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Entrevistas 27. 12. 2018

Clara Não: “‘Well-behaved women rarely make history.’ Ainda hoje tenho este papel e sempre que olho para ele sorrio, porque é verdade.”

by Beatriz Teixeira

 

Clara Silva é Clara Não, uma Clara dos sete ofícios que nos tem lembrado com ilustrações infantis e palavras tortas que as verdades são para ser ditas, assim de uma forma muito crua, com palavrões e tudo, se for preciso. E podia ser só um ato de rebeldia, mas é muito, muito mais que isso. Porque Clara não fala de pelos, de vaginas, de bolsos das calças demasiado pequenos e de direitos das mulheres só por si e porque sim, fá-lo por todas nós que nos sentimos mais culpadas do que capazes quando é preciso dizer que não. Porque não é não, já dizia Clara. E quando começamos a dizê-lo, caramba, sabe mesmo bem. 

©Sofia Borba

Clara Não é ilustradora, artista, designer, escritora e tantas outras coisas. São muitas formas de manifestação, mas qual é sempre a sua missão?

A minha missão é dizer o que a maioria das pessoas tem medo de dizer e mostrar que não estamos sozinhas a pensar nisto. Isto é importante porque sinto que as pessoas pensam muito: “serei só eu? sou eu a esquisita?” – eu penso também muito assim. Por isso, a partir dos meus sentimentos, tomo como minha missão fazer com que as pessoas se sintam menos isoladas nos seus pensamentos, que encontrem outras pessoas que estejam na mesma situação. Além disso, falar de problemas e dilemas pessoais e da sociedade é abrir diálogo para se entender melhor as coisas, em vez de andar a dizer disparates com opiniões malformadas. São esses bitaites que me fazem comichão. Posso dizer que a minha missão é tratar de comichões antes que acabem em feridas?

E quem é a Clara no meio disso tudo?
Eu sou uma mulher independente que finalmente encontrou o que queria fazer. Andei muito tempo sem saber o que queria. Experimentei o que achava que poderia funcionar, conforme os meus gostos, e foi assim que aprendi o que não gostava. Pode-se dizer que sou mimada nisso, porque fiz birra com o que não queria fazer até encontrar o que queria. Quando descobri, não fiquei à espera que as coisas acontecessem, dediquei-me às minhas ideias. Com isto não quero dizer que só faço o que quero, mas antes que procuro sentir-me realizada com o meu trabalho, seja ele qual for. 

Diz muitas verdades na sua escrita e nos seus desenhos, e ensina-nos a dizer mais vezes “não”. Também se está a ensinar a si própria? 
(A resposta vai parecer irónica) Sim. É muito mais difícil dizer não do que sim. Com um sim não se contesta nada, aceita-se. Disse muitas vezes que sim, quando devia ter dito que não, porque tive medo de me impor. O que acontece agora é que digo não quando quero dizer que não. Aprendi que devo a mim mesma ser sincera e honesta, por respeito a mim e por respeito aos outros. Ninguém vai estar sempre pronto a defender-me sem ser eu própria. Mesmo assim, muitas vezes sinto culpa e ansiedade por dizer não. Isto de aprender a dar voz a nós próprias é um caminho longo com estradas mal pavimentadas. 

"Não podemos ficar calados quando algo nos incomoda."

É a mesma Clara Não do início?
(Taraaan) Não. No princípio relacionava-me muito mais com as texturas e com as formas da ilustração do que com a escrita e não expressava tanto a minha opinião. Sempre gostei de escrever, mas nunca lhe tinha dado um papel tão importante como agora. Tive uma cadeira de escrita na Willem de Kooning Academie, com Bart Siebelink, em Erasmus, que me mostrou que eu conseguia realmente expressar-me pela escrita, e um workshop de apropriação com Philip Cabau, onde acabei por tentar perceber o meu cérebro através de pequenos textos. A partir destas experiências descobri a importância da escrita para mim e não parei mais de escrever, por vontade própria. Assim, a escrita ficou com igual ou mais peso que a ilustração no meu trabalho. A ilustração passou a ser devota da escrita, no sentido em que o processo de trabalho começa com uma mensagem que quero comunicar. Um dos marcos de viragem para a minha postura ativista foi um papel que encontrei no chão, atropelado por carros, de uma publicidade de uma festa num bar de Roterdão, chamado BAR, que diz assim: “Well‑behaved Women rarely make history.” Ainda hoje tenho este papel e sempre que olho para ele sorrio, porque é verdade. 

