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Feel Good Friday: as estratégias de self-care das mulheres da redação da Vogue

08 Mar 2019
By Vogue Portugal

O objetivo pode ser o mesmo, mas o caminho para o bem-estar é sempre diferente. No caso da redação da Vogue, há quem prefira máscaras de rosto e quem garanta que a pizza é salvação.

O objetivo pode ser o mesmo, mas o caminho para o bem-estar é sempre diferente. No caso da redação da Vogue, há quem prefira máscaras de rosto e quem garanta que a pizza é salvação.

©Condé Nast Archive

"O self care é das poucas coisas que antes de ser cool já o era, e que também não deixa de ser só porque se transformou num hashtag. Demorei algum tempo a perceber que não é preciso ir atrás de curas milagrosas ou comprar uma viagem para Bali para cuidarmos de nós. Sabemos sempre o que nos faz feliz (e vice-versa, não esquecer) e nisto do amor-próprio não há milagres maiores ou menores - todas as coisas que alegram o nosso dia são válidas. Ler um livro, passar um dia de pijama a ver Netflix (sem ter FOMO), maquilhar-me, ir ver o mar, dar festas no meu cão, estar grata e rodear-me das pessoas de quem gosto (e que gostam de mim) estão no topo da minha lista de práticas."

"Quem me conhece sabe do meu amor eterno por Aaliyah. Por isso quando tudo corre mal (ou parece que corre mal) é provável que, no fim do dia, me encontrem em casa a ouvir Miss You. Um momento que, dependendo dos dias e do mood pode, ou não, envolver uma cerveja. Outra opção é jantar uma pizza. Mas não é uma pizza qualquer, tem de ser "A" pizza. Dá para dizer marcas? Se sim, é a pizza do In Bocca Al Lupo, em Lisboa. Por último, mas não menos importante: estar com a Irina (aka a editora de lifestyle da Vogue e a minha pessoa) no bar de sempre. Aquele onde já rimos e chorámos. Onde já acabámos com as palavras e existimos num silêncio que é amor."

"Sempre gostei de estar sozinha. Sempre gostei de estar a fumar cigarros e a escrever, ou então a ler quando os dedos já não chegam. Mas cada vez mais me fui apercebendo que sou maior, que sou melhor e que me sinto mais plena e irremediavelmente feliz quando estou com as mulheres que me rodeiam. Quando a minha irmã me fala do futuro brilhante dela. Quando a Lígia me descodifica a vida. Quando divido um cozido com a Patrícia. Quando a Cláudia está tão feliz que não cabe nela. Quando a Madalena está com uma overdose de cafeína de pé em cima do sofá. Oh, e felizmente tantas outras que tenho e que são o centro da felicidade mais completa. Cuido de mim com as mulheres à minha volta, as minhas supermulheres, e sinto que só atingi o verdadeiro significado de self care quando consegui admitir que precisava do amor delas para ter uma razão para existir."

"Curiosamente, com a idade, comecei a perceber que 'arrumar' é algo que me ajuda a sentir melhor: responder a e-mails, fazer uma lista de coisas que tenho para fazer, limpar a casa. Quando acabo de fazer isto, sinto-me sempre melhor. Depois disso, vou ver um filme ou ler um livro."

"Um dia a apanhar ondas. Uma tarde a andar de mota pela natureza - a conduzir, claro! Uma jantarada com os amigos e dançar até ao dia nascer." 

"Não tenho uma estratégia ou ritual único que me faça sentir bem nos meus sapatos. Mas ajuda pensar que, na verdade, não tenho de me sentir bem todos os dias nos meus sapatos. Eu sei, soa contraditório e não tão inspirador assim, mas aceitar que não temos de sorrir sempre, que não temos de pegar na máscara imaginária e brincar à poker face para aguentar mais um dia que, afinal, não é tão feliz assim, faz toda a diferença. Todos temos 'dias sim' e 'dias não'. E assumir que os 'dias não' existem passou a ser um dos meus rituais. Isso e dizer a mim própria que, se sou capaz de aguentar 'dias não', então devo ser mesmo invencível. Nem que seja um bocadinho."

"A música continua a ser a minha primeira terapia: basta-me abrir o Spotify e carregar no play para ficar mais animada. Que mais me faz sentir bem? Cozinhar sem pressão e almoçar no meu restaurante favorito." 

"Nem sempre é fácil tirarmos tempo para nós. Todas sofremos do mesmo mal, seja porque estamos atentas ao e-mail fora de horas, porque nos sentimos ansiosas com todas as coisas que ainda não aconteceram, porque temos a mente alucinada ou porque achamos que não precisamos de parar. O relógio não faz pausas por ninguém. Mas ler durante as viagens de metro, cozinhar uma carbonara incrível, comer gelado sem contar as colheres, fazer um double cleansing depois de um dia longo, deitar a cabeça na almofada com uma máscara de tecido no rosto, acender uma vela só porque sim, ver uma série de vinte minutos ou um filme de duas horas são formas de esquecer que os ponteiros existem."

"Não sou pessoa de ter rituais e estratégias, mas adoro lavar a louça quando preciso de me sentir melhor - o teu corpo está a 'funcionar', mas não estás a pensar em nada. Ver séries coreanas (#K-Drama, #simeugostodessascenas), pesquisar fun facts que não lembram a ninguém, estar com os meus amigos e repor o meu sono de beleza com uma máscara de noite. E porque quem dança seus males espanta, dançar... e cantar Hamilton aos altos berros." 

"Um ritual que faço todos os dias e que faz-me sentir bem é o seguinte: antes de dormir tiro a maquilhagem com desmaquilhante, depois lavo o rosto com sabão específico para isso e em seguida passo um óleo e/ou um hidratante para rosto e um para a área dos olhos. Acredito que muitas de nós, mulheres, façamos rituais semelhantes, mas, qualquer que seja o ritual, o importante é esse processo de cuidarmos de nós mesmas." 

"Ver séries enquanto como pizza, comprar coisas para mim, jantares e copos com os amigos, planear viagens e passear pela praia."

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