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Curiosidades 19. 7. 2018

Lei da atração

by Mónica Bozinoski

 

Alguma vez parou para pensar no porquê de atrair tantos mosquitos durante a estação quente, resultando nas piores e mais dolorosas picadas? A resposta para explicar este love affair não desejado está, surpreendentemente, no seu código genético.

©Instagram/@lucywilliams02

Seja no campo ou na cidade, à beira da piscina ou à beira-mar, não existe nada que consiga afetar o espírito "livre, leve e solto" da estação quente como uma indesejada picada de mosquito. Pior que isso é olhar para a toalha do lado e perceber que está sozinha nesta batalha, ou ouvir um "ainda bem que eles não querem nada comigo, morria se estivesse tão picada quanto tu". Este clássico cenário de verão suscitou a nossa curiosidade: afinal, porque é que existem pessoas que têm um magnetismo natural em relação aos mosquitos, e outras que saem totalmente impunes deste encontro? 

Segundo um estudo publicado pela London School of Hygiene and Tropical Medicine, o número de vezes que uma pessoa é picada por mosquitos depende, em grande parte, da sua informação genética. "Quando as pessoas estão de férias, e como todos já devem ter reparado, alguns indivíduos são picados mais vezes por mosquitos do que outros", explicou James Logan, um dos responsáveis pela investigação. "Estudos conduzidos anteriormente mostravam que isto acontece devido ao nosso odor. Pessoas que não são atraentes para os mosquitos produzem repelentes naturais, como se o seu próprio corpo tivesse uma forma de defesa natural contra estes insetos", disse o Chefe do Departamento de Disease Control da London School of Hygiene and Tropical Medicine. 

E as pessoas que são atraentes? Ao contrário daquilo que podemos pensar, fatores como os nossos hábitos pessoais, os alimentos que ingerimos ou o perfume que aplicamos não são os mais importantes nesta relação. Ao invés, os mosquitos do sexo feminino, responsáveis pelas famosas picadas, sentem-se atraídos pelo odor do dióxido de carbono, algo que todos os seres humanos transmitem através dos seus poros. Para além deste, o ácido lático, emitido por pessoas que praticam mais exercício físico ou têm um metabolismo mais acelerado, afigura-se como outro fator de atração para os mosquitos. 

Depois de uma série de testes em dezoito gémeos idênticos e dezanove gémos não idênticos, todos do sexo feminino, esta investigação, financiada pelo Sir Halley Stewart Trust, levou os resultados destes estudos anteriores ainda mais longe, e veio concluir que os pares de gémeos idênticos demonstram uma maior semelhança na atratividade aos mosquitos do que os pares não idênticos. Com base nesta nova informação, o mais recente estudo conduzido pela London School of Hygiene and Tropical Medicine defende assim, pela primeira vez, a existência de um composto genético subjacente à maior atratividade de determinadas pessoas relativamente aos mosquitos. 

No seguimento desta descoberta, a equipa de investigação de James Logan embarcou naquilo que será um estudo de três anos a gémeos idênticos, com o intuito de isolar os genes que são atrativos aos mosquitos. "Ao investigarmos o mecanismo genético relacionado com a atratividade a picadas de insetos como os mosquitos, seremos capazes de aplicar os nossos conhecimentos em formas mais eficazes de proteção, não só contra as picadas, mas também contra as doenças que os insetos podem transmitir através delas", explicou Logan. "Se conseguirmos perceber a base genética que explica as variações existentes de indivíduo para indivíduo, é possível que consigamos desenvolver métodos personalizados para controlar melhor os mosquitos, bem como novas formas de os repelir. No futuro, poderá ainda ser possível tomarmos um comprimido para aumentar a produção de repelentes naturais pelo corpo, substituíndo assim as loções para a pele", concluiu. 

Enquanto espera pelos entusiasmantes frutos desta investigação, existem alguns métodos que pode aplicar no seu dia a dia, como usar coordenados leves, tanto nos tecidos como na cor, ou aplicar repelentes que ajudem a combater possíveis picadas. Feito à base de óleos essenciais e com um aroma leve de laranja, Mosquito Repellent de Coqui Coqui ou Natural Insect Repellent Moisturiser da Alfresco, um creme hidratante à base de extratos botânicos como gerânio, lavanda e cidreira, são duas opções possíveis para quem procura um repelente 100% natural. Para além destas, fórmulas que contenham DEET, um ingrediente ativo que leva os mosquitos a perderem o seu sentido de orientação, fornecem uma proteção eficaz, ainda que não natural, contra os mosquitos. 

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