Não tem papas na língua. Anda a dizer coisas que temos engolido há muito tempo?
Considero que sim. Gosto de pensar que não é só dizer coisas que temos engolido há muito tempo, mas também incentivar todas as pessoas a que o façam; não é dar poder às pessoas, é mostrar o poder que elas têm. Quando muitas pessoas com o mesmo dilema se juntam, é mais fácil lidar com ele, só é preciso alguém começar a falar. Não podemos ficar calados quando algo nos incomoda, porque se não falarmos as coisas ficam iguais ou, para o bem e para o mal, passam a ser decididas por outras pessoas (um caso prático disto é a importância de votar, de ter voz). Já chega de submissão. 

 
 
 
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O que a fez ter vontade de as dizer e escrever? 
A melhor forma que encontro para ilustrar este sentimento é a sensação de comichão. Quando vejo, ouço, leio coisas com que não concordo e me fazem sentir revoltada, que me repugnam, sinto uma sensação de comichão. É como se estivessem a esfregar ortigas em mim. Então, quando isso acontece, escrevo e desenho sobre isso, como quem pega nas ortigas e faz chá: não só deixa de fazer comichão, como é bom para a saúde. Sinto que há muitas pessoas que simplesmente ignoram a comichão e continuam a viver como se nada fosse. No entanto, o problema fica igual. Não digo que todos os problemas se resolvem, porque sei por experiência própria que isso nem sempre é assim. Mas é sempre possível aprender a lidar com o problema e para isso é preciso informação, para o entender devidamente. O que me fez ter vontade de dizer e escrever o que me faz comichão foi precisamente tentar lidar com os problemas que sinto e que me contam, na esperança de os conseguir resolver ou pelo menos minimizar. 

É um ato de rebeldia?
Eu considero que sim. Tendo em conta que quando se fala de “sociedade” se fala em maioria, um ato de rebeldia é ir contra a normativa dessa sociedade. Sou uma rebelde [sorri outra vez]. Esta rebeldia não tem de ser sempre um estrondo social (quando é preciso, é preciso), mas são muitas vezes coisas simples aqui e ali que fazem a diferença. Por exemplo, no campo da igualdade de género, não uso o termo Girl Power, mas antes Woman Power, porque quando se fala no oposto, ninguém diz Boy Power, mas sim Man Power; abro a porta a toda a gente, quer sejam homens ou mulheres; e já avisei os meus pais, que se me casar, são os dois que me levarão ao altar e o meu hipotético noivo terá de ser levado também, que o meu pai não vai passar nenhuma propriedade; e não há cá “pode beijar a noiva”, mas sim “podem-se beijar”, porque nós só nos beijamos se ambos quisermos, o homem não pode decidir sozinho se beija a mulher ou não. No campo da saúde mental, penso que roço (eheh) a rebeldia quando falo do nosso direito de estar tristes, de querer desaparecer um bocadinho, de aceitar e perceber sentimentos. Não temos de estar sempre felizes e contentes e a ignorar problemas, porque isso não os elimina, só os mascara. Faz tudo parte do processo de sarar a ferida da comichão. 

Pega no dia a dia e aponta-lhe o dedo, fala de assuntos‑tabu e é rude quando quer. Perdeu o medo?
Perdi o medo, mas tenho sempre em mente as consequências. Durante a minha infância e adolescência fui sempre muito boa menina, como a sociedade pede. Mesmo que não concordasse com alguma coisa, não criava discussão, não queria “causar problemas”. Apercebi-me mais tarde que eu estava a ser boa menina para os outros e não para mim. Nesse período de tempo passei por situações que me mostraram que eu não estava a cuidar de mim, mas antes do bem-estar dos outros. Claro que devemos sempre ter em conta a felicidade dos outros, mas isso não deve pôr a nossa em causa. A partir do momento em que cheguei a esta conclusão, tenho tentado cada vez mais cuidar de mim e cuidar do que me rodeia. Aprendi (e continua a ser assim) que não é uma questão de causar problemas, mas antes de mostrar os que existem e abrir diálogos sobre eles. 

"Sinto, com certeza, que estou a pôr as pessoas a pensar. Às vezes são coisas que de outra forma as pessoas não pensariam e, por isso, agradecem."

