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Notícias 12. 3. 2018

Até sempre, Hubert de Givenchy

by Rui Matos

 

O emblemático criador francês morreu este sábado, 10 de março, em Paris, mas a notícia da sua morte só foi avançada hoje, pela família, em comunicado.

Hubert Givenchy, 1955 © Getty Images

“É com tristeza que Philippe Venet informa sobre a morte de Hubert Taffin de Givenchy, seu companheiro e amigo. Givenchy morreu enquanto dormia, no sábado, 10 de março de 2018. Os seus sobrinhos, sobrinhas e seus filhos compartilham a sua perda.”, afirma a família do criador francês em comunicado de imprensa, citado pela revista Madame.

Pertencia à aristocracia francesa - era o Conde Hubert James Marcel Taffin de Givenchy, que deixou a sua terra natal no norte do país, aos 17 anos, para entrar no mundo da Alta-Costura.

Antes de ficar conhecido pelos seus desenhos e por vestir Audrey Hepburn, Givenchy começou por trabalhar com nomes como Jacques Fath, enquanto ainda estudava Belas Artes, na década de 40; em 1946, trabalhou para Robert Piguet e, um ano depois, estava com Lucie Lelong, para se juntar à Elsa Schiaparelli, no mesmo ano em que se tornou diretor artístico. Anos mais tarde, em 1952, fundou a Givenchy.

No ano de 1953, conhece Audrey Hepburn, a atriz que mais tarde se transformou numa verdadeira musa e janela aberta para as criações de Hubert. Ainda hoje, em 2018, se olha para o vestido de Breakfast at Tiffany’s como referência. Nesse mesmo ano, o criador francês conhece o seu ídolo, Cristóbal Balenciaga, do que qual se tornou amigo íntimo.

Entre os grandes marcos na sua carreira, Givenchy foi pioneiro no pronto-a-vestir de luxo. Aliás, foi um dos primeiros a inventar uma linha de coordenados que os clientes podiam vestir como quisessem.

O último desfile foi em 1995 e, depois da sua saída, a Casa continuou com outros criadores: John Galliano, Alexander McQueen, Julien McDonald, Riccardo Tisci e Clare Waight Keller, que foi nomeado diretora criativa depois da saída de Tisci.

Mas até à data, nenhuma das escolhas de LVMH foram as preferidas de Hubert, sendo que a sua maior mágoa foi não ter encontrado um substituto à sua altura. 

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