The Naif Issue | Fevereiro 2026
A frase é caricata, porque se em tempos encerrava uma graçola inocente, os tempos que correm não auguram motivos para sorriso, se pensarmos na rapidez da evolução tecnológica.
Numa era em que as câmaras se apontam a tempo inteiro sobre nós, por vontade alheia ou própria, a atualidade é que parece uma versão distópica de 1984, de George Orwell, e não o contrário: com uma geração criada sob “vigilância” constante, explora-se nas páginas seguintes a paranóia silenciosa de se ser hipervisível e, ao mesmo tempo, invisível — uma realidade profundamente ressonante para a Geração Z e para os millennials, onde o algoritmo, a câmara frontal e o scroll infinito substituíram o antigo “póster na parede”. Numa época em que temos acesso a tudo e todos têm acesso a nós, como se constrói uma individualidade quando a estandardização parece entrar-nos ecrã adentro? Será ingénuo acreditar que ainda é possível primar pela diferença? ... e pela privacidade?
Editorial realizado em exclusivo para a Vogue Portugal.
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Editorial | The Naif Issue, fevereiro 2026
03 Feb 2026
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