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Estudo: será o termo hangry cientificamente correto?

Tendências 27. 7. 2017

by Ana Formigo

 

Quem nunca sofreu de um pico de fúria espontâneo, que atire a primeira pedra. São várias as vezes que, sem aviso prévio, sofremos de alterações de humor sem explicação. Mas, felizmente, a ciência pode ter um esclarecimento simples para estas situações mais conhecidas como being hangry, um estado emocional que afeta praticamente toda a população mundial.

Graças a um estudo promovido pela Biblioteca Nacional de Medicina do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, é possível confirmar que um ataque de fúria sem motivo está afinal relacionado com o saltar de refeições.

Segundo uma reportagem realizada pela publicação New Scientist, que revelou o estudo acima referido, quem sofre de fome tem mais probabilidades de sentir raiva do que outras pessoas. Para Simon Oxenham, escritor responsável pelo ensaio, esta situação é justificada devido ao declínio de glicose no sangue, que provoca dificuldades de concentração e mudanças de humor repentinas. 

"A baixa quantidade de açúcar no sangue liberta um hormona relacionada com o stress e adrenalina, assim como um químico chamado Neuropeptídeo Y, que faz as pessoas reagirem com mais agressividade com aqueles à sua volta" refere Simon na reportagem Being ‘hangry’ exists: why a lack of food can change your mood.

Durante o estudo da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA sobre o assunto, foi pedido a um grupo de casais norte-americanos que colocassem pins numa série de bonecas vodoo caso sentissem raiva do parceiro ou da relação, com o objetivo de tentar perceber se a falta de açúcar no sangue estava relacionada ou não com a raiva. A conclusão revelou que quem possuia pouca glicose no sangue tinha mais pins nos bonecos de vodoo, confirmando assim a teoria de que quem tem fome é mais propício a ter mudanças de humor.

Esta situação acontece com mais frequencia no mundo do trabalho, por ser um lugar mais propicio para saltar refeições devido ao nível de stress. No entanto, segundo o estudo revelado na revista New Scientist, esta questão pode ser resolvida facilmente, basta comer.

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