda perdura com polos, t-shirts, bombers, um lenço, uma carteira e um vestido, que podem ser adquiridos na loja online da etiqueta. 

© Getty Images

O cabelo

Em 2006, quando lançava o segundo trabalho discográfico, a artista surgiu com um penteado peculiar. Tinha o cabelo armado, muito idêntico às The Ronettes, um trio norte-americano que na década de 70 fazia sucesso. Depressa o visual se tornou um sucesso que continua a influenciar não só o público, como algumas celebridades, entre elas nomes como Adele e Lana Del Rey. 

© Getty Images

A maquilhagem

À medida da roupa e do cabelo, a maquilhagem não é deixada de parte. Os olhos bem delineados ajudaram a completar o estilo icónico: um eyeliner inigualável de dimensões alongadas preenchiam o rosto de Amy e faziam dele um statement incapaz de ficar em segundo plano. 

© Getty Images

Amy, o documentário

Com realização de Asif Kapadia, esta longa-metragem, através de vídeos caseiros cedidos por amigos e familiares e entrevistas a pessoas próximas da cantora, conta-nos a trajetória de Winehouse desde a infância em Londres, passando pelo relacionamento tóxico com Blake Fielder-Civil, a luta contra o vício das drogas e álcool, o contacto tumultuoso que tinha com a imprensa até à sua morte, a 23 de julho de 2011. 

A película bateu recordes de bilheteria no Reino Unido, arrecadou um Óscar na categoria de Melhor Documentário e está disponível no Netflix. Uma boa maneira de recordar sempre que quiser Amy. 

Em livro

Para os adeptos dos coffee table books, a editora alemã Taschen vai lançar, em agosto, Amy Winehouse, um livro que reune fotografias de Blake Wood, um fotógrafo que se tornou amigo próximo da cantora e que teve oportunidade de a captar da maneira mais natural possível. Através da sua lente, imortalizou a verdadeira essência de Amy. 

€30, em Taschen.com

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