Mas ainda há coisas difíceis de dizer?
No âmbito pessoal, há coisas de que me custa muito a falar, porque se trata de reavivar sentimentos fortes, mas vou fazendo-o aos poucos porque sinto que posso ajudar outras pessoas no mesmo estado. Numa atmosfera social geral, penso que ainda há muito por desbravar no campo sexualidade, da igualdade de género e no campo da saúde mental. No primeiro, temos mudança de sexo, que para muita gente é difícil de perceber e tristemente visto como uma aberração, quando atinge muito mais pessoas do que as que pensamos, para não falar da taxa elevada de suicídio de pessoas que não se identificam com o seu género. Se não somos donos do nosso corpo, somos donos de quê? 
Temos também o tabu da masturbação, especialmente a feminina, que é vista como esquisita, perversa até, mas que é uma forma saudável de conhecermos o nosso corpo, de ficarmos à vontade com ele, de sabermos o que gostamos ou não, e uma forma de ter orgasmos, que são fixes e fazem bem à saúde. Depois, temos a definição de “perder a virgindade” como a perda de uma pele na mulher, quando é muito mais do que isso – se me sair uma pele daquelas à volta da unha (o conhecido espigão) e sair sangue, o meu dedo perdeu a virgindade? Regra geral considera-se que se deixa de ser virgem depois da primeira vez que se tem sexo vaginal, entre um homem com pénis e uma mulher com vagina, mas isso exclui de todo os casais homossexuais. Sexo penetrativo, não penetrativo, vaginal, anal, oral, axilismo, coisas de roço. Para mim, tudo é sexo. O importante é que haja consentimento e respeito, com as proteções devidas e análises regulares, e que sejamos todos felizes com a nossa sexualidade. Também continua a haver um preconceito da mulher que gosta de sexo, porque é muitas vezes vista como “ardida”, por homens e mulheres; e do homem que quer amar e ser amado, e não quer só andar a dormir com todas. E claro, a diferença de conceito geral entre mulher e homem que têm sexo sem compromisso: p*ta vs. campeão. No campo da saúde mental, por exemplo, há um estigma enorme à volta da Psicoterapia (a conhecida therapy), e mesmo da Psiquiatria e da Psicologia. Não o digo por causa do que vemos nas séries e nos filmes, porque aí tudo é romantizado, mas por saber como a Psicoterapia funciona e como permite percebermos como lidar connosco próprios quando deixamos de saber como. 

Sente que está a mudar um bocadinho o mundo com as suas reflexões? O que lhe dizem as pessoas? 
Sinto, com certeza, que estou a pôr as pessoas a pensar. Às vezes são coisas que de outra forma as pessoas não pensariam e, por isso, agradecem; outras vezes fala-se de coisas que eu também não sabia, por isso ficamos todas a ganhar. Na maioria, as pessoas identificam-se imenso ou partilham porque se reconhecem a si ou a outros naquele post. Há imensa gente a partilhar as publicações no Insta Story. Além disso, recebo muitas mensagens privadas mesmo bonitas, sinceras, em que as pessoas me agradecem pelas ilustrações, e até mais pelos textos, e onde me contam as situações pessoais deles, como o post as fez sentir melhor. Sinto-me mesmo honrada por receber todo o carinho que tenho recebido. Faz-me muito feliz poder ajudar.

 
 
 
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Qual foi o melhor comentário que recebeu? 
O melhor comentário talvez tenha sido num post que fiz sobre os problemas que as casas de banho separadas por género podem implicar, como pais‑homens impedidos ou com constrangimento de acompanhar a sua filha pequena; e a existência de espaço para muda de fralda só no wc feminino, na sua maioria. Um pai fez um comentário simples mas que transparece o dilema de um pai com uma filha pequena: “Sou pai de uma menina e agora de um rapaz. Já pedi o livro de reclamações em muitos restaurantes que não permitiam a muda de fraldas no wc dos homens. Ir à piscina pública com ela, sozinho, é uma aventura e um dilema usarmos um balneário masculino.” Este seria o melhor comentário no âmbito social. No âmbito sexual, o melhor comentário seria no post que fiz sobre a masturbação feminina. Na ilustração observa-se uma personagem, só da cintura para baixo, a masturbar-se com a mão esquerda, ao que uma amiga minha comenta: “Também sou canhota.” 

E um pior, também houve? 
Há várias tipologias de comentadores de posts online. Uma delas é o revoltado com a própria vida que só se sente bem se houver pessoas mais infelizes que ele, por isso rebaixa sempre que pode. Quando publiquei o Manifesto no Instagram, houve um homem que me atirou à cara teóricos e referências como se eu fosse burra. Vou transcrever um bocadinho, que é um comentário daqueles demasiado longos e parcos em sanidade: “Já estudou Situacionitas? Já estudou os Neo Primitivistas? Já estudou o quê afinal? Zines feministas? Já estudou etnografia? (…) Já estudou Hegel?” Quando li isto fiquei enfurecida, porque eu pesquiso sobre o que falo, li e leio tudo o que encontro sobre Feminismo, da Judith Butler à Simone Beauvoir, Betty Friedan e Roxane Gay, e além disso, e acima de tudo, sou mulher. O problema destas pessoas é que não se apercebem que não conhecem o background das pessoas com quem falam, só o delas próprias.

"Não são só as pessoas que me fascinam que me inspiram, mas também as que me repugnam."

Acha que criou uma comunidade, uma irmandade? 
Acredito que sim. Gosto de pensar que faço as pessoas mais felizes, nem que seja só por um bocadinho. Tenho leitores muito assíduos, que regra geral não conheço pessoalmente, mas que sinto que conheço, porque estamos mesmo em sintonia de pensamento. É como se formássemos um clube online em que estamos todos no mesmo pé de igualdade, eu só abro a discussão. Aceitamos toda a gente que se queira juntar!

No Manifesto de uma mulher artista independente escreveu 24 declarações. Ficou alguma coisa por dizer?
Acrescentaria “Tenho o direito de dizer não”, que funciona como um apanhado geral de tudo. Escrevi 24 declarações porque tinha 24 anos quando o escrevi. Quando fizer 25 acrescento esse. Quando fizer 26, se estiver tão revoltada como me lembro de estar quando escrevi o Manifesto, sou bem capaz de adicionar: “Não quero ser rude, mas não me chateiem.” Posso ser ainda mais rebelde e acrescentar esses dois de uma vez quando bem me apetecer. Também gosto da ideia do: “Não preciso que me puxem a cadeira para me sentar, só preciso de ter a cadeira, que do resto eu consigo tratar por mim.” – por causa do protocolo do cavalheirismo ter bases puramente sexistas. Tenho isso escrito num post it na parede e ainda hei de fazer alguma coisa com isso. 

 
 
 
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Quem são as pessoas que a inspiram? 
Todos os dias sou inspirada por pessoas em conversas na rua, pelas notícias, pelas conversas à mesa com a minha família, em especial com os meus pais Laura Silva e Manuel Silva e a minha irmã Lia Silva‑Roth, e por amigos. De entre estes, saliento as pessoas com quem converso mais, que por consequência me fazem sentir mais à vontade, como a Carolina Grilo Santos, a Daniela Lino, a Ana Fernandes, a Beatriz Alão, o Dylan Silva e o Luís Cepa, todos artistas, ilustradores ou designers, que me inspiram como pessoas e como profissionais. Alargando este leque cultural e artístico, acrescento, no campo da literatura, Adília Lopes, que nos faz rir com o seu dia a dia e pensamentos aleatórios; Herberto Hélder, pela sua genialidade na surpresa e intriga da narrativa; Emílio Remelhe, pelas brincadeiras que faz com a linguagem; Roxane Gay, pela sua raiva informada; Valter Hugo Mãe, com o carinho em que envolve o leitor; e Gonçalo M. Tavares, pela sua cultura que não faz adormecer, mas antes sorrir. Na ilustração, realço o David Shrigley, pela forma crua como trata a realidade; a Mariana Miserável, que faz possível chorar com um sorriso na cara; Nicolau, pela sua certeza no traço; Joana Estrela, com o seu ativismo e doçura nas histórias e ilustração; João Fazenda, pela sua versatilidade; e Marjane Satrapi e Ruth Modan, que, embora com os seus estilos diferentes de representação, conseguem transmitir pensamentos e situações violentas, física e psicologicamente difíceis de explicar, pela banda desenhada. No entanto, não são só as pessoas que me fascinam que me inspiram, mas também as que me repugnam. A situação política dos Estados Unidos, com o Trump, e do Brasil, com o Bolsonaro, por exemplo, irritam-me profundamente; assim como outras pessoas sexistas, xenófobas, racistas, insensíveis e preconceituosas no geral. 

E as que não a inspiram nada?
As pessoas que não me inspiram são as que não me seduzem nada em termos culturais, artísticos ou pessoais. Há certas pessoas que o fazem durante um curto espaço de tempo e outras em formato contínuo. Passemos à primeira categoria: pessoas que não me inspiram continuamente. Estas são as que criticam só por desdém, sem ter uma opinião informada. Além disso, não me inspiram os artistas que pensam que só por fazerem maior, mais quantidade, mais gastos, fazem melhor. Prefiro um livro bom que seja só o livro, do que um mau que venha com marcador de página, verniz reservado uv na capa e um saco de organza. Quanto à segunda categoria, de pessoas que não me inspiram em tempo seletivo, temos os produtores de mensagens em conversas de potenciais futuros dates como “Que fazes?” e “ahah” – como resposta a coisas que têm resposta –, e ainda o “abreijos”. Eu quero abraços e beijos inteiros, não quero só metades de cada um!

 

* Artigo originalmente publicado na edição de novembro de 2018 da Vogue Portugal. 